segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

AS ABELHAS SURFAM

Cientistas descobrem que abelhas surfam

Novo estudo descobre característica única que esses insetos possuem — e que pode decidir entre a vida e morte

Um estudo divulgado ontem (18) revelou que, para escapar da água, abelhas criam pequenas ondas e surfam até conseguirem se desvencilhar e retomar o voo. A pesquisa foi publicada no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences.

Quando uma abelha pousa na água, esta gruda em suas asas, impedindo-a de voar. No entanto, o inseto consegue usar essa aderência à água para “remar” nessa superfície, gerando pequenas ondas que a movimentam para frente. Assim, ela é capaz de se locomover — ou “surfar” — até algum lugar seco.

Durante o estudo, os cientistas do California Institute of Technology colocaram 33 insetos na água, individualmente, por alguns minutos, para testar a teoria. Ao analisar as filmagens gravadas, os pesquisadores perceberam que o movimento realizado pelas abelhas é semelhante àquele de um ser humano nadando na modalidade crawl: primeiro, as asas se curvam para baixo, gerando arranque; depois, viram para cima, impulsionando.

Apesar de exigir muito esforço, o movimento não é forte o suficiente para que o inseto consiga se libertar diretamente da superfície molhada. No entanto, basta para levá-lo até a beirada da poça, lago ou piscina, onde a abelha consegue se arrastar até um lugar seco, e voar.

De acordo com os cientistas, esse surfe é bem mais cansativo para o inseto do que voar. A estimativa é de que as abelhas consigam gerar ondas na água por no máximo 10 minutos, sem pausas.

Como nunca foi documentado em outros insetos, pode ser que o movimento seja uma adaptação única da espécie, afirmam os pesquisadores. Em dias quentes, colmeias requerem água para se resfriarem, e as abelhas operárias saem para buscar líquidos em vez de pólen. A adaptação, então, seria uma forma (obtida ao acaso e ao longo de milhares de anos) de permitir que esses animais não morram afogados durante suas recorrentes buscas por água.

Sabrina Brito - Atualizado em 19 nov 2019, 10h21 - Publicado em 19 nov 2019, 10h17
Revista Veja

ANIMAIS CONSTRUTORES CASTOR

GORILA PROTEGE A SUA FAMÍLIA

AS CORRENTES QUE NOS IMPEDEM DE SER LIVRES, SÃO MAIS MENTAIS DO QUE FÍSICAS

Mahatma Gandhi

“Algemas de ouro são muito piores que algemas de ferro" 

"A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência. ” 

"No momento em que o escravo decide que não quer ser escravo, suas correntes caem ao solo. Se liberta e mostra aos outros como fazê-lo. A liberdade e a escravidão são estados mentais" 

Site O Pensador

ALFABETO INTEIRO FOTOGRAFADO EM ASAS DE BORBOLETAS

A natureza não para de nos surpreender. As asas das borboletas possuem uma diversidade enorme de padrões de desenho. Enquanto a maioria delas apresenta apenas formas indefinidas e coloridas – embora muito bonitas -, é possível encontrar elementos surpreendentes nos insetos.


Esta é a prova de que, quando se procura algo com afinco na natureza, acha-se coisas quase inimagináveis. O fotógrafo norueguês especialista em natureza Kjell Bloch Sandved acumulou uma enorme coleção de fotografia de asas de borboleta e de mariposa, tendo capturado uma série de padrões incomuns. Usando esses desenhos raros, ele reuniu um alfabeto composto inteiramente por letras encontradas em borboletas.


Este é apenas um dos alfabetos identificados e compilados por Sandved – ele ainda possui um segundo ensaio realizado com borboletas diferentes que também formam o alfabeto completo e um outro alfabeto composto por mais variados elementos da natureza – além dos números cardinais de 0 até 9. Sandved tem cartazes dos alfabetos disponíveis em sua página na internet, além de vender estampas personalizadas que permitem que o comprador componha nomes ou mensagens utilizando as letras das asas das borboletas. 

Hypescience

VACINA PARA PREVENIR QUEIMADAS FLORESTAIS

Pesquisadores dos EUA criaram “vacina” para prevenir queimadas

Pesquisadores dos Estados Unidos desenvolveram um gel que funciona como se fosse uma “vacina” para prevenir incêndios florestais. A composição da invenção tem como base o polímero celulose, material derivado de plantas que gruda na vegetação mesmo na chuva ou vento.

Para combater as queimadas, é costume usar retardantes de chamas, como o polifosfato de amônio, um sal inorgânico que produz água quando entra em combustão. Porém, o uso do sal não é eficaz a longo prazo, visto que em algum momento toda a água presente na substância evapora.

Com a nova invenção, os cientistas podem ter resolvido esse problema – misturando o polifosfato de amônio com o gel, eles conseguiram fazer com que 50% do retardante de chamas grudasse na vegetação por mais tempo. “O que é acontece é que os polímeros se ligam entre as partículas. Me refiro [ao gel] como se fosse um velcro molecular”, explicou Eric Appel, um dos pesquisadores, em comunicado.

Appel já desenvolvia diferentes tipos de gel para combater doenças como o HIV, mas essa foi a primeira vez que criou algo para aplicar no meio ambiente. Segundo ele, assim como ocorre com medicamentos, o gel deve ser seguro e não-tóxico.

Foram feitos testes iniciais com bactérias, que mostraram aos pesquisadores que a invenção não apresenta alta toxidade. Outros experimentos ainda devem ser feitos para garantir que o uso da “vacina” é seguro até que ela possa ser jogada em florestas a partir de máquinas e aeronaves.

Além de servir para evitar as queimadas, a substância pode ajudar a interromper as chamas no momento exato dos incêndios. Testes supervisionados pelo Departamento Florestal e de Proteção de Incêndios da Califórnia (CalFire) mostraram que a grama tratada com o gel não pegava fogo.

Revista Galileu

AS PÉTALAS DESTA CROTALÁRIA PARECEM BEIJA-FLORES

A flor que você vê na imagem acima é da espécie Crotalaria cunninghamii. Embora essa planta lembre vagamente pássaros aos olhos humanos, as pétalas deste exemplar em específico são incrivelmente parecidas com beija-flores.


Pertencente ao gênero conhecido como crotalária, a planta da foto é nativa do interior do norte da Austrália e nomeada em homenagem ao botânico Allan Cunningham. No Brasil, existem alguns arbustos desse gênero, conhecidos no nordeste como xique-xique ou chocalho.


A imagem curiosa da “flor beija-flor” foi postada na internet por um usuário da plataforma Reddit, conhecido como “OctopusPrime”. A foto fez muito sucesso (exatamente como deveria), mas também intrigou a comunidade online: o que estamos vendo, exatamente?

Na própria página do Reddit onde a imagem havia sido originalmente divulgada, outro usuário nomeado “SolitaryBee” respondeu às dúvidas do público: identificando-se como um estudante de pós-doutorado que pesquisa a evolução e ecologia das flores, ele afirmou que a flor se tratava de um exemplo de “simulacro”, ou mera semelhança.

Em resumo, esta crotalária é especial porque nós, seres humanos, vemos algo de especial nela: de certo ângulo, se parece com belíssimos e delicados beija-flores. Mas isso é provavelmente resultado de pareidolia, aquele fenômeno psicológico que nos faz enxergar formas familiares em objetos aleatórios.

Outros espécimes de Crotalaria cunninghamii, vistos de outros ângulos, podem não lembrar pássaros tanto assim, mas ainda são incríveis:

Hypescience