quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A RECUPERAÇÃO BEM SUCEDIDADA DA BORBOLETA AZUL

Trinta anos atrás, a grande borboleta azul (Maculinea arion) ─ vítima de colecionadores ávidos e da degradação de seu habitat ─ desapareceu da Inglaterra. Hoje, no entanto, a espécie está prosperando no Reino Unido e ostenta mais colônias do que na década de 50, quando sua população começou a decrescer

O que possibilitou a reintegração, com sucesso, da grande borboleta azul? Muitos dos méritos são de Jeremy Thomas, da University of Oxford e do Centro de Ecologia e Hidrologia, em Wallingford.

Antes do desaparecimento da espécie, Thomas passou anos estudando a última colônia remanescente no Reino Unido. “Entre maio e o fim de setembro, eu estava convivendo com a última colônia do Reino Unido, analisando tudo – inclusive seu comportamento, quantos ovos botavam, a sobrevivência de ovos individuais, quantas lagartas havia nas plantas, etc. Era como uma história de detetives” relata Thomas.

Suas descobertas, publicadas em 15 de junho na Science, formaram a base do sucesso da recuperação da espécie e poderão servir de exemplo para impedir o desaparecimento de outras espécies em risco de extinção.
O que acontece com a grande borboleta azul, assim como com muitas outras borboletas, é que elas enganam formigas locais para criar suas lagartas jovens. Ao contrário de outras espécies, no entanto, a “grande borboleta azuldepende de uma formiga vermelha específica (Myrmica sabuletiI) para o serviço de babá.

As formigas passaram a ter problemas quando os fazendeiros deixaram de levar o gado para pastar, como faziam havia gerações, e um vírus começou a devastar as populações de coelhos selvagens. O crescimento exagerado da grama provocou a queda de alguns graus na temperatura do solo – o que foi suficiente para tornar a área inóspita para as formigas, prejudicando o crescimento de borboletas.

De posse dessa informação, Thomas e seus colegas começaram a restaurar as condições ideais do habitat da grande borboleta azul. Assim que alguns habitats ficaram prontos, borboletas trazidas da Suécia começaram a ser reintroduzidas.

Foi a preocupação de Thomas com os filhotes e borboletas jovens que fez a diferença. Sua pesquisa mostra que os ecologistas podem economizar tempo – e encontrar mais indícios de como salvar espécies ameaçadas de extinção – analisando os padrões de vida de indivíduos jovens, e não o ciclo de vida completo da espécie.

Ainda é cedo para avaliar o impacto dessa pesquisa e de nossas conclusões, mas com muitas outras espécies extintas localmente sendo reintroduzidas no Reino Unido, como o castor e o milhafre-real, entretanto, um novo capítulo da história da grande borboleta azul poderá ser escrito em breve. Scientic American

Um comentário:

  1. Muito bom esse seu artigo adoro essas borboletas e como elas recriam hum e sobre a vespa que entra no formigueiro e bota seus ovos nas larvas de borboleta e muito interessante tambem como uma espesie depende da outra para se manter

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