terça-feira, 31 de janeiro de 2012

UNIVERSIDADE DOS PÉS DESCALÇOS


Em Rajasthan, na Índia, uma escola extraordinária ensina mulheres e homens do meio rural - muitos deles analfabetos - a tornarem-se engenheiros solares, artesãos, dentistas e médicos nas suas próprias aldeias. Chama-se Universidade dos Pés-Descalços, e o seu fundador, Bunker Roy, explica como funciona.

Nilton Fernandes Passsos, enviou esta Mensagem

O TOURO TEVE PIEDADE DO TOUREIRO

"De repente o touro olhou para mim, com a inocência de todos os animais. Em seus olhos, mas com um tom de súplica era a queixa da injustiça inexplicável, o recurso contra a desnecessária crueldade!  Desta vez eu tive pena de mim
mesmo e me .... senti o pior lixo do mundo. Basta, chega de touradas".

Foram essas as palavras do toureiro, ao perceber que o animal teve piedade dele, o toureiro, e lhe suplicava que sentisse o mesmo por ele, o touro!

Comunidade Gaia, Ivana Negri, Fabian Gonzalez Oconitrillo
Maria Stella Splendore, Patricia Melo
estão postados em nossa página no Facebook

SABÃO MAGNÉTICO LIMPA VAZAMENTOS DE ÓLEO

O sabão, feito com sais ricos em ferro dissolvidos em água, reage a um campo magnético externo quando colocado em uma solução.

Essa propriedade em um sabão totalmente funcional, que lava de verdade, pode ser a solução para a limpeza de derramamentos de óleo, já que ele pode ser facilmente coletado após o uso, reduzindo o impacto ambiental.

Os cientistas procuram há muito tempo uma maneira de controlar os sabões - ou surfactantes, como eles são conhecidos na indústria - para aumentar sua capacidade de dissolver óleo em água e depois removê-los. Agora a equipe do professor Julian Eastoe, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, achou a solução.

O grupo já havia trabalhado em sabões sensíveis à luz e ao dióxido de carbono, assim como a alterações no pH, na temperatura ou na pressão. Mas sua inovação mais marcante é a mais recente de todas, o primeiro sabão do mundo sensível a um campo magnético.

O sabão magnético foi produzido através da dissolução de ferro em uma variedade de materiais inertes, compostos de íons cloreto e brometo, muito semelhantes aos encontrados nos amaciantes de roupa e nos enxaguantes bucais. A adição do ferro criou centros metálicos no interior das partículas de sabão.

Surfactantes à base de líquidos iônicos, compostos principalmente de água com alguns complexos metálicos de transição, têm sido sugeridos como potencialmente controláveis por ímãs há algum tempo.

Mas sempre se considerou que seus centros metálicos ficariam muito isolados dentro da solução, evitando as interações de longo alcance necessárias para que eles se tornassem magneticamente ativos.

As aplicações potenciais dos surfactantes magnéticos são enormes. Sua capacidade de responder ao magnetismo permite que uma ampla gama de suas propriedades seja alterada ligando ou desligando um campo magnético externo.

Isso inclui a condutividade elétrica, o ponto de fusão, o tamanho e a forma dos agregados e até a rapidez com que ele se dissolve em água. Esses fatores são fundamentais para a aplicação de sabões em uma variedade de ambientes industriais.

Suas propriedades magnéticas também tornam mais fácil sua captura e remoção, sugerindo novas aplicações em limpeza ambiental e no tratamento de água.

Experimentos científicos que requerem um controle preciso de gotículas de líquido também podem ficar mais fáceis com a adição deste surfactante e de um campo magnético.

Site Inovação Tecnológica

domingo, 22 de janeiro de 2012

REDE SOCIAL PARA CIENTISTAS


Portal dos cientistas
Mais de 1,3 milhão de pesquisadores de diversos países - 35 mil só do Brasil - já se inscreveram na plataforma ResearchGate, uma espécie de Facebook dos cientistas.

A proposta da rede social é facilitar a comunicação e a troca de experiências entre pessoas que atuam na mesma área de investigação.

Como outras redes, o ResearchGate conta com diversos grupos de discussão, nos quais os membros podem fazer e responder perguntas.

Mas, diferentemente de outros sites do gênero, os perfis dos participantes são estruturados como se fossem um currículo científico, o que facilita a busca de usuários por área de atuação.

Além disso, os pesquisadores podem incluir um índice com suas publicações e um blog pessoal.

Um calendário informa os participantes sobre eventos científicos em todo o mundo e uma bolsa de empregos oferece mais de 13 mil vagas nas diversas áreas da ciência.

Objetivo prático
A plataforma é gratuita e foi criada em 2008 pelo médico alemão Ijad Madisch, graduado em Hannover e pós-graduado em Harvard.

Ele conta que teve a ideia quando fazia a pós-graduação nos Estados Unidos e se deparou com um problema para o qual não achava resposta.

Madisch conheceu um colega que pesquisava o mesmo assunto e tentou manter contato com ele pela internet, mas sentiu que faltava uma ferramenta adequada para isso.

"Grande parte dos recursos gastos em uma pesquisa acaba cobrindo experiências malsucedidas, que não ganham espaço nas publicações", disse.

Com o ResearchGate, segundo Madisch, os cientistas podem receber informações sobre os trabalhos de colegas do mundo inteiro, inclusive sobre as experiências que não deram certo. Isso evitaria repetir o que já se mostrou falho.

De acordo com os administradores do site, 30 brasileiros, em média, se registram diariamente. O endereço da rede social para cientistas é http://www.researchgate.net/.

Agência Fapesp - 16/01/2012

CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS

Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

O projeto prevê a utilização de até 75 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no Programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior.

Objetivos
Investir na formação de pessoal altamente qualificado nas competências e habilidades necessárias para o avanço da sociedade do conhecimento;

Aumentar a presença de pesquisadores e estudantes de vários níveis em instituições de excelência no exterior;

Promover a inserção internacional das instituições brasileiras pela abertura de oportunidades semelhantes para cientistas e estudantes estrangeiros;

Ampliar o conhecimento inovador de pessoal das indústrias tecnológicas;

Atrair jovens talentos científicos e investigadores altamente qualificados para trabalhar no Brasil.

Instituições de destino
Os estudantes e pós-doutores do Ciência sem Fronteiras terão o seu treinamento nas melhores instituições disponíveis, prioritariamente entre as mais bem conceituadas para cada grande área do conhecimento. Essas instituições estão listadas nos principais rankings internacionais, em suas melhores posições.

Caso a instituição de interesse do candidato não esteja presente nessas listagens, deverá ser apresentada, junto com a inscrição, uma justificativa que indique a excelência da Universidade ou Instituto de Pesquisa na área de interesse do beneficiário da bolsa no Programa Ciência sem Fronteiras.

www.cienciasemfronteiras.gov.br/

domingo, 15 de janeiro de 2012

PARTICULAS QUE PODEM ESFRIAR O PLANETA


Reator iluminado por um laser ultravioleta.

As moléculas saindo por um poro na lateral do reator são amostradas em um espectrômetro de massa por fotoionização através do pequeno cone no centro. A imagem está "deitada" em relação ao experimento original
 
Cientistas conseguiram estudar em laboratório pela primeira vez um conjunto de compostos químicos que desempenha um papel essencial na regulação do clima na Terra.
 
São compostos intermediários em reações químicas importantes para a manutenção da temperatura do planeta, o que abre a possibilidade de contra-atacar o aquecimento global.
 
Conhecidos como intermediários de Criegee, ou bi-radicais de Criegee, são essencialmente óxidos do grupo carbonila.
 
Esses intermediários químicos invisíveis são oxidantes poderosos de poluentes como o dióxido de nitrogênio, óxido nítrico e o dióxido de enxofre, produzidos pela combustão. Isso lhes dá a capacidade para limpar a atmosfera de forma natural.
 
Embora a existência desses intermediários químicos tenha sido teorizada por Rudolf Criegee em 1950, só agora eles foram detectados experimentalmente.
 
Os cientistas agora acreditam que, com novas pesquisas, estes químicos poderão desempenhar um papel essencial no enfrentamento das mudanças climáticas.
 
A detecção do intermediário de Criegee, juntamente com a medição da velocidade com que ele reage, foi possível graças a um aparelho único, projetado por pesquisadores dos Laboratórios Sandia, nos Estados Unidos, que usa a luz de uma instalação de luz síncrotron de terceira geração.
 
A luz intensa e ajustável do síncrotron permitiu aos pesquisadores distinguir a formação e a remoção de diferentes espécies isoméricas - moléculas que contêm os mesmos átomos, mas dispostos em combinações diferentes.
 
Os pesquisadores descobriram que o bi-radical de Criegee reage muito mais rapidamente do que se pensava, acelerando a formação de sulfatos e nitratos na atmosfera.
 
Por sua vez, estes compostos levam à formação de aerossóis e, finalmente, à formação de nuvens, com potencial para esfriar o planeta.
 
Essa velocidade inesperada de reação significa que o intermediário de Criegee desempenha um papel relevante em processos como a formações de aerossóis inorgânicos e a chuva ácido.
 
"Nossos resultados terão um impacto significativo na nossa compreensão da capacidade oxidante da atmosfera, com amplas implicações para [os estudos da] poluição e da mudança climática," afirmou o Dr. Carl Percival, da Universidade de Manchester, um dos autores do estudo.
 
Segundo ele, os resultados abrem um novo horizonte de pesquisas sobre um elemento de altíssimo impacto sobre o clima.
 
"A principal fonte desses bi-radicais de Criegee não depende de luz solar, de forma que estes processos ocorrem dia e noite," afirmou ele.
 
"Um ingrediente importante para a produção dos bi-radicais de Criegee vem de substâncias químicas liberadas naturalmente pelas plantas. Desta forma, os ecossistemas naturais poderiam desempenhar um papel importante no enfrentamento do aquecimento [global]," afirmou o professor Dudley Shallcross, da Universidade de Bristol, outro membro da equipe.
 
Nos últimos 100 anos, a temperatura média da superfície da Terra aumentou cerca de 0,8° C - cerca de dois terços desse aumento ocorreu nas últimas três décadas.
 
A maioria dos países concorda que são necessários cortes drásticos nas emissões de gases de efeito estufa, e que o aquecimento global futuro deve ser limitado a menos de 2° C.
 
Site Inovação Tecnológica

sábado, 14 de janeiro de 2012

FILME TRANSPARENTE FEITO COM SORO DE LEITE PROTEGE ALIMENTOS


Os filmes plásticos usados para embalar e cobrir alimentos são feitos de polímeros petroquímicos, ou seja, são plásticos à base de petróleo.
 
Agora, pesquisadores alemães criaram uma alternativa que é mais barata, mais ambientalmente amigável e, segundo eles, totalmente sustentável.
 
Trata-se de um filme plástico transparente feito com soro do leite, um subproduto da fabricação de queijos e outros produtos lácteos.
 
Embora finos e transparentes, os filmes usados para proteger os alimentos são materiais multicamadas, cada uma com uma função específica.
 
Uma das mais importantes, responsável por minimizar a quantidade de oxigênio que chega até o produto - minimizando assim o risco de oxidação - é feita com o copolímero etileno vinil álcool, mais conhecido pela sigla EVOH, um material caro, produzido a partir do petróleo.
 
Markus Schmid e seus colegas do Instituto Fraunhofer substituíram as moléculas de EVOH por proteínas retiradas do soro do leite.
 
"Nós desenvolvemos uma formulação da proteína do soro de leite que pode ser usada como matéria-prima o filme de proteção. E nós também desenvolvemos um processo economicamente viável para fabricar filmes multifuncionais em escala industrial," diz Schmid.
 
Mas como é que o soro de leite, um material biológico e, portanto, sujeito à degradação, assim como qualquer outro produto alimentício, pode se transformar em uma barreira de proteção dos alimentos contra a deterioração?

O engenheiro não responde com todas as letras, mas explica que as proteínas do soro de leite foram purificadas e misturadas com aditivos, igualmente proteínas de origem biológica, até resultar em um material capaz de formar um filme.

"Todos esses aditivos são substâncias aprovadas [para contato com alimentos]," garante ele, acrescentando que o material está em processo de patenteamento.

O processo como um todo gera estruturas multicamadas com as funções de barreira de proteção à passagem de oxigênio - todas flexíveis e transparentes, exatamente como os filmes disponíveis no comércio hoje.

Segundo os pesquisadores, o processo está pronto para ir ao mercado, "exigindo modificações mínimas nas plantas das indústrias que se interessem em usar o novo processo."

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PLÁSTICO DESCARTADO É USADO PARA FABRICAÇÃO DE BIOCOMPÓSITOS


Enquanto cientistas e ambientalistas procuram se entender sobre as sacolas plásticas, pesquisadores da USP criaram uma nova técnica para reaproveitá-las.
 
Cibele Rosa Oliveira e Adilson Gonçalves misturaram os plásticos descartados no lixo doméstico com bagaço de cana, produzindo um biocompósito que pode ser usado em divisórias, mobiliários ou em painéis automotivos.
 
Um biocompósito é um material híbrido, que mescla componentes naturais e sintéticos. A porção natural garante uma melhor degradação do material quando este retorna à natureza.
 
Além das sacolas plásticas, a técnica utiliza os filmes plásticos, usados para embalar alimentos, e as embalagens plásticas flexíveis, como as utilizadas para biscoitos.
 
"Decidimos misturar esse plástico com fibras naturais, especialmente bagaço de cana, para obter biocompósitos, que têm uma boa resistência mecânica e são mais biodegradáveis que painéis plásticos convencionais, uma vez que possuem as fibras naturais", conta Adilson.
 
Ele afirma que as folhas plásticas, embalagens de biscoitos e sacolas plásticas não são recolhidas pelos catadores:
 
"Ele corresponde de 5% a 6% da massa do resíduo sólido municipal e causa impactos negativos nos aterros, pois não é degradável e impermeabiliza o solo onde o lixo for depositado."
 
Agora que demonstraram a viabilidade técnica do processo, os pesquisadores pretendem partir para uma etapa piloto, com a coleta do resíduo em maior escala e a construção de painéis grandes, para testes reais de aplicação.
 
Para isso, afirmam, será necessário que alguma empresa se interesse pela tecnologia, com vistas a levá-la ao mercado.
 
Site Inovação Tecnológica

PNEUS VELHOS VIRAM PROTEÇÃO ANTI-RUIDO PARA ESTRADAS


Pesquisadores espanhóis desenvolveram uma técnica de reprocessamento que permite construir barreiras anti-ruído para estradas usando pneus velhos.
 
Quem roda pelas estradas que passam próximo aos grandes centros urbanos observa enormes muros de concreto, ao lado da estrada ou entre as pistas.
 
Essas construções servem tanto para minimizar o ruído da estrada que chega às áreas residenciais, quanto para isolar as pistas.
 
Os engenheiros desenvolveram uma técnica que usa o material dos pneus, com um gasto mínimo de energia, para a confecção de painéis.
 
Estes painéis podem ser montados como se fossem segmentos de um muro pré-moldado.
 
Depois de resolver os problemas estruturais, a boa surpresa veio quando os pesquisadores verificaram que o material poroso dos pneus velhos produz uma barreira acústica mais eficiente.
 
Além de uma maior absorção dos ruídos, as barreiras feitas com pneus reciclados são mais leves, minimizando os custos de engenharia durante a construção.
 
Embora o objetivo primário seja a construção de proteções acústicas para rodovias, o material poderá ser usado em outras aplicações similares.
 
O projeto é parte de um esforço de pesquisa e desenvolvimento, financiado pela União Europeia, para dar novas destinações aos pneus reciclados.
 
O projeto, chamado EKOPAN, pretende agora preencher o hiato existente entre a demonstração de que os painéis de isolamento acústico funcionam e a sua chegada ao mercado.
 
Para isso, os engenheiros do Instituto Tecnalia estão testando a conversão dos pneus velhos em painéis acústicos em escala industrial, para que a solução possa chegar às estradas.

Site Inovação Tecnológica

REATOR FEITO COM SUCATA DESTRÓI SOLVENTE TÓXICO


Pesquisadores da USP demonstraram que reciclagem combina
com limpeza do meio ambiente também de uma forma muito ativa.
 
Usando sucata da própria universidade, o grupo desenvolveu um equipamento que pode converter grande quantidade de acetonitrila, um solvente altamente tóxico, em subprodutos de menor impacto ao meio ambiente.
 
A acetonitrila, um subproduto da indústria automobilística, é utilizada usualmente como solvente nas análises em 60% dos cerca de 400 laboratórios de pesquisa da USP em Ribeirão Preto, os quais geram cerca de 100 litros de resíduos dessa substância por mês.
 
Anteriormente, a acetonitrila era armazenada nos laboratórios, sem ter um destino ambientalmente adequado.
 
Usando como modelo um equipamento criado no Laboratório de Resíduos Químicos da USP de São Carlos, o grupo de Ribeirão Preto adaptou uma sucata de autoclave - um aparelho de pressão para esterilização - e mais alguns instrumentos também reutilizados, criando o novo reator.
 
"A ideia de usar o autoclave de aço inoxidável facilita e torna seguro o trabalho com o equipamento,", afirma Odair Batistão, um dos construtores do equipamento.
 
Testes preliminares com plástico indicaram que esse material não seria capaz de suportar as condições necessárias à destruição do composto químico.
 
Outros desafios encontrados por Batistão e seus colegas foram adaptar um sistema de agitação com controle de velocidade e acoplar um controlador de temperatura.
 
Embora a reação de destruição da acetonitrila seja simples, a otimização das condições de reação é complicada.
 
Diversos fatores influenciam no processo: porcentagem de acetonitrila no resíduo, volume tratado, temperatura, agitação da solução, pressão, etc.
 
O equipamento tem capacidade para destruir, de uma única vez, todo o volume do solvente gerado mensalmente no campus de Ribeirão Preto.
 
O resultado consiste basicamente em dois subprodutos: o ácido acético, um dos componentes do vinagre, e a amônia, um dos componentes do amoníaco doméstico.

Agência USP

RESIDUO SIDERÚRGICO É TRANSFORMADO EM PIGMENTO PARA TINTAS


Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma tecnologia que transforma resíduos produzidos pela indústria siderúrgica, durante a fabricação do aço, em pigmentos de tintas para prédios e residências.

Os pigmentos foram obtidos por um processo de tratamento químico chamado hidrometalúrgico, que não utiliza energia elétrica.
E ainda há outros benefícios potenciais: o processo hidrometalúrgico gera um cloreto de amônia que poderá ser utilizado na composição de fertilizantes.

A tecnologia foi desenvolvida por um grupo da Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP, Unesp e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

O professor Fernando Vernilli, coordenador do grupo, explica que os pigmentos são obtidos a partir do processo de limpeza das chapas de aço produzidas na CSN.

"Durante a laminação a quente, para se obter as chapas de aço, o material fica recoberto de óxidos de ferro. Após a laminação, as chapas são submetidas a uma solução aquosa à base de ácido clorídrico para, posteriormente, receberem uma camada de zinco", descreve o pesquisador.

O processo de limpeza é feito em tanques de decapagem. Depois do uso, o restante da solução aquosa é reutilizado mais vezes, até que tenha de ser submetido a um processo de recuperação.

"Quando esta solução torna-se saturada e impossibilitada de reuso, a planta de recuperação de ácido da CSN não possui capacidade para recuperar todo o volume de resíduo gerado, sendo obrigado por questões ambientais a enviar o resíduo à sua unidade localizada no estado do Paraná", conta Vernilli, lembrando que a sede da CSN fica em Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro.

O que resulta deste material após processamento, é a chamada "granalha de ferro", usada em jateamento para limpeza de materiais e como contrapeso em estruturas civis, como pontes e viadutos. "O que chamamos granalha de ferro é semelhante a uma areia grossa", descreve Vernilli. Ele conta que a "granalha" de ferro é comercializada por um preço em torno de R$ 0,20 o quilo (kg).

Foram obtidos pigmentos das três cores exigidas pelo mercado: amarelo, vermelho e preto.

"Qualquer outra cor entre estas três também pode ser obtida," garante Vernilli. Ele informa que os pigmentos são comercializados no mercado a R$3,00 por quilo (kg) o vermelho; R$ 6,00/kg o amarelo, e entre R$ 3,00/kg e R$6,00/kg, o de cor preta.

O pesquisador afirma que a CSN já está em busca de indústrias que estejam interessadas em investir numa parceria para a produção dos pigmentos.

"Certamente poderão ser oferecidas ao mercado opções mais baratas de pigmentos. Além disso, representará uma economia à própria CSN, já que o resíduo excedente não precisará mais ser transportado ao Paraná", avalia.

Agência USP

ANIMAIS NATIONAL GEOGRAPHIC

Esta imagem de uma libélula foi a vencedora do Grande Prêmio e da categoria Natureza do Concurso Fotográfico de 2011 da revista National Geographic. A foto foi feita nas Ilhas Riau, na Indonésia. "Quando me preparei para fazer a foto dela, começou a chover. Decidi tirar a foto assim mesmo", disse o fotógrafo, Shikhei Goh.

BBC

sábado, 7 de janeiro de 2012

ROGÉRIO O AMIGO DOS ANIMAIS

Rogério é um morador de rua que vive numa carroça coberta com 10 cães, entre eles, alguns encontrados em condições extremas - espancados pelos antigos donos, jogados pela janela de um caminhão, doentes, abandonados e esfomeados, largados ao léu, amarrados em postes etc.

Vive de doações de ração, remédio e comida. Os cães são muito bem tratados, mas dependem do amor e do carinho que o Rogério tem por eles e da caridade daqueles que o conhecem e admiram.

Ele fica próximo a pontos de ônibus na Avenida Georges Corbusier, após a rua Jequitibás (região do Jabaquara, em São Paulo), os cães não atrapalham ninguém, são super-educados e simpáticos (todos castrado(a)s) e passam boa parte do dia dentro da carroça.

Ele é muito querido pelos comerciantes da região mas, o problema é durante a madrugada, bêbados ao volante e garotos usuários de droga da região tem sido um constante perigo. Rogério já foi espancado por jovens que chegaram a jogar álcool nele enquanto dormia com os cães dentro da carroça, por sorte não tiveram tempo de acender o fósforo, pois um dos cães latiu e o avisou do perigo.

Ele é um exemplo de como uma pessoa pode se doar. Alguém na condição dele, poderia ter escolhido outros caminhos, mas Rogério demonstrou coragem e decidiu perseverar. Além de ser uma pessoa de muito valor, faz caridade pra deixar muito bacana por aí no chinelo. Sua presença ilumina os lugares por onde passa, mas ele já está cansado e também não é mais tão jovem assim.

São muitas as agressões que ele e os cachorros vem sofrendo, que vão desde o assalto ao espancamento, até atentados contra a vida como esfaqueamento e atropelamento. Enfim, é muito sofrimento para alguém que luta tanto. Na região todos o conhecem e apreciam, tanto que na última vez que uma turma veio bater nele porque queriam roubar suas coisas, o dono de um bar próximo saiu para enfrentar os safados e começou a dar tiros, colocando todos em fuga. Mesmo assim, o Rogério passou dois dias no hospital por conta dos machucados recebidos e, se não fosse pela intervenção do dono do bar, os cachorros já seriam órfãos.

Assim, diante de tudo isso, peço que ajudem a divulgar esta história para que o Rogério possa conseguir uma oportunidade que lhe propicie melhores condições de moradia e de vida, em qualquer cidade, para que ele possa cuidar não somente dos seus, mas de outros tantos cães abandonados por esse Brasil e que precisam de muitos cuidados e de carinho. Já lhe ofereceram abrigo mas, desde que os cães ficassem para trás, o Rogério recusou, pois para ele, estes cães são como filhos; são sua família.

Outro dia ele estava levando todos os cães a um pet shop para tomarem banho - 11 cachorrinhos felizes – eram originalmente 10, mas agora apareceu mais um, um fox paulistinha que eu não conheci porque no momento que conversavamos estava no banho. Ele disse que havia passado remédio contra pulgas nos cachorros e que o tal remédio é meio melado, e então teve que dar banho em toda a tropa.. Perguntei quanto ele iria gastar para dar banho em todos os cachorros e ele, sorrindo como sempre, disse que a moça do pet shop o ajudava e não cobrava nada. Santa alma! Aí eu perguntei a ele – e você? Onde toma banho? Ele me respondeu que tomava banho no posto de gasolina da esquina, banho frio, gelado mesmo. Disse que como era nordestino, estava acostumado.

Às vezes faltam palavras que possam definir a grandeza de uma alma como esta, que mesmo não tendo quase nada para si, dá o pouco que tem para minorar o sofrimento desses pobres animais de rua. Muito mais importante dos que a aparência, a riqueza e o poder ostentado pelas pessoas, são suas atitudes e seus valores éticos e espirituais. Cada dia que passa, aprendo a admirar cada vez mais o ser humano que ele é.

Abraços
Obrigado e ajudem a divulgar esta bonita história.
C r e a t i v e W o r k

DIVULGUEM ENTRE OS AMIGOS, GENTE!Quem sabe alguém consegue uma reportagem com ele e daí vem ajuda de alguma entidade pois, além de ser um grande exemplo de ser humano, é também uma pessoa muito carente ...
Laura P. Santos, enviou esta Mensagem

A ÁGUA COMEÇA A SER COMPREENDIDA


A água continua sendo um mistério para a ciência. Essa substância, que é a base da vida na Terra, é tão familiar a todos que passa despercebido o fato de que ela é também um líquido com propriedades muito, muito estranhas.

Ao todo, a água tem nada menos do que 66 anomalias conhecidas, propriedades únicas, não vistas em nenhum outro líquido. Essas anomalias, que os cientistas sonham em desvendar, incluem uma densidade estranhamente variável, uma enorme capacidade de reter calor e uma elevada tensão superficial.

Contrariamente aos líquidos "normais," a água se torna mais densa quando se torna mais fria, até atingir cerca de 4º C, quando atinge sua densidade máxima. Acima e abaixo dessa temperatura, a água é menos densa. É por isso, por exemplo, que a água de um lago congela primeiro na superfície.

É a grande capacidade da água em reter calor que estabiliza a temperatura dos oceanos. E a sua elevada tensão superficial permite que os insetos andem sobre ela sem afundar, que ela se transforme em gotas, e que os vegetais consigam transportá-la de suas raízes até a mais alta de suas folhas.

"Entender essas anomalias é muito importante porque a água é a base fundamental da vida. Sem água, não há vida," diz Anders Nilsson, um dos membros da equipe que inclui cientistas dos Estados Unidos, da Suécia e do Japão. Para entender porque a água se comporta de forma tão particular "no atacado," eles estão estudando como ela se comporta em nível molecular.

Agora, usando experimentos em dois aceleradores de partículas, uma equipe internacional de pesquisadores começou a desvendar algumas das idiossincrasias moleculares da água.

Por exemplo, os cientistas sabem como as moléculas de água se organizam para formar o gelo: elas formam uma rede tetraédrica, na qual cada molécula liga-se a quatro outras.

Descobrir como as moléculas se organizam na água líquida, contudo, tem sido muito mais complicado. Essa organização tem sido alvo de debates nos últimos 100 anos. Se você procurar em um livro texto, lerá que, como a água forma tetraedros no gelo, na água "ela deve se organizar de maneira similar," apenas de forma menos estruturada, já que o calor é suficiente para causar a quebra das ligações.

Quando o gelo funde, continuam os livros-texto, as estruturas tetraédricas perdem sustentação, quebrando-se conforme a temperatura sobe, mas permanecendo tetraédricas o quando possível, resultando em uma distribuição estável em volta de estruturas tetraédricas distorcidas e parcialmente quebradas.

Mas os experimentos do grupo internacional de cientistas, feitos em aceleradores de partículas no Japão e nos Estados Unidos, sugerem que os modelos da estrutura molecular da água adotados nos livros-textos estão incorretos e que, de forma surpreendente, a água líquida parece sustentar duas estruturas distintas, uma desordenada e outra tetraédrica, não importando a temperatura em que ela se encontre.

Os cientistas descobriram também que os dois tipos de estrutura molecular são separados espacialmente, com as estruturas tetraédricas ocorrendo em "aglomerados" formados por até 100 moléculas, circundados por regiões desordenadas.

A água é uma mistura flutuante das duas estruturas em temperaturas que vão até próximo ao ponto de ebulição. Conforme a temperatura sobe, diminui a ocorrência dos aglomerados tetraédricos; mas eles estão sempre lá, com praticamente o mesmo tamanho. As regiões desordenadas tornam-se ainda mais desordenadas conforme a temperatura sobe.

O trabalho explica, ao menos parcialmente, as estranhas propriedades da água. A densidade máxima da água, ao redor dos 4° C, pode ser explicada pelo fato de que as estruturas tetraédricas têm uma menor densidade, que não varia significativamente com a temperatura, enquanto as regiões desordenadas - que têm maior densidade - tornam-se mais desordenadas, e portanto menos densas, com o aumento da temperatura.

Da mesma forma, quando a água aquece, aumenta o percentual de moléculas no estado mais desordenado, permitindo que essa estrutura excitada absorva quantidades significativas de calor, o que explica a grande capacidade da água em armazenar calor.

Já a alta tensão superficial da água poderia ser explicada pela tendência de formação de fortes ligações de hidrogênio.

Estas descobertas, e as que ainda deverão vir, dada a grande quantidade de "esquisitices" da água que continuam requerendo explicação, têm um significado muito prático para campos como a modelagem do clima, a medicina e a biologia.

"Se nós não entendemos esse material básico da vida, como poderemos estudar os materiais mais complexos, como as proteínas, que ficam imersos em água?" pergunta o Dr. Congcong Huang, responsável pela análise da água utilizando raios X. "Nós devemos entender o simples antes que possamos compreender de fato o mais complexo."

http://www.inovacaotecnologica.com.br/

ESTADO QUÂNTICO DA ÁGUA

Modelo quãntico da molécula da água
P. J. MacDougall

Essa é a afirmação feita por um grupo de físicos do Reino Unido e Estados Unidos, que fizeram medições extremamente sensíveis dos prótons em pequenas amostras de água e descobriram que essas partículas de prótons se comportam de forma muito diferente às de amostra muito maior.
 
A água tem uma série de propriedades que o distinguem de outras substâncias e que a tornam particularmente adequadas para sustentar a vida. Por exemplo, o fato de que a água em estado sólido é menos densa do que em estado líquido e que sua densidade máxima ocorre aos 4°C significa que os lagos congelam de cima para baixo, algo que era vital para a manutenção vida durante as eras glaciais na Terra.
 
No mais recente trabalho, George Reiter e seus colegas, da Universidade de Houston (EUA) focalizou na ligação de hidrogênio, que é a chave para as propriedades incomuns da água. Esta ponte de hidrogênio nas moléculas de água é caracterizada pela conexão do átomo de oxigênio de uma molécula com o átomo de hidrogênio de outra. As ligações de hidrogênio são normalmente consideradas principalmente como um fenômeno eletrostático, ou seja, que a água consiste de moléculas discretas ligadas entre si através de cargas positivas e negativas,que residem nos átomos de hidrogênio e oxigênio, respectivamente
Diagrama molecular de água líquida
PhysicsWorld

Esta imagem simples é capaz de explicar algumas das características da água, tais como a sua estrutura, cujas previsões do modelo são coerentes com os resultados experimentais de espalhamento de nêutrons, que revelam quão distantes em média, um átomo de oxigênio está em relação ao seguinte.

O que Reiter e sua equipe descobriram é que este modelo eletrostático não pode ser usado para prever as energias de prótons individuais dentro de moléculas de água. Eles chegaram a essa conclusão depois de confinar a água dentro de nanotubos de carbono de 1,6 nm de diâmetro e, em seguida, expor esses nanotubos à fonte de nêutrons de alta energia ISIS no laboratório Rutherford Appleton, no Reino Unido. O ISIS é um acelerador de prótons, cuja energia é de 800 MeV, produzindo intensos pulsos de 50 prótons por segundo.

A distribuição do momento dos prótons é fortemente dependente da temperatura, apresentando uma energia cinética 50% maior do que o previsto pelo modelo eletrostático em temperaturas baixas, e 20% maior a temperatura ambiente. O modelo eletrostático dá previsões razoavelmente precisas apenas para a água em grande volume a temperatura ambiente.

A equipe alega que isso é prova de que os prótons existem em um estado quântico observado anteriormente, quando a água está confinada a um volume muito pequeno, um estado que não é descrito pelo modelo eletrostático. Eles dizem que enquanto a distâncias de 0,1 nm que as moléculas geralmente separam apenas o potencial intermolecular também exerce uma força significativa, na escala de 0,01 nm, típico de um próton indivíduo potenciais flutuações quânticas também responsável que ocorrem ao longo das ligações de hidrogênio se tornam significativos. Desta forma, as ligações de hidrogênio apresentam flutuações quânticas e formam o que é conhecido como uma "rede eletrônica conectada", que provavelmente é a resposta ao confinamento que gera as grandes mudanças na energia dos prótons.

Os pesquisadores confirmaram esta discrepância utilizando outros materiais. Por exemplo, eles descobriram que quando a água estava confinada dentro do material industrial nafion, uma membrana trocadora de prótons, utilizado em células a combustível, os prótons tinham quase o dobro da energia cinética da água bruta. Eles também descobriram que, ao usar nanotubos de carbono de 1,4 nm de diâmetro, de parede simples, a distribuição foi de 30% menos da energia cinética do que na água a granel.

Segundo Reiter, esse novo estado quântico pode ser importante para a vida porque o comprimento dos nanotubos usados para confinar a água nos experimentos, cerca de 2 nanômetros, é mais ou menos semelhante às distâncias entre as estruturas no interior das células biológicas. A mecânica quântica dos prótons na água sempre exerceu um papel no desenvolvimento da vida celular, mas nunca havia sido notado anteriormente.

Reiter acredita também que a pesquisa do seu grupo poderia ter aplicações práticas, tais como a melhoria do desempenho das células a combustível.

Sow-Hsin Chen, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que não tomou parte na pesquisa atual, concorda que os resultados do experimento implicaria que o padrão das ligações de hidrogênio em águas confinadas pode ser bastante diferente do que na água bruta, e diz que o próximo passo é realizar simulações de mecânica quântica para descobrir como isso afeta as propriedades da água confinada. Mas ele adverte que nem todas as propriedades da água são necessariamente explicável usando a mecânica quântica em alguns casos poderia ser melhor explicada usando mecânica estatística.

PhysicsWorld
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

REDAÇÃO DE UMA MENINA DE 14 ANOS SOBRE O HINO NACIONAL

Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O título recomendado pela professora foi: 'Dai pão a quem tem fome'. Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade.

E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo.

Leiam o que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico.

"Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar:

O que houve, meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe!
E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo... Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes?

Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil.

Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.

Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais... Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz?

Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido."

Publicado no jornal  "THE GUARDIAN", em Londres, Inglaterra, em 20 Junho de 2002.
Tradução do general Luciano Salgado Campos


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