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domingo, 17 de março de 2013

PRÓPOLIS INIBE BACTÉRIAS NA PRODUÇÃO DE RAÇÃO HUMANA

 
O uso de antimicrobianos comerciais pode ser reduzido com o uso da própolis.

A resina natural é produzida pelas abelhas e é utilizada principalmente por suas características cicatrizantes e antibacterianas.

Gel de própolis vira medicamento para cicatrização de queimaduras

Agora, cientistas brasileiros avaliaram a atividade antimicrobiana do extrato da própolis sobre as bactérias do gênero Lactobacillus fermentum e Bacillus subtillis, que são alguns dos contaminantes da fermentação alcoólica.

A pesquisa foi realizada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba.

Os processos industriais de produção de álcool existentes no Brasil reutilizam o fermento em ciclos consecutivos.

Paralelamente, o excedente da ação fermentativa produzida pela multiplicação das células de levedura durante esse processo é seco e comercializado, principalmente no mercado externo, como ingrediente para ração animal.

As práticas usualmente utilizadas nas indústrias para reduzir a contaminação bacteriana são o tratamento ácido do creme de levedura e a aplicação de antibióticos.

"No entanto, desde que foram detectados altos níveis de resíduos de antibióticos na levedura destinada à ração animal, seu uso tem sido evitado pela comunidade internacional", comenta a engenheira agrônoma Ellen Karine Diniz Viégas, autora do estudo.

"Buscamos reduzir prejuízos causados pela contaminação durante o processo fermentativo, além de buscar um antimicrobiano natural que não deixe resíduo nas leveduras", contou a pesquisadora.

A pesquisa mostrou que o extrato de própolis tem potencial para ser utilizado no controle dos contaminantes bacterianos presentes nas fermentações etanólicas.

Apesar de o antimicrobiano comercial ter apresentado maior eficiência na redução da contaminação, o extrato de própolis proporcionou redução de 54,24% e 67,02% para Lactobacillus e Bacillus, respectivamente.

"Embora estes números sejam expressivos, para utilização da própolis como antimicrobiano natural no controle dos contaminantes da fermentação etanólica, são necessários estudos acerca da viabilidade econômica", pondera a autora do trabalho.

Agência USP