quinta-feira, 20 de junho de 2013

ÚLTIMAS MENSAGENS POSTADAS 20 06 2013

DECLARAÇÃO POLÊMICA SOBRE OS GASTOS EM ESTÁDIOS PARA A COPA DO MUNDO

    O ex presidente da Fifa, João Havellange ofereceu  a Copa do Mundo no Brasil
    e o presidente João Figueiredo lhe respondeu:
    Você conhece uma favela do Rio de Janeiro?
    Você já viu a seca do nordeste?
    E você acha que eu vou gastar dinheiro com estádio de futebol?”.
    O presidente João Figueiredo  
    morreu com o mesmo patrimônio que tinha anos antes de ser presidente.

    veja.abril.com.br
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Não, eu não estou indo para a copa do mundo
No, I'm not going to the world cup

www.youtube.com/watch?v=EyejpPmZXn0
MANIFESTO NO CONGRESSO NACIONAL
www.youtube.com/watch?v=rvy6xsn5-X4

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O HOMEM QUE CALOU O GOVERNO BRASILEIRO E A FIFA EM PROTESTO 

 www.youtube.com/watch?v=tcak396PrqY

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RESPOSTA PARA O RONALDO, PRA QUE HOSPITAIS ?

Um vídeo, no qual o pai de uma menina com deficiência aparece criticando o ex-jogador de futebol Ronaldo Fenômeno por declração polêmica sobre os gastos em estádios para a Copa do Mundo em detrimento de investimentos na saúde, está viralizando nas redes sociais, nesta quinta feira.

No depoimento, publicado no Facebook, Alex Ribeiro apresenta a filha Ester e explica que a menina perdeu a visão, não anda e não fala, após um erro médico em um hospital público. Ele afirma que há sete anos luta na justiça por uma indenização pelos problemas causados à filha.

Em seu recado ao ex-jogador, o homem diz: “É verdade, Ronaldo, que não se faz Copa sem estádio. Mas, também não se faz saúde sem hospitais. Você acabou de conhecer a minha filha Ester. E, eu vou te mostrar agora um pouco o que a saúde do Estado fez com a minha filha e a minha família”. Alex, então, mostra uma foto da criança recém-nascida e continua: “Isso que você chama de saúde, Ronaldo, que esse Estado chama de saúde, tirou a visão da minha filha. Minha filha não enxerga, ela não anda, ela não fala. E, é por isso, que nós estamos na rua, Ronaldo. Não é por causa de vinte centavos. É porque famílias estão sendo mutiladas. A minha filha tem sete anos de processo e até agora eu não vi a causa dela e corre o risco de perder o benefício dela. E vocês estão preocupados com os estrangeiros que vão ver uma Copa de Futebol, enquanto milhões de pessoas em nosso país morrem?”.

O desabafo continua: “Não não estamos indo para às ruas por dinheiro. Nós queremos os nossos direitos como cidadãos. Mexeram na minha filha, na minha família e mexeram com milhões de famílias do nosso Rio de Janeiro. Vamos lutar! Vamos parar com essa Copa, se for necessário! Mas, nós vamos conseguir o direito do cidadão de igualdade, de saúde, de segurança, de poder ter uma salário digno. Porque nós somos uma nação que estava dormindo, mas despertou.”

O homem finaliza o recado dizendo: “Respeito você como excelente jogador, mas, me desculpe, sua palavra foi completamente infeliz. Mas, você não conhece de perto o sofrimento de quem tem um filho amputado. Eu conto com você para que mude o seu discurso e lembre que você é um cidadão brasileiro, antes de ser um jogador de futebol”.

Nas redes sociais, o vídeo está sendo disseminado entre os internautas. Só no Facebook, a publicação já foi compartilhada mais de 500 vezes apenas na manhã desta quinta-feira. Nos comentários, o usuários da rede defendem o posicionamento de Alex.

O ex-atacante Ronaldo usou o seu Twitter para se retratar das declarações que fez em dezembro de 2011, ao defender os gastos em estádios para a Copa do Mundo, durante a sua apresentação como administrador do Comitê Organizador Local (COL). Na ocasião o ex-jogador afirmou: 'Está se gastando dinheiro com segurança, saúde, mas sem estádio não se faz Copa. Não se faz Copa com hospital. Tenho certeza que o governo está dividindo investimentos'.

Nesta quarta-feira o ex-atacante da Seleção Brasileira se defendeu.

- Um pessoal postou um vídeo editado com declarações minhas sobre a Copa de dois anos atrás. Posso de fato não ter me expressado tão bem e a edição que eu vi na Internet foi tendenciosa. Era outro contexto - foi o tom das mensagens postadas pelo ex-jogador.


Jornal O Globo

segunda-feira, 17 de junho de 2013

TEORIA DO CAOS O EFEITO BORBOLETA


Não existe nada nem mesmo nenhum acontecimento em nossa vida que seja completamente sem importância. Vamos tentar simplificar e exemplificar a Teoria do Caos e o Efeito Borboleta nesta postagem. Coisas aparentemente pequenas, como o ônibus perdido por alguns segundos ou o papo furado com alguém pra passar o tempo em uma longa fila, podem ter uma grande influência nas nossas vidas a longo prazo. Não existe exemplo maior de algo caótico do que as nossas próprias vidas, aparentemente previsíveis e sequenciais - mas moldadas pelas escolhas que fazemos em face do que o acaso nos proporciona.

A Teoria do Caos, é uma das leis mais importantes do Universo, presente na essência de quase tudo o que nos cerca. A idéia central da teoria é que uma pequenina mudança no início de um evento qualquer pode trazer consequências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro. Por isso, tais eventos seriam praticamente imprevisíveis - caóticos, portanto.

Mas antes de continuarmos você deve se perguntar: caos é uma coisa boa ou ruim? Pelo significado que ouvimos no cotidiano diríamos que se trata de algo ruim. Mas, ao contrário do que parece, nem sempre “caos” quer dizer algo negativo, principalmente quando falamos da Teoria do Caos, pois essa teoria traz explicações de fenômenos não previsíveis. Portanto, a Teoria do Caos é um padrão de organização dentro de um fenômeno desorganizado, ou seja, dentro de uma aparente casualidade.


Parece assustador, mas é só dar uma olhada nos fenômenos mais casuais da vida para notar que essa idéia faz sentido. Imagine que, no passado, você tenha perdido o vestibular na faculdade de seus sonhos porque um prego furou o pneu do ônibus. Desconsolado, você entra em outra universidade. Então, as pessoas com quem você vai conviver serão outras, seus amigos vão mudar, os amores serão diferentes, seus filhos e netos podem ser outros...

No final, sua vida se alterou por completo, e tudo por causa do tal prego no início dessa seqüência de eventos! Esse tipo de imprevisibilidade nunca foi segredo, mas a coisa ganhou ares de estudo científico sério no início da década de 1960, quando o meteorologista americano Edward Lorenz descobriu que fenômenos aparentemente simples têm um comportamento tão caótico quanto a vida. Ele chegou a essa conclusão ao testar um programa de computador que simulava o movimento de massas de ar. Um dia, Lorenz teclou um dos números que alimentava os cálculos da máquina com algumas casas decimais a menos, esperando que o resultado mudasse pouco. Mas a alteração insignificante, equivalente ao prego do nosso exemplo, transformou completamente o padrão das massas de ar. Para Lorenz, era como se "algo tão pequeno como o bater das asas de uma borboleta pudesse causar, tempos depois, um tufão do outro lado do mundo". Com base nessas observações, ele formulou equações que mostravam o tal "efeito borboleta".
  

A repercussão da teoria de Lorenz, no entanto, foi ainda além do que os cientistas imaginaram. Muitos cientistas acreditaram que ela poderia, de fato, ser verificada na natureza, e sua compreensão poderia ajudar a meteorologia a fazer previsões do tempo. Mas cientistas da Universidade de Oxford (Inglaterra) desmentem essa ideia: não é bem assim que funciona.

O bater de asas de uma borboleta não é totalmente insignificante: ele chega a causar uma perturbação na pressão do ar. Mas essa perturbação, ao redor do corpo da borboleta, é facilmente absorvida, porque a pressão do ar é cem mil vezes maior. A poucos centímetros da borboleta, o impacto é totalmente absorvido.

O que se chama “efeito borboleta” é um enunciado dentro de uma ideia mais ampla, a teoria do caos. Os físicos se utilizam dessa teoria em uma série de aplicações na observação do universo. A meteorologia, no exercício constante de prever o tempo, precisa trabalhar com muitas margens de erro, e a maioria está associada a pequenos eventos que se desdobram em consequências maiores.



Estava fundada a teoria do caos. Com o tempo, cientistas concluíram que a mesma imprevisibilidade aparecia em quase tudo, do ritmo dos batimentos cardíacos às cotações da Bolsa de Valores. Na década de 70, o matemático polonês Benoit Mandelbrot deu um novo impulso à teoria ao notar que as equações de Lorenz batiam com as que ele próprio havia feito quando desenvolveu os fractais, figuras geradas a partir de fórmulas que retratam matematicamente a geometria da natureza, como o relevo do solo ou as ramificações de nossas veias e artérias. A junção do experimento de Lorenz com a matemática de Mandelbrot indica que o caos parece estar na essência de tudo, moldando o Universo. "Lorenz e eu buscávamos a mesma verdade, escondida no meio de uma grande montanha. A diferença é que escavamos a partir de lugares diferentes", diz Mandelbrot, hoje na Universidade de Yale, nos Estados Unidos.Pesquisas recentes mostraram algo ainda mais surpreendente: equações idênticas aparecem em fenômenos caóticos que não têm nada a ver uns com os outros. "As equações de Lorenz para o caos das massas de ar surgem também em experimentos com raio laser, e as mesmas fórmulas que regem certas soluções químicas se repetem quando estudamos o ritmo desordenado das gotas de uma torneira", afirma o matemático Steven Strogatz, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Isso significa que pode haver uma estranha ordem por trás de toda a imprevisibilidade.


 transicao-planetaria.blogspot.com

quinta-feira, 13 de junho de 2013

OS CAÇADORES DE MEL DO NEPAL


A colheita do mel é uma das muitas atividades que fazem parte da cultura antiga de inúmeras civilizaçõesOs cientistas estimam, através de pinturas rupestres, que a caça ao mel já era praticada em 13.000 a.C, ou seja, há já milhares de anos, sendo assim, uma parte vital da cultura nepalesa.

Alguns aldeões do Nepal dependem da colheita do mel para a sua subsistência. Este país é o lar da Apis laboriosa, que é das maiores abelhas no planeta. Estas abelhas constroem as suas colmeias sobre as falésias do país.

Devido à localização das colmeias destas abelhas, (de difícil acesso), os caçadores de mel têm de usar escadas feitas de corda para lá chegar.

A colheita de mel geralmente ocorre duas vezes por anoquando os caçadores se reunem para assumir essa exaustiva tarefa, que pode levar até duas a três horas, dependendo da localização da ramificação e a sua dimensão.
O ritual da colheita, que varia ligeiramente de comunidade para comunidade, começa com uma oração e sacrifício de flores, frutas e arroz. Em seguida, faz-se uma fogueira na base de um penhasco, para encher as abelhas com fumo. Em cima, um dos caçadores desce o penhasco aproveitando para ajudar a fazer uma escada com cordas e a levá-la até ao cimo. Os seus companheiros têm de garantir que a escada seja bem segura, (feita a partir do tamanho do caçador que irá subir). Quando chega junto à colmeia, os companheiros fazem descer um cesto agarrado por uma corda, para este, com uma grande vara de madeira, atacar várias vezes a colmeia, até fazer um grande pedaço desta cair no cesto.

Há uma série de operadores turísticos que oferecem aos visitantes passeios para assistirem à caça de mel, levando-os a vários locais para testemunhar o processo de colheita inteira. Estas visitas permitem aos visitantes a apreciação da beleza e magnificência da paisagem e vida selvagem do NepalOs destinos mais populares para assistir à caça de mel estão localizados em Bhujung, NaiChi, Pasgaon, Naya GaunLudhi e Dare. Os turistas ficam maravilhados com as técnicas antigas que ainda hoje são usadas na caça e ficam surpreendidos com a velocidade e a coragem dos caçadores de mel, que sobem aos penhascos, desprotegidos, somente com uma escada, uma grande vara, e muita coragem, para com isso ganharem algo em troca para poderem sobreviver e sustentar a família.

ESTILISTAS BRITÂNICOS FAZEM CAMPANHA PARA SALVAR ABELHAS

Os grandes estilistas britânicos Vivienne Westwood e Katharine Hamnett juntaram militantes fora do Parlamento, nesta sexta-feira, para instar o governo a apoiar a proposta da União Europeia (UE) de proibir pesticidas que prejudicam as abelhas.

A Grã-Bretanha faz parte de um grupo de países que bloqueiam tentativas de proibir a nível europeu o uso dos inseticidas mais utilizados do mundo, os neonicotinóides, argumentando que o seu impacto sobre as abelhas não é claro.

A votação da proposta de proibir os inseticidas nas culturas de flores ocorrerá em Bruxelas, na segunda-feira.

“Se há alguma chance de eles estarem matando as abelhas, como uma medida de precaução precisam ser proibidos”, disse Hamnett à Reuters TV, que faz campanhas contra os pesticidas há décadas.

“O governo britânico está cometendo suicídio político, acho, por não apoiar esta proibição.”

A Grã-Bretanha, a Alemanha e outros três países se abstiveram de votar no início deste ano.

Hamnett questionou se essa posição deve-se ao lobby contra a proibição por parte de duas grandes empresas de pesticidas, a Bayer, da Alemanha, e a suíça Syngenta, que têm operações na Grã-Bretanha, sob o argumento de que o impacto dos pesticidas sobre as abelhas não está provado.

“Eles estão na cama com Syngenta ou Bayer ou são apenas estúpidos?”, disse Hamnett.

As empresas propuseram um plano que inclui o plantio de mais margens de floração em torno dos campos para fornecer habitats às abelhas, monitorando para detectar os pesticidas neonicotinóides acusados de causar declínio e para pesquisar sobre o impacto de parasitas e vírus.

A dupla fashion entregou uma petição para o escritório do primeiro-ministro David Cameron, exortando o governo a colocar as questões ambientais à frente da pressão do lobby do agronegócio.

“Porque é que o governo apoia um grande negócio, porque não ajudar as pessoas? O que é bom para o Planeta é bom para a economia”, disse Westwood.

Atualmente as abelhas têm sofrido um declínio acentuado e um colapso nas colônias, por diversas razões.

Ativistas afirmam que as abelhas são cruciais para o planeta, por desempenharem um papel vital na polinização de culturas, e que seu desaparecimento terá efeitos catastróficos sobre o mundo.

Eles querem a tomada de uma ação preventiva para proibir pesticidas enquanto mais estudos são realizados para avaliar completamente o efeito deles sobre as abelhas. 

Portal iG

CRIAÇÃO DE ABELHAS NATIVAS GERA RENDA E COMBATE O DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

No cantinho da propriedade de Ivanildo Alves dos Santos, nos arredores de Manaus, há um espaço reservado para várias colmeias. As “caixinhas” são responsáveis pelo aumento e melhora na produção de frutas como abacaxi, urucum, açaí, graviola e coco. Só na cultura de açaí, a produção foi quase dobrada.
As abelhas nativas sem ferrão do gênero Melipona , típicas da região, estão entre os principais polinizadores da floresta amazônica. ” A produção de frutas aumentou e a qualidade também melhorou, elas estão mais doces”, disse ao iG Santos, dono de uma pequena propriedade rural de 13 hectares.
Além das frutas mais doces, o orçamento também foi engordado com a venda do mel. Diferente do mel comum, oriundo da abelha africana (Apis mellifera) e conhecido em todo o Brasil, o mel da abelha nativa produz um mel mais doce e mais nutritivo e também mais caro. Santos produz por ano 40 litros de mel, vendidos em Manaus por 50 reais o litro. A produção é baixa, pois estima-se que as abelhas sem ferrão produzam somente 10% que a abelha africana produz.
Sousa está seguindo uma nova tendência na região do entorno de Manaus. De acordo com o presidente da Associação de Melipolicultura de Manaus, o agricultor Sérgio Souza, são 80 associados e outros tantos produtores não associados.
“A produção de mel não é a atividade número um de cada produtor, mas é algo que está dando dinheiro e melhorando as outras culturas das pequenas propriedades”, disse Souza. O uso das abelhas ajuda a reverter os impactos do desmatamento. Ao voar de flor em flor, elas promovem o transporte do pólen e a reprodução das plantas.
Caixas para evitar a derrubada de árvore – Souza produz as colmeias, as mesmas usadas na propriedade de Santos. Isto porque naturalmente as abelhas nativas não constroem colmeias, elas produzem o mel nos troncos das árvores e para retirar o produto, seria preciso derrubá-las.
Mas uma caixa, que faz as vezes de colmeia, resolveu este problema. Na verdade é uma engenhoca com cinco caixinhas colocadas umas sobre as outras. Em cada compartimento fica depositado, o mel, as abelhas, o ninho e a lixeira, com fezes e abelhas mortas. Souza vende cada colmeia a R$ 200.
Um projeto coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas e com o apoio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam) foi desenvolvido para incentivar o uso da meliponicultura na região. As colmeias desenvolvidas pelos pesquisadores do Inpa, ficaram conhecidas pelo nome do instituto e são até vendidas pela internet. 
Portal iG

CRIAÇÃO DE ABELHAS AJUDA A PERPETUAR BIODIVERSIDADE AMAZÔNICA

Manejar e conservar a fauna de abelhas é essencial para a manutenção da diversidade de plantas na região amazônica. A afirmação é de especialistas da meliponicultura – criação de abelhas sem ferrão e que visa a reprodução dos insetos.
Das 20 mil espécies de abelhas existentes em todo o mundo, cerca de 400 não possuem ferrão e estão reunidas no grupo denominado Meliponínios, que habitam as regiões tropicais do planeta. Mais de 190 espécies destas abelhas, conhecidas como “abelhas indígenas sem ferrão”, vivem na Amazônia. A polinização das árvores realizada por elas é responsável pela manutenção da biodiversidade, o que permite a perpetuação da flora amazônica.
O Grupo de Pesquisas em Abelhas (GPA), localizado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), realiza pesquisas sobre a genética, a criação e manejo de abelhas sem ferrão. Além destas atividades, o Grupo visa a capacitação de profissionais em conhecimentos sobre biologia genética, ecologia de meliponínios e a criação racional das espécies.
Além da pesquisa, o GPA leva seus resultados à prática. O Grupo realiza trabalho de extensão junto a um grupo de agricultores familiares, na comunidade rural do brasileirinho, zona Leste de Manaus. As famílias aprendem sobre a importância da criação das abelhas para o meio ambiente.
A criação de abelhas sem ferrão vai além do manejo da diversidade ecológica da Amazônia. A atividade ainda produz o mel da abelha, que gera renda para a população rural da Amazônia.
Portal Amazônia

PAÍS PODE GANHAR DOIS ESTADOS DE SERGIPE EM ÁREA INDÍGENA


Principal motivo de desavença entre índios e produtores rurais, ainda há ao menos 196 terras indígenas a serem demarcadas pelo governo federal no país.

Segundo a Funai (Fundação Nacional do Índio), 81 terras --que juntas equivalem a área de dois Estados de Sergipe-- precisam apenas ser homologadas pela presidente Dilma Rousseff.

A homologação, uma das últimas etapas para reconhecer que uma área pertence aos índios, é atribuição exclusiva do presidente e ocorre depois que a Funai e o Ministério da Justiça demarcam e delimitam a terra.

Outras 115 áreas estão em estudo e o governo não sabe a dimensão final que terão.
Em média, Dilma concedeu aos índios menos terras do que seus antecessores.

Foram dez áreas (966 mil hectares) reconhecidas por Dilma em 2011 e 2012.
Nos oito anos de governo FHC (1995-2002), foram homologadas 145 áreas (41 milhões de hectares), ante 84 (18 milhões de hectares) na gestão de Lula (2003-2010).
DESIGUALDADE.

O Brasil tem hoje 476 terras indígenas em 105,1 milhões de hectares, o equivalente a um oitavo do território brasileiro.

É como se os 896.917 índios que vivem no Brasil tivessem, incluindo as reservas indígenas, quatro Estados de São Paulo para viver.

Na média, são 117 hectares para cada índio. Contudo, na prática, pesquisadores dizem não haver tanto espaço.

"A distribuição não é igual. Na Amazônia é que há áreas enormes, bonitas, com recursos. Uma área indígena não é um pedaço de terra para espremer uma família. É território para reproduzir um modo de vida", diz a antropóloga Lucia Rangel, da PUC-SP.

Em Mato Grosso do Sul, foco da crise indígena atual, há 38 terras para 77 mil índios.
Na reserva de Dourados, no sul do Estado, 14 mil guarani-caiová vivem em 3.470 hectares. É como se quatro índios fossem obrigados a viver e a plantar no espaço de um campo de futebol.

"Dentro das áreas indígenas demarcadas a vida é insuportável porque o modo de vida indígena não é favela", afirma Rangel.

O confinamento traz consequências sociais, diz Tonico Benites, índio guarani-caiová e antropólogo da Universidade Federal do RJ.

"A reserva é uma área superlotada. Não tem como produzir alimento. É comum ver criança na rua, pedindo comida", afirma o pesquisador.

Produtores rurais dizem que as demarcações de terra pela Funai têm "viés ideológico" e que a fundação desvirtua procedimentos de regularização das terras.
"A Funai começou a fazer uso desse procedimento para criação de novas terras indígenas ou para a ampliação das já demarcadas", diz Carlo Coldibelli, assessor jurídico da Famasul, federação que representa produtores de MS.

Pressionado pelo setor produtivo, o governo federal decidiu ampliar, até o fim do mês, o poder de órgãos ligados à agricultura na demarcação de terras indígenas. A mudança reduz o poder da Funai nesses processos.

Daniel Carvalho - Jornal Folha de São Paulo

terça-feira, 11 de junho de 2013

AGROTÓXICO SUSPEITO DE MATAR ABELHAS NO MUNDO É USADO NO BRASIL

Está em discussão no Brasil a possível proibição de defensivos agrícolas neonicotinoides, produtos sob suspeita de serem nocivos para abelhas, insetos que têm registrado um aumento da taxa de mortalidade em diversas partes do mundo.

O governo alega que não há motivo para pânico no país, mesmo após a decisão da União Europeia em proibir por dois anos a comercialização desses agrotóxicos e receber notícias alarmantes de mortes de abelhas nos Estados Unidos.

No fim de abril, a UE votou por implantar uma moratória de dois anos, valendo a partir de julho, para este grupo químico de inseticidas, que emprega compostos como a clotianidina, a imidacloprida e o tiametoxam. A decisão foi tomada mesmo com manifestações contrárias do setor agrícola, que alega não haver dados suficientes sobre o impacto destes produtos nas populações de abelhas.

Já os Estados Unidos, que também analisam o emprego desses compostos, divulgaram no começo de maio que quase um terço das abelhas de colônias morreu no último inverno (2012-2013) e, nos últimos seis anos, as taxas de mortalidade atingiram 30,5%. A exposição a inseticidas é uma das hipóteses avaliadas pelo Departamento de Agricultura do país.

Colônias em colapso – De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), apesar de preocupante, a situação do Brasil não é alarmante.

Segundo Marcio Freitas, coordenador geral de avaliação de substâncias químicas do Ibama, a possível relação do uso dos neonicotinoides (que tem origem na molécula de nicotina) com as mortes de abelhas começou ser discutida internacionalmente partir de 2008.

Há três anos o instituto investiga o impacto de inseticidas na apicultura nacional. Entre 2010 e 2012, identificou mais de cem casos de mortes em massa de abelhas pelo país, e todas elas estariam relacionadas à pulverização de agrotóxicos.

Investigações científicas publicados em periódicos como a “Nature” sugerem que tais produtos provocam uma intoxicação nas abelhas, um fenômeno chamado de “distúrbio do colapso das colônias”, quando os insetos não retornam às colmeias e morrem fora dela, após o corpo sofrer um “curto-circuito” devido à excessiva exposição aos componentes químicos.

Prejuízo na economia – Em 19 de julho de 2012, uma portaria publicada no “Diário Oficial da União” proibiu temporariamente a pulverização de defensivos com clotianidina, imidacloprida e tiametoxam por via aérea, até que uma reavaliação dos produtos fosse feita.

Porém, explica Freitas, por ser prejudicado com a medida, o setor agrícola do país, incluindo o Ministério da Agricultura, se mobilizou contra a decisão, que foi alterada por uma nova portaria, desta vez publicada em janeiro deste ano. A regra também valia para o fipronil.

Com isso, as culturas de soja, trigo, arroz, algodão e cana-de-açúcar poderiam continuar a pulverização com agrotóxicos neonicotinoides na safra 2012/2013, exceto no período de floração, mas teriam que notificar apicultores ao menos 48 horas antes de as aplicações ocorrerem. “O setor agrícola elencou uma série de prejuízos econômicos se o uso desses produtos fosse interrompido”, disse Freitas.

Em termos globais, os serviços de polinização prestados pelas abelhas, no ecossistema ou nos sistemas agrícolas, são avaliados US$ 54 bilhões/ano.

Ainda segundo Freitas, apesar de o Brasil utilizar os mesmos tipos de agrotóxicos empregados na Europa e nos EUA, a decisão de seguir o caminho da União Europeia, vetando de vez os produtos, causaria um impacto muito maior na agricultura brasileira. Para ele, a Europa tem uma quantidade muito menor de insetos e, por isso, a percepção da redução ficou amplificada.

De acordo com o representante do Ibama, produtoras de defensivos já realizam testes adaptados à realidade brasileira, seguindo metodologias criadas na Europa. “Vamos saber se, de fato, o uso desses defensivos causa a toxicidade crônica das abelhas. Isso pode determinar a alteração na condição do registro desses produtos, levando à proibição ou limitação de uso para determinadas culturas”, explica Freitas.

Resultados sobre a reavaliação dos compostos químicos devem ser divulgados até o fim do ano, segundo o Ibama. Inicialmente, apenas a imidacloprida está em análise. Ao mesmo tempo, o Ministério da Agricultura pesquisa compostos alternativos para substituir defensivos agrícolas neonicotinoides.

Risco para a polinização – Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), estima-se que 73% das espécies vegetais cultivadas no mundo sejam polinizadas por alguma espécie de abelha.

Em termos globais, os serviços de polinização prestados por estes insetos – seja no ecossistema ou nos sistemas agrícolas – são avaliados em US$ 54 bilhões por ano.

De acordo com José Gomercindo Correa da Cunha, presidente da Câmara setorial do Mel no Ministério da Agricultura, a mortalidade de abelhas preocupa várias entidades e os produtores de mel, que são cerca de 350 mil.

“No Brasil temos as abelhas africanizadas (resultantes do cruzamento de abelhas africanas e europeias), além de 150 espécies nativas, que produzem polinização especializada e contribuem com a biodiversidade. Já existem defensivos menos agressivos ao meio ambiente. Essa sinalização da Europa certamente será acompanhada de perto”, disse Cunha.

‘Celeiro do mundo’ – Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam um aumento no uso de agrotóxicos entre 2000 e 2009, quando a relação de quilos por hectare aumentou de 3 kg para mais de 3,5 kg. Em 2010, o país ultrapassou a marca de um milhão de toneladas, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em 2008, o Brasil se destacou como o maior consumidor do produto no mundo, respondendo por 86% da quantidade de agrotóxico vendida na América Latina.

Entre os agrotóxicos mais usados no país destacam-se os herbicidas (71,1%), os inseticidas (66,4%) e os fungicidas (55,3%).

De acordo com Ricardo Camargo, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, a atual prática agrícola do Brasil oferece risco a todos os animais polinizadores (insetos, aves e mamíferos).

“Não há prática sustentável, mas sim aplicação massiva de defensivos, com muita gente usando doses acima dos limites permitidos e materiais que já foram banidos em outros países”, explica.

“Toda a biodiversidade está sendo prejudicada quando se passa um pesticida, que pode tentar matar um agente, mas pode impactar o seu redor. Usa-se muito a informação de que o Brasil é o celeiro do mundo, mas a que preço estamos nisso?”, complementa o pesquisador. 

G1

UNIÃO EUROPEIA IDENTIFICA NOVO INSETICIDA MORTAL PARA AS ABELHAS


A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) emitiu um parecer desfavorável contra o Fipronil, um inseticida fabricado pelo grupo alemão Basf, pois seu uso para proteger os cultivos de milho tem causado a morte de abelhas, importantes polinizadoras.
Apenas cinco países da União Europeia ainda usam este inseticida para o milho: Espanha, Hungria, Bulgária, República Tcheca e Eslováquia.
A Comissão Europeia havia solicitado esta decisão à EFSA em agosto de 2012. Está incompleta, mas aponta um “risco elevado” comprovado para o tratamento do milho.
O grupo Basf agora tem três semanas para responder a esta decisão. A Comissão Europeia submeterá em breve o caso do Fipronil a um comitê de especialistas da UE para uma decisão em 15 ou 16 de julho, informaram os serviços do comissário europeu encarregado da saúde, Tonio Borg.
A Comissão Europeia (CE) já decidiu proibir durante dois anos, a partir de dezembro, o uso de três pesticidas mortais para as abelhas, comercializados pela farmacêutica alemã Bayer e pela suíça Sygenta.
O veto começa em 1º de dezembro e se baseia em um informe da Agência Europeia de Segurança alimentar. Envolve três praguicidas da família dos neonicotinoides comercializados na Europa por Bayer e Syngenta: clotianidina, tiametoxam e imidacloprid, que podem ser mortais para as abelhas, mas não causam danos à saúde do ser humano. 
G1

POPULAÇÃO DE ABELHAS DOS EUA CAIU 31% NO ÚLTIMO INVERNO

Quase um terço das abelhas de colônias espalhadas pelos Estados Unidos morreu durante o inverno 2012-2013, sem que tenha sido possível determinar uma razão particular, revelou nesta terça-feira (7) um estudo realizado pelo Departamento de Agricultura americano (USDA) e associações profissionais.

Segundo a agência de notícias France Presse, a população de abelhas diminuiu 31,1% no inverno passado, segundo resultados preliminares da pesquisa com mais de 6.200 apicultores dos EUA feito pelo USDA, em colaboração com as associações AIA (Inspetores Apícolas dos Estados Unidos) e Bee Informed Partnership.

A produção de todos os entrevistados representa 22,9% da produção total de abelhas do país, que é de 2,62 milhões de colônias. A perda de abelhas nos últimos meses nos Estados Unidos é 42% maior do que no inverno anterior, quando 21,9% delas pereceram.

As abelhas sofrem há seis anos taxas de mortalidade muito elevadas, de 30,5% em média, sem que os especialistas entrem em acordo em atribuí-lo a um fator único.

Segundo as autoridades americanas, várias razões incidem na mortalidade das abelhas nos últimos anos, sem que nenhuma seja prevalente, como “parasitas, doenças, fatores genéticos, uma má nutrição e a exposição aos pesticidas”. “Uma perda de 15% das colônias é considerada ‘aceitável’, mas 70% (dos apicultores) informaram perdas mais importantes”, destacou o estudo.

Pesticidas na Europa – Na última semana, uma decisão da Comissão Europeia proibiu o comércio três inseticidas mortais para as abelhas na União Europeia (UE) durante dois anos a partir de julho.

Durante a votação, 15 países, entre eles França e Alemanha, foram favoráveis à proposta de proibição apresentada pela Comissão Europeia. Oito países, entre eles Reino Unido, Itália e Hungria, votaram contra, e quatro, entre eles a Irlanda, se abstiveram.

Concretamente, a Comissão Europeia suspenderá durante dois anos a utilização de três neonicotinoides – clotianidina, imidacloprid e tiametoxam – presentes em pesticidas fabricados para quatro tipos de cultivos: milho, colza, girassol e algodão.
De acordo com pesquisa publicada em outubro passado na revista “Nature”, os pesticidas neonicotinoides e piretroide estariam matando zangões e prejudicando a habilidade deles para se alimentar. Assim, colônias vitais para a polinização das plantas podem vir a não desempenhar as suas tarefas.

G1

AGROTÓXICOS QUE AMEAÇAM ABELHAS FICAM PROIBIDOS EM DEZEMBRO NA UE

Rosto materializado na planta à direita

A Comissão Europeia (CE) confirmou que a partir de dezembro ficará proibido por dois anos o uso de três pesticidas neonicotinoides na União Europeia.
Os inseticidas são considerados suspeitos de causar a morte em massa de abelhas no continente e são comercializados pelas empresas alemã Bayer e suíça Sygenta.
A proibição entra em vigor em 1º de dezembro e está baseada em um relatório da agência europeia responsável pela segurança alimentar, a EFSA. A medida envolve os inseticidas clotianidina, tiametoxam e imidaclopride. “As restrições entrarão em vigor em 1º de dezembro de 2013 e serão reexaminadas em dois anos”, afirma a Comissão em um comunicado.
Segundo o relatório, os pesticidas provocariam a paralisia ou morte das abelhas. Há muitos anos a comunidade científica alerta sobre a morte de milhões de abelhas, consideradas vitais para manter o ecossistema e o desenvolvimento da agricultura europeia, ao favorecer a polinização.
Discussão também acontece no Brasil – O uso de defensivos agrícolas neonicotinoides – e sua proibição – também está em discussão no Brasil. O governo alega que não há motivo para pânico no país, mesmo após a decisão da União Europeia e o recebimento de notícias alarmantes de mortes de abelhas nos EUA. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), apesar de preocupante, a situação do Brasil não é alarmante.
Em entrevista ao G1, Marcio Freitas, coordenador geral de avaliação de substâncias químicas do Ibama, disse que a possível relação do uso dos neonicotinoides (que tem origem na molécula de nicotina) com as mortes de abelhas começou ser discutida internacionalmente partir de 2008.
Há três anos o instituto investiga o impacto de inseticidas na apicultura nacional. Entre 2010 e 2012, identificou mais de cem casos de mortes em massa de abelhas pelo país, e todas elas estariam relacionadas à pulverização de agrotóxicos.
Investigações científicas publicados em periódicos como a “Nature” sugerem que tais produtos provocam uma intoxicação nas abelhas, um fenômeno chamado de “distúrbio do colapso das colônias”, quando os insetos não retornam às colmeias e morrem fora dela, após o corpo sofrer um “curto-circuito” devido à excessiva exposição aos componentes químicos.
Prejuízo na economia – Em 19 de julho de 2012, uma portaria publicada no “Diário Oficial da União” proibiu temporariamente a pulverização de defensivos com clotianidina, imidacloprida e tiametoxam por via aérea, até que uma reavaliação dos produtos fosse feita.
Porém, explica Freitas, por ser prejudicado com a medida, o setor agrícola do país, incluindo o Ministério da Agricultura, se mobilizou contra a decisão, que foi alterada por uma nova portaria, desta vez publicada em janeiro deste ano. A regra também valia para o fipronil.
Com isso, as culturas de soja, trigo, arroz, algodão e cana-de-açúcar poderiam continuar a pulverização com agrotóxicos neonicotinoides na safra 2012/2013, exceto no período de floração, mas teriam que notificar apicultores ao menos 48 horas antes de as aplicações ocorrerem. “O setor agrícola elencou uma série de prejuízos econômicos se o uso desses produtos fosse interrompido”, disse Freitas.
Ainda segundo Freitas, apesar de o Brasil utilizar os mesmos tipos de agrotóxicos empregados na Europa e nos EUA, a decisão de seguir o caminho da União Europeia, vetando de vez os produtos, causaria um impacto muito maior na agricultura brasileira. Para ele, a Europa tem uma quantidade muito menor de insetos e, por isso, a percepção da redução ficou amplificada.
De acordo com o representante do Ibama, produtoras de defensivos já realizam testes adaptados à realidade brasileira, seguindo metodologias criadas na Europa. “Vamos saber se, de fato, o uso desses defensivos causa a toxicidade crônica das abelhas. Isso pode determinar a alteração na condição do registro desses produtos, levando à proibição ou limitação de uso para determinadas culturas”, explica Freitas.
Resultados sobre a reavaliação dos compostos químicos devem ser divulgados até o fim do ano, segundo o Ibama. Inicialmente, apenas a imidacloprida está em análise. Ao mesmo tempo, o Ministério da Agricultura pesquisa compostos alternativos para substituir defensivos agrícolas neonicotinoides.
Risco para a polinização – Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), estima-se que 73% das espécies vegetais cultivadas no mundo sejam polinizadas por alguma espécie de abelha.
Em termos globais, os serviços de polinização prestados por estes insetos – seja no ecossistema ou nos sistemas agrícolas – são avaliados em US$ 54 bilhões por ano.
De acordo com José Gomercindo Correa da Cunha, presidente da Câmara setorial do Mel no Ministério da Agricultura, a mortalidade de abelhas preocupa várias entidades e os produtores de mel, que são cerca de 350 mil.
“No Brasil temos as abelhas africanizadas (resultantes do cruzamento de abelhas africanas e europeias), além de 150 espécies nativas, que produzem polinização especializada e contribuem com a biodiversidade. Já existem defensivos menos agressivos ao meio ambiente. Essa sinalização da Europa certamente será acompanhada de perto”, disse Cunha.
‘Celeiro do mundo’ – Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam um aumento no uso de agrotóxicos entre 2000 e 2009, quando a relação de quilos por hectare aumentou de 3 kg para mais de 3,5 kg. Em 2010, o país ultrapassou a marca de um milhão de toneladas, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Em 2008, o Brasil se destacou como o maior consumidor do produto no mundo, respondendo por 86% da quantidade de agrotóxico vendida na América Latina.
Entre os agrotóxicos mais usados no país destacam-se os herbicidas (71,1%), os inseticidas (66,4%) e os fungicidas (55,3%).
De acordo com Ricardo Camargo, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, a atual prática agrícola do Brasil oferece risco a todos os animais polinizadores (insetos, aves e mamíferos).
“Não há prática sustentável, mas sim aplicação massiva de defensivos, com muita gente usando doses acima dos limites permitidos e materiais que já foram banidos em outros países”, explica.

“Toda a biodiversidade está sendo prejudicada quando se passa um pesticida, que pode tentar matar um agente, mas pode impactar o seu redor. Usa-se muito a informação de que o Brasil é o celeiro do mundo, mas a que preço estamos nisso?”, complementa o pesquisador. 
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