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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

ABELHAS AJUDAM A ENTENDER A EVOLUÇÃO DA INTELIGÊNCIA HUMANA

 
O dr. John Hoffecker é arqueólogo e especializado em paleoecologia, sendo pesquisador associado da Universidade do Colorado. Seus estudos baseiam-se em como se deu a evolução humana mediante a adaptação em ambientes frios durante o período Quaternário. Agora, seu foco principal é correlacionar a evolução da inteligência humana, analisando o comportamento de abelhas, para o dr. Hoffecker, um dos principais focos da evolução da inteligência dos seres humanos está em como a linguagem foi se construindo.  
 
Muitos animais apresentam alguma forma de linguagem rudimentar, mas nada semelhante à nossa linguagem e maneira de abstrair ideias e transformá-las em frases orais, bem como nos expressarmos através dos diversos tipos de artes e tecnologia.   Para podermos usar de pensamento abstrato é necessário um bom desenvolvimento cerebral, mas não é só isso. Qualquer um pode curtir um barato e ter visões doidonas de diversas formas. O problema está em traduzir estes pensamentos em comunicação oral, de forma que outros possam entender. Traduzir isso em formas materiais é mais difícil ainda. mesmo porque, é preciso usar ferramentas que não se tinha a priori. Sendo assim, precisa-se primeiro criar ferramentas (um pedaço de osso, por exemplo) de forma a fazer a forma aparecer para os outros amiguinhos das cavernas.
 
Temos sempre problemas assim para resolver quando precisamos descrever um objeto fora de nosso uso comum.   De acordo com o pesquisador, a formação do "super-cérebro" foi consequência de uma rara capacidade de compartilhar pensamentos complexos entre os cérebros individuais.
 
Entre outras criaturas na Terra, as abelhas podem ser o melhor exemplo de um organismo que tem dominado o truque de comunicação de informações complexas – incluindo mapas dos locais de alimentos e informações sobre locais de nidificação em potencial de um cérebro para outro.  
 
Para Hoffecker, a dispersão dos humanos modernos da África para a Europa cerca de 50.000 a 60.000 anos atrás, fornece uma "data mínima" para o desenvolvimento da linguagem. Seu argumento é que todas as línguas têm basicamente a mesma estrutura e seria inconcebível que eles poderiam ter evoluído de forma independente em diferentes épocas e lugares. Assim, os primeiros idiomas estariam intimamente relacionados.   Obviamente, não somos como as abelhas em termos sociais, mas nos aproximamos.
 
Ainda assim, o modo de pensar de forma coletiva nos garantiu vitória sobre o ambiente inóspito e aqueles que não conseguiam se comunicar acabavam perecendo, pois não trocavam informações, não conseguiam melhorar suas ferramentas e utensílios.
 
Esta união em pensamentos moldaram o que conheciam em termos de cooperação, vendo que assim conseguiam superar os obstáculos. Com maiores informações para trabalhar, o cérebro criava novas sinapses, o que levou ao nosso atual sistema nervoso, que fica nervoso em ver como atualmente pode ter gente tão retardada e incapaz de entender textos com mais de 2 linhas. Exemplos entre comentaristas do Cet.net é o que não falta.
  
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