domingo, 29 de maio de 2011

ANDARILHO DA PAZ

Esse homem está andando pela Paz no mundo
Passe-o, por favor, para que possa alcançar seu destino.

Faça um voto de PAZ
para todas as áreas em guerra para que ele passe por elas.

É realmente interessante como alguém fez isso.
Ele está circulando o mundo via email.
Passe-o e ele chegara lá.

Mantê-lo andando
é cada um de nós a fazer um ato concreto de purificação.
numa pessoa, numa família, num grupo ...
Vamos ...

Taty, enviou esta Mensagem

sábado, 28 de maio de 2011

NÓS SOMOS O MEIO AMBIENTE, NÓS SOMOS A TERRA

A mídia tem falhado grosseiramente, entre outras coisas, em despertar a consciência ecológica das pessoas. É uma questão supra-partidária,
praticamente consensual, a população da Terra continua dilapidando todos os dias a qualidade de vida na sua vizinhança, inviabilizando a possibilidade de vida futura no planeta.

O aquecimento global é a mais recente fonte de preocupação ambiental em todo o mundo e o estarrecedor é que a consciência em torno do problema tenha se formado tão recentemente.

O Dr. David Takayoshi Suzuki, geneticista, canadense, proeminente divulgador da ciência e protetor do Meio Ambiente, relata que num encontro com os Povos Nativos, eles contaram que nós somos feitos de 4 elementos sagrados: Terra, Ar, Fogo e Água.

Após meditar sobre isto ele percebeu que temos estruturado o problema do Meio Ambiente de forma equivocada.

Não existe um Meio Ambiente “lá fora” para interagirmos.
Nós somos o próprio Meio Ambiente, porque nós somos a Terra.
Isto lhe deu uma nova perspectiva sobre a nossa vida neste planeta.

A maior parte das pessoas, atualmente, entende que a humanidade está provocando severos danos ao suporte dos sistemas naturais que nos garantem ar limpo, água, solo e biodiversidade. Mas cada um sente-se insignificante entre os 6,2 bilhões de habitantes do Planeta.

Não importa o que faça individualmente para reduzir o impacto na natureza, isso lhe parece pouco.

O que podemos fazer?
Que tal começar por rever os hábitos de consumo?
Não faz muito tempo que a frugalidade era virtude.
Dois terços da nossa economia está construída sobre o ato de consumir.
E isso não ocorre por acaso.
Produtos de consumo não surgem a partir do nada.

Eles provêm da Terra e, quando descartados, retornam à terra como lixo, às vezes lixo tóxico. Gasta-se energia no processo de extrair matéria prima, processá-la, manufaturar e transportar o produto.

Enquanto que o ar, água, solo são freqüentemente poluídos em muitos pontos durante o ciclo de vida deste produto.

Em outras palavras, tudo o que consumimos tem efeito direto na natureza.
Muito do que compramos não é essencial para nossa sobrevivência, ou para nosso conforto básico, mas tem como base o impulso, a novidade, o desejo
momentâneo. Mas há um preço embutido, que nós, natureza e futuras gerações, iremos pagar.

Nossa escolha pessoal como consumidores tem conseqüências ecológicas, sociais, espirituais. É tempo de reexaminar, com profundidade, as noções que estão por trás de nossos estilos de vida.

Severn Suzuki, filha do Dr. David Suzuki, fez um pronunciamento na ECO 92
contando com apenas 12 anos, naquela oportunidade, representando a Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente.

Severn afirmou que nós adultos ensinamos as crianças a não brigar, a serem bem-comportadas, resolver as coisas da melhor maneira, respeitar os outros, arrumar as bagunças, não maltratar outras criaturas, dividir e a não serem mesquinhos.

Então por que fazemos justamente o que ensinamos a não fazer?
Esses problemas atingem a todos nós e deveríamos agir como se fôssemos um único mundo rumo a um único objetivo.

Se todo o dinheiro gasto nas guerras fosse utilizado para acabar com a
pobreza, para achar soluções para os problemas ambientais, que lugar
maravilhoso a Terra seria!

Severn concluiu seu pronunciamento afirmando:
Vocês, adultos, dizem que nos amam…
Eu desafio vocês: por favor, façam com que suas ações reflitam as suas
palavras.  http://www.youtube.com/watch?v=u5fyt0rSfdI

Somos feitos dos 4 elementos mais o espírito, portanto, temos um ser elemental em nós que interage com os seres elementais dos outros e com tudo em volta.

Precisamos saber entrar em qualquer lugar, pois não somos os donos de nada,
apenas pedimos momentaneamente emprestado o que possuímos.

Devemos ter a humildade de agradecer às plantas, a terra, à água, ao fogo, ao
ar, às rochas à terra, aos animais por tudo o que têm contribuído para o nosso crescimento.

Enquanto nós humanos tivermos o EGO tomando decisões na frente do EU Superior e do EU Elemental que também somos, teremos poucas chances de salvar esse maravilhoso planeta chamado TERRA, onde habita o ESPÍRITO GAIA. E que Deus nos perdoe pela imensa ignorância.

http://www.slideshare.net/

SITE FEAL TRATAMENTO ESPIRITUAL DE ANIMAIS

INTERESSE DA CHINA POR TERRAS PRODUTIVAS DEIXA BRASIL INCOMODADO

Empresa Hyundai pretende comprar terras no Brasil para plantar e exportar soja para a Coreia do Sul. Quando os chineses vieram à procura de mais soja aqui no ano passado, eles perguntaram a respeito de compra de terras –muitas terras.

As autoridades desta região agrícola não venderiam as centenas de milhares de hectares necessárias. Sem perder o ânimo, os chineses buscaram uma estratégia diferente: fornecer crédito para os produtores rurais e potencialmente triplicar o cultivo de soja aqui, para alimentação de frangos e porcos na China.

“Eles precisam de soja mais do que qualquer outro”, disse Edimilson Santana, um fazendeiro da pequena cidade de Uruaçu, que fica na região Centro-Oeste do país. “Este pode ser um novo início para os produtores rurais daqui.”

O acordo de US$ 7 bilhões assinado no mês passado –para produção de 6 milhões de toneladas de soja por ano– é um dos vários fechados nas últimas semanas, enquanto a China se apressa para assegurar sua segurança alimentar e compensar sua crescente dependência de produtos agrícolas dos Estados Unidos, buscando vastas áreas do interior agrícola da América Latina.

Enquanto o Brasil, Argentina e outros países buscam impor limites às compras de terras produtivas por estrangeiros, os chineses estão buscando controlar mais diretamente a produção, levando o fervor de seu país por autossuficiência agrícola para o exterior.

“Eles estão entrando”, disse Carlo Lovatelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais. “Eles estão procurando por terras, procurando por parceiros confiáveis. Mas o que eles gostariam é de poder comandar o show sozinhos.”

Apesar de muitos apreciarem os investimentos, a iniciativa agressiva ocorre enquanto as autoridades brasileiras começam a questionar a “parceria estratégica” com a China, encorajada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os chineses se tornaram tão importantes para a economia do Brasil que o país não pode mais ficar sem eles –e isso é precisamente o que está deixando o Brasil cada vez mais incomodado.

“De uma coisa o mundo pode ter certeza: não tem volta”, disse Lula ao visitar Pequim em 2009.

A China se tornou o maior parceiro comercial do Brasil, comprando volumes cada vez maiores de soja e minério de ferro, e investindo bilhões no setor de energia brasileiro. A demanda ajudou a alimentar um boom econômico aqui que retirou mais de 20 milhões de brasileiros da pobreza extrema e trouxe estabilidade econômica a um país acostumado a crises periódicas.

Mas alguns especialistas dizem que a parceria se transformou em um relacionamento neocolonial clássico, no qual a China tem a vantagem. Quase 84% das exportações do Brasil para a China no ano passado foram de matérias-primas, em comparação a 68% em 2000. Mas aproximadamente 98% das exportações da China para o Brasil são de produtos manufaturados –incluindo os mais recentes carros de baixo preço para a crescente classe média brasileira– que estão minando o setor industrial do Brasil.

“O relacionamento tem sido muito desequilibrado”, disse Rubens Ricupero, um ex-diplomata brasileiro e ex-ministro da Fazenda. “Há uma clara falta de estratégia no lado brasileiro.”

Em sua visita à China no mês passado, a nova presidente do Brasil, Dilma Rousseff, enfatizou a necessidade de venda de produtos de maior valor para a China e de uma reaproximação com os Estados Unidos. “Não é por acaso que há uma espécie de esforço para reavaliar o relacionamento com os Estados Unidos”, disse Paulo Sotero, diretor do Instituto Brasil do Centro Internacional Woodrow Wilson para Acadêmicos. “A China expôs as vulnerabilidades do Brasil mais do que qualquer outro país no mundo.”

As tentativas do China de comprar terras deixaram as autoridades nervosas. Em agosto do ano passado, Luis Inácio Adams, o advogado-geral da União, reinterpretou uma lei de 1971, tornando significativamente mais difícil para os estrangeiros comprarem terras no Brasil. A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, seguiu o exemplo no mês passado, enviando ao Congresso uma lei limitando o tamanho e concentração de terras rurais que os estrangeiros podem possuir.

Adams disse que sua decisão não foi resultado direto da compra de terras pela China, mas notou que imensas “aquisições de terras” na América Latina e na África sub-Saara, incluindo a tentativa da China de arrendar em torno de 1 milhão de hectares nas Filipinas, alarmaram as autoridades brasileiras. “Nada impede que investimentos aconteçam, mas serão regulamentados”, disse Adams.

Um estudo do Banco Mundial, do ano passado, disse que a volatilidade dos preços dos alimentos provocou um aumento das compras em grande escala de terras agrícolas nos países em desenvolvimento, e que a China estava entre um pequeno grupo de países realizando grande parte das compras. Estrangeiros são donos de estimados 11% das terras produtivas na Argentina, segundo a Federação de Agricultura da Argentina. No Brasil, um estudo do governo estimou que os estrangeiros são proprietários de terras equivalentes a aproximadamente 20% do Estado de São Paulo.

Investidores estrangeiros criticaram as restrições. Pelo menos US$ 15 bilhões em projetos agrícolas e de preservação florestal no Brasil foram suspensos desde a imposição de limites pelo governo, segundo a Agroconsult, uma consultoria agrícola brasileira.

“O endurecimento para compra de terras por estrangeiros é realmente um retrocesso para a mentalidade jurássica do nacionalismo contraproducente”, disse Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio Brasil-China, dizendo que produtores rurais americanos compraram áreas consideráveis no Brasil nos últimos anos, causando pouco alvoroço.

Em resposta às críticas, o ministro da Agricultura do Brasil disse neste mês que o Brasil poderia começar a arrendar terras para estrangeiros, dadas as barreiras à propriedade.

A própria China não permite a propriedade privada de terras produtivas e alertou os governos locais contra a concessão em grande escala ou arrendamentos a longo prazo para empresas em uma diretriz de 2001. A China também proíbe empresas estrangeiras de comprarem minas e campos de petróleo.

Mas à medida que mais pessoas consomem carne, a China deverá aumentar sua importação de soja, principalmente para ração animal, em mais de 50% até 2020, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. No mês passado, a Chongqing Grains assinou um acordo de US$ 2,5 bilhões para produção de soja no Estado brasileiro da Bahia. Em outubro do ano passado, um grupo chinês concordou em desenvolver aproximadamente 200 mil hectares de terras agrícolas na Província de Rio Negro, na Argentina.

Em ambos os casos, as autoridades chinesas propuseram a compra de grandes áreas de terras antes das autoridades locais as convencerem a optarem pelos acordos de produção.

“Nós nunca venderemos a terra”, disse Juan Manuel Accatino, o secretário da Produção de Rio Negro.

Brian Willott, um fazendeiro americano que chegou no Brasil em 2003, disse que o interesse chinês pela compra de fazendas não diminuiu. “Em toda parte que você procura uma fazenda eles dizem: ‘nós estamos pensando em vender para os chineses’”, ele disse.

No Estado de Goiás, quase 70% da soja cultivada foi para a China no ano passado, e os chineses pretendem usar aproximadamente 8 milhões de hectares de pastos que não são cultivados há décadas. “Para eles, quanto mais rápido, melhor”, disse Antônio de Lima, o secretário da Agricultura de Goiás.

Os produtores rurais daqui dizem que compartilham a meta das autoridades chinesas de quebrar o domínio das traders internacionais de commodities agrícolas como Cargill e Archer Daniels Midland.

Mas Tan Lin, um gerente da empresa chinesa envolvida em Goiás, disse que duvida que as empresas chinesas estejam prontas para ocuparem o lugar delas.

“Eu não acho que as empresas chinesas que trabalham aqui já tenham experiência”, disse Tan. Mas “se fosse possível fazer isso, seria bom, é claro”.

UOL Noticias

quinta-feira, 26 de maio de 2011

TRÊS RAZÕES PARA ACREDITAR QUE O FACEBOOK PODE SER A NOVA PLATAFORMA DE NEGÓCIOS


Maio de 2011 - A mais recente pesquisa da ComScore revelou que a quantidade de usuários do Facebook no Brasil chegou a 19 milhões de pessoas em março, número três vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Se continuar nesse ritmo, o “Face” (como gostam de chamar os mais íntimos) tomará o lugar do Orkut como rede social mais usada pelos brasileiros.

Fenômeno semelhante ocorre em outros países, como os EUA. Lá, nem mesmo a News Corp., uma das maiores empresas de mídia do mundo e dona do MySpace, conseguiu segurar a ascensão do Facebook, que já reina absoluta. Pesquisa da empresa Edison Research, 51% dos cidadãos americanos com mais de 12 anos tem perfis no Facebook.

Para os negócios, esta tendência significa um impacto semelhante ao provocado pelo Google pouco mais de uma década atrás. Ou seja, a criação de um revolucionário modelo de publicidade online que trará oportunidades para empresas dos mais diversos portes e segmentos. Tanto que na terra de Barack Obama já existem companhias que estão abandonando seus sites institucionais para se concentrar em fan pages, exemplo já seguido pelos mais ousados no Brasil, caso da agência de publicidade África (www.africa.com.br).

Há três boas razões para acreditar que o Facebook tem condições de se tornar uma nova plataforma de negócios na internet, rivalizando com o Google. Primeiro pela grande escala mundial de usuários, que cresce a um ritmo acelerado. Segundo porque vem se mostrando bastante lucrativa e, portanto, sustentável (o site levantou US$ 1,9 bilhão em 2010, enquanto o faturamento do badalado Twitter não passou de US$ 45 milhões). Terceiro, e o mais importante para as empresas, é que a cada dia a rede de Mark Zuckerberg vem se aprimorando como plataforma de mídia, marketing e negócios.

Ao contrário de outras redes como o Orkut, desde o início a proposta do Facebook foi mais “amigável” para que as empresas se relacionassem com os participantes de forma natural, sem grandes apelações comerciais e de propaganda. O que a equipe de desenvolvimento do site vem fazendo é aperfeiçoar o acesso e as formas de interação. E, pelo que mostra o crescimento da plataforma no mundo corporativo, marcar presença no Facebook certamente parece ser um bom negócio. Algumas das vantagens mais evidentes são:

• Estar presente na rede social que mais cresce no mundo e que conta atualmente
   com 600 milhões de usuários.

• Atuar em uma rede social como uma “pessoa jurídica” e “pessoa física” como em
   outras redes, conferindo mais naturalidade e transparência ao diálogo.

• Disponibilizar aplicativos e games, que podem ser incorporados à fan page e como     forma de interação com os visitantes. Estima-se que hoje nada menos do que 2,5   
  milhões de desenvolvedores criem aplicativos para a rede.

• Integrar de forma natural, em sua fan page, outras mídias sociais complementares,     como o YouTube, Flickr, Twitter e blogs, facilitando o acesso dos “fãs” a estes conteúdos e aumentando a interatividade.

• Disseminar mensagens virais, por meio dos comentários. 
  Gostou desse artigo? Clique em Curtir e não só seus fãs no Facebook mas também   em outras redes sociais dos quais você participa também ficarão sabendo. Esse         recurso, o Facebook Connect, rapidamente copiado por outros grandes sites como     o Google e Yahoo!, permite que o conteúdo de qualquer site se torne social.

O site institucional continua sendo muito importante no Brasil. Embora não tenha a fluidez das redes sociais, continua sendo a principal referência de uma empresa na internet, transmitindo credibilidade justamente por sua “solidez”. Por esse motivo acredito que ainda vá ter vida longa, embora deva sem dúvida passar por uma evolução até ser totalmente incorporado ao ambiente social da web.

Fortalecer a presença no Facebook deve ser encarado como mais um passo da empresa em sua estratégia de marketing digital. Assim como outras ações nas redes sociais, os resultados nesse tipo de empreendimento devem ser pautados pelo conhecimento do público-alvo, definição clara dos objetivos, planejamento, definição de uma estratégia própria e monitoramento dos resultados.

Pelas características da rede, o Facebook é o ambiente perfeito para disseminar rapidamente novidades relacionadas a lançamentos, campanhas de engajamento e para relacionamento direto com o público. Nesse sentido, o site norte-americano Mashable publicou um artigo esclarecedor mostrando as estratégias diferenciadas e bem-sucedidas de cinco grandes marcas (Cola-Cola, Pringle’s, Adidas, Starbucks e Red Bull) para conquistar o público das redes sociais.

O Facebook Marketing está apenas em seu princípio e, longe de esgotar o assunto, este artigo tem por objetivo ser um ponto de partida, contribuindo para que os empresários e profissionais de marketing comecem a planejar como inserir suas empresas de vez nas redes sociais.

Silvio Tanabe silvio.sp@magoweb.com.br  é consultor de marketing digital da Magoweb, autor do blog Clínica Marketing Digital www.magoweb.com/clinicadigital
e um dos autores do e-book Caia na Rede – 12 Maneiras de Planejar e Fazer Sucesso nas Redes Sociais.

Todos os releases desta empresa estão disponíveis no site da VersátiL
Comunicação Estratégica
www.versatilcomunicacao.com.br/versa/imprensa.asp.

A Magoweb www.magoweb.com  é especializada em soluções de marketing digital para empresas de pequeno e médio portes (PMEs). Com mais de 12 anos de mercado e presente em 13 estados, a Magoweb oferece ampla gama de serviços voltados para a internet: consultoria em marketing digital, desenvolvimento de websites, marketing de buscas e publicidade online, e-commerce, gestão e monitoramento de campanhas nas redes e mídias sociais.

Paula X, enviou esta Mensagem

TELAS DIGITAIS BASEADA EM ELEMENTOS DE TERRAS RARAS

Esquema do dispositivo de geração de imagens
baseado em elementos de terras raras

Um dos temas mais discutidos quando se trata de inovações tecnológicas é o enorme hiato temporal que existe entre a descoberta no laboratório e a efetiva comercialização do produto resultante. Mas este não foi o caso do trabalho do professor Andrew Steckl, da Universidade de Cincinnati, Estados Unidos.

Há apenas três anos, ele e seu então aluno Jason Heikenfeld descobriram que elementos encontrados nas terras raras, como érbio e európio, podem ser adicionados ao nitreto de gálio para criar telas coloridas com brilho incomparável.

Terras raras, ou lantanídeos, são os elementos químicos que apresentam propriedades semelhantes ao lantânio, compreendendo todos os elementos da tabela periódica com pesos atômicos entre 57 e 71, além do escândio (21) e do ítrio (39).

Com o prosseguimento da pesquisa, os cientistas conseguiram criar telas com um espectro de cores maior do que hoje é possível de se ver nas telas de televisores.

"Nossos aparelhos podem gerar todas as cores primárias e compostas, são mais brilhantes e têm um campo de visão mais amplo do que é possível de se alcançar com a tecnologia LCD de matriz ativa atual," explica Steckl. "Telas feitas desse material são resistentes, insensíveis à temperatura e pode ser vistas em locais externos, sujeitos a condições ambientais de iluminação."

Como a tecnologia tem um enorme potencial de usos, de telas planas para televisores digitais de alta definição (HDTV) até telas mais brilhantes para computadores de mão, a pesquisa do Dr. Steckl chamou rapidamente a atenção dos investidores. O resultado foi um salto rápido da descoberta para a aplicação comercial.

Para comercializar seus produtos, o pesquisador criou a empresa Extreme Photonix, atualmente localizada em uma incubadora no próprio campus da Universidade.

Site Inovações Tecnologicas

quarta-feira, 25 de maio de 2011

BRASIL TEM UMA DAS MAIORES RESERVAS DE TERRAS RARAS DO PLANETA

O Brasil pode ser dono de uma das maiores reservas de terras raras do planeta, mas, hoje, praticamente não explora esses recursos minerais.

As terras raras são usadas em superimãs, telas de tablets, computadores e celulares, no processo de produção da gasolina, e em painéis solares.

Estimativas da agência Serviços Geológico Norte-Americano (USGS), apontam que as reservas brasileiras podem chegar a 3,5 bilhões de toneladas de terras raras.

De olho no potencial brasileiro, a Fundação Certi, de Santa Catarina, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, e Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), do Rio de Janeiro, estão se articulando para dar apoio à iniciativa privada, caso o Brasil decida explorar esses recursos minerais e entrar no mercado.

Um mercado hoje inteiramente dominado pela China, responsável por 95% da produção e dona de 36% das reservas conhecidas. O valor do mercado mundial dos óxidos de terras raras é da ordem de US$ 5 bilhões anuais.

"Estamos nos estruturando para, caso alguém se interesse por entrar na mineração, a gente poder apoiar as iniciativas. Temos alguns projetos de pesquisa, mas começamos devagar porque se não amadurecer a mineração de terras raras no Brasil, não tem sentido a gente investir em pesquisa e desenvolvimento para exploração e produção", afirma Fernando Landgraf, diretor de inovação do IPT.

Como parte da ação das entidades acadêmicas de colocar o assunto em discussão e contribuir para o debate, Landgraf publicou um artigo no jornal Valor Econômico no dia 13 de abril, chamando a atenção para o potencial brasileiro.

Nos 3,5 bilhões de toneladas de terras raras, após os processos industriais que concentram e separam os elementos químicos que ocorrem de forma agregada nos minérios, há 52,6 milhões de toneladas de metal.

Essa estimativa do USGS consta no documento Os principais depósitos de elementos terras rara nos EUA - Um resumo dos depósitos domésticos e uma perspectiva global.

Com base em dados do geólogo da CPRM, Miguel Martins de Souza, publicados em revista científica especializada, a USGS calculou também que a reserva de 2,9 bilhões de toneladas de terras raras na mina de Seis Lagos, na Amazônia, resultaria em 43,5 milhões de toneladas de metal contido.

Em Araxá, Minas Gerais, em uma mina explorada pela Vale, haveria o segundo maior depósito brasileiro: a estimativa dada pelo documento é de 450 milhões de toneladas de terras raras e 8,1 milhões de metal contido para essa mina.

As terras raras são 17 elementos químicos muito parecidos, mas que diferem no número de elétrons em uma das camadas da eletrosfera do átomo. São agrupadas em uma família na tabela periódica porque ocorrem juntos na natureza e são quimicamente muito parecidos.

Também têm como característica comum os nomes complicados: lantânio, neodímio, cério, praseodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, túlio, itérbio, escândio e lutécio. Apesar do nome sugerir, esses metais não são tão raros como o ouro, por exemplo.

Se, até poucos anos atrás, não compensava para o Brasil entrar no setor, por não haver condições de competição com a China, o potencial das reservas brasileiras e o aumento dos preços das terras raras no mercado internacional podem tornar o negócio economicamente viável, defende o diretor do IPT.

Em média, os preços das terras raras no mercado internacional praticamente triplicaram nos últimos anos, segundo Landgraf.

O óxido de neodímio, que em janeiro de 2009 custava US$ 15 o quilograma, em janeiro de 2011 atingiu o valor de US$ 150 o quilograma.

"Na hora em que o preço sobe tanto, o que não era economicamente viável há três anos pode se tornar viável no presente. E o Brasil está na posição de ter a maior reserva de terras raras no planeta", aponta.

Algumas reservas do Brasil são bem conhecidas, particularmente as de fosfato em Poços de Caldas, Araxá e Catalão. As terras raras estão contidas nos rejeitos da mineração de fosfato. "São minas que não estão mais na fase de pesquisa mineral, mas de pesquisa de viabilidade econômica: sabemos quanto tem, mas é viável economicamente concentrar?", explica Landgraf.
Os chamados superimãs, usados nos geradores de energia eólica
 e nos motores miniaturizados, são feitos de neodíminio,
um dos componentes da família das terras raras

No Brasil também se observa alguma movimentação. O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, conversa com a Vale sobre a possibilidade de a mineradora entrar no negócio, algo que precisará do apoio do governo, de condições de financiamento favoráveis, melhoria no transporte e logística e de investimentos em P&D para que o empreendimento possa competir com a produção chinesa, como apontou reportagem do jornal Valor Econômico de 11 de maio.

"Cerca de 10 empresas no Brasil estão discutindo o tema [entrar na produção de terras raras]. A Vale é citada por ser a maior, mas há outras interessadas, que não se manifestam publicamente", conta o diretor do IPT.

Outra iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) está na negociação de um acordo de cooperação técnica em inovação com a Alemanha, pelo qual a projetos-pilotos de produção de superimãs, que usam terras raras, receberia apoio do Instituto Fraunhofer, conforme a citada reportagem do jornal paulista.

Outra iniciativa do governo, e que ganhou pouco destaque até agora, é a da empresa CPRM Serviços Geológicos do Brasil, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). Ela começou a executar em 2011 o projeto Avaliação do Potencial dos Minerais Estratégicos do Brasil, que vai identificar novas áreas em todo o território brasileiro onde pode haver ocorrência de terras raras. O projeto deve durar três anos e receber R$ 18,5 milhões em recursos, vindos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Somente em 2011 o governo planeja investir quase R$ 2,4 milhões no projeto, segundo a CPRM.

Landgraf afirma que as tecnologias para mineração e processamento de terras são dominadas."A gente já soube fazer, no passado, e temos competência para produzir terras raras. Não há um desafio tecnológico intransponível", prossegue.

Ele recorda que o Brasil fez superimãs na década de 90. "Havia cinco grupos de pesquisa, pelo menos, fazendo superimãs, isso foi meu tema no doutorado. Chegamos a ter uma empresa produzindo superimãs; ela quebrou em 1994", comenta.

Para o diretor do IPT, o problema é econômico. "A questão é saber se alguém tem cacife para montar uma empresa no Brasil, ou se podemos fazer um conjunto de empresas entrar no ramo, e enfrentar um possível dumping chinês", analisa.

Do ponto de vista da pesquisa e do desenvolvimento, Landgraf explica que seria preciso estudar a produção em escala industrial. "A gente fez coisas em escala laboratorial, não em escala comercial. Então, se houver decisão empresarial e do governo e o País entrar nesse setor, o próximo desafio é fazer a escala piloto dos processos para chegar à escala industrial", diz.

Ele acrescenta que hoje o Brasil tem instrumento para financiar as plantas industriais previstas em projetos de P&D que operem em escala piloto, como é o caso do Funtec, programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Landgraf defende que o Brasil não seja um mero exportador de minerais, mas que desenvolva toda a cadeia de produção. Começa com a mineração e concentração das terras raras, etapas de menor valor na cadeia. A seguir passa pela indústria química, responsável por fazer a etapa de separação.

"Não existe imã de terras raras, existe imã de neodímio. As terras raras são quimicamente parecidas, então precisa separar uma da outra", explica. "A tecnologia necessária é relativamente sofisticada, mas sabemos fazer em universidades, institutos de pesquisa", prossegue. Ímã para motores de veículos elétricos permanece forte até 200 graus

Ele comenta que, no passado, havia grupos de pesquisa na USP, no Cetem, e em outros centros que faziam, em laboratório, a separação, mas tudo se desarticulou nos anos 1990, quando a China começou a praticar preços baixos no mercado internacional. "São Paulo tem tradição nisso, tínhamos a empresa Orquima, que depois foi adquirida pela Nuclebras e passou a se chamar Nuclemon, posteriormente incorporada pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB)", recorda.

O mercado para venda de terras raras é crescente. Hoje, o mundo consome 150 mil toneladas por ano de terras raras, de acordo com o diretor do IPT. O neodímio, elemento químico mais usado dentro desse grupo, está presente nos superimãs. Estes, por sua vez, são cada vez mais usados em motores que precisam ter dimensões pequenas, como os que regulam bancos e espelhos em automóveis mais luxuosos.

"São imãs que permitem miniaturizar os motores. Esse mercado vai crescer muito", aponta Landgraf. O gerador de energia eólica pode ser feito com os superimãs, outro nicho de aplicação que se expande com a necessidade de fontes renováveis de energia.

Terras raras elevam eficiência de material termoelétrico em 25%
O lantânio é usado para fabricar gasolina. Numa das etapas de produção do combustível na refinaria, os gases passam por cima de um catalisador de óxido de lantânio, que promove a junção das moléculas que formam a gasolina. "O Brasil consome 1.000 toneladas por ano de lantânio. Não é um grande mercado, mas se não tivermos lantânio, não fabricamos gasolina. Somos dependentes da China", destaca.

Os outros 12 elementos que formam o grupo terras raras são usados em menor quantidade em várias aplicações. O óxido de cério, por exemplo, é usado para polir lentes de óculos.

Nos LEDs brancos, que estão substituindo lâmpadas fluorescentes porque consomem menos energia, também se usa óxidos de terras raras. "O laser é verde, azul ou vermelho. Para obter a luz branca, o laser bate numa camada fluorescente branca e quem gera essa luz branca é uma mistura de óxidos de terras raras aplicada aos LEDs", explica. "Se o mercado de LEDs for crescer como indicam as projeções, será preciso muita terra rara", afirma.

Site Inovações Tecnologicas

A CHINA E AS TERRAS RARAS

O aumento de preços das terras raras está diretamente relacionado ao que ocorreu no mercado chinês, explica Landgraf. A preocupação com o meio ambiente aumentou muito na China nos anos mais recentes e o governo tem pressionado as empresas a melhorarem suas práticas.

Os produtores de terras raras estão sendo duramente atingidos, pois é uma atividade que causa elevado impacto ambiental na China. "Quando o governo chinês pressionou para organizar o aspecto ambiental da produção, muitas minas e pequenas empresas de processamento fecharam, diminuindo a oferta", acrescenta.

Além dessa contração no fornecimento, o mercado chinês não pára de crescer e o consumo de terras raras da China aumentou muito mais do que o consumo do resto do mundo.

"A China era exportadora porque não consumia muito, mas o aumento da demanda interna faz sobrar menos terras raras para serem exportadas", aponta. Há suspeita também de que os chineses estão adotando cotas de exportação, o que motiva outros países a comprarem mais desses minérios para estocar.

No ano passado, a China deu uma amostra de seu controle sobre o fornecimento de terras raras: embargou as exportações de terras raras para o Japão, em represália pela prisão de um comandante de um barco de pesca chinês em uma área marítima disputada por ambos os países. Os japoneses tiveram problemas, já que sua indústria é sustentada em produtos de alta tecnologia que usam as terras raras.

Diante desse panorama, os Estados Unidos, por exemplo, já elegeram as terras raras como recursos críticos para sua economia, igualmente baseada na produção e venda de produtos de alto conteúdo tecnológico. A empresa Molycorp Minerals, com operações na Califórnia, está investindo US$ 200 milhões para recolocar sua fábrica em operação.

Site Inovação Tecnologica

terça-feira, 10 de maio de 2011

ALFREDO WAGNER BERNO DE ALMEIDA NOVA CARTOGRAFIA SOCIAL DA AMAZÔNIA

Por promover a união improvável entre o conhecimento tradicional de grupos amazônicos e as modernas técnicas de mapeamento por satélite, um antropólogo brasileiro acaba de receber um prêmio de US$ 100 mil da Fundação Ford, sediada nos EUA.

"Muita gente acha que a Amazônia é um caos fundiário, mas não é bem assim", disse à Folha Alfredo Wagner Berno de Almeida, pesquisador da Ufam (Universidade Federal do Amazonas). "A verdade é que essas comunidades organizam muito bem seu território. E os mapas que ajudamos a editar expressam essa racionalidade." Esse é basicamente o trabalho que levou à láurea concedida a Almeida e seus colegas: editar mapas.

O projeto do grupo, batizado de "Nova Cartografia Social da Amazônia", ensina indígenas, quilombolas e outros grupos tradicionais a empregar o GPS e técnicas modernas de georreferenciamento para produzir mapas artesanais, mas bastante precisos, de suas próprias terras.

Desde o lançamento, em 2005, cerca de 120 fascículos desse mapeamento já foram publicados (alguns com comunidades tradicionais de outras regiões do Brasil).

A intenção dos pesquisadores é entender como esses grupos usam seu espaço e organizam, em alguns casos há milênios, o uso dos preciosos recursos naturais da região. Os mapas também ajudam a entender como essas identidades colidem com a urbanização e a expansão da fronteira agrícola na Amazônia, e a auxiliar as comunidades a demonstrar os direitos sobre seu território tradicional.

"Existe hoje uma pressão grande para a formalização do mercado de terras na Amazônia. A regularização é fundamental, mas às vezes não leva em consideração esses povos tradicionais", diz o antropólogo, nascido em Minas Gerais e com doutorado no Museu Nacional Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Nesse trabalho, o grupo de mais de 70 pesquisadores, entre antropólogos, economistas, biólogos e agrônomos, também pode constatar como essas identidades estão se transformando.

Uma das situações emergentes são os índios urbanos --36 mil deles só na capital amazonense. Sintomático desse fato é que o grupo tenha ajudado na demarcação da terra indígena do município de Rio Preto da Eva (AM) --uma terra indígena urbana.

A equipe já era apoiada pela Fundação Ford. O prêmio desta semana integra o "Visionaries Award" (Prêmio Visionários), dado a "12 inovadores sociais cuja visão extraordinária e trabalho corajoso estão melhorando a vida de milhões de pessoas", diz a fundação em comunicado.

Para Almeida, é importante reconhecer o sucesso dessas comunidades como modelos de gestão responsável dos recursos naturais.

Muitos céticos dizem que esse uso sustentável teria mais a ver com falta de alternativas econômicas, e que essas pessoas não hesitariam em deixar seu modo de vida ancestral se tivessem acesso a hospitais, educação e lazer urbanos. Ele discorda.

"Percebemos que muitas dessas pessoas preferem uma vida com menos conforto material mas com uma rede de proteção social forte, e com autonomia sobre suas vidas, em vez de simplesmente decidirem virar assalariados."

Jornal Folha de São Paulo

segunda-feira, 9 de maio de 2011

JOVENS INDIOS COM ACESSO À INTERNET QUESTIONAM RITOS DOLOROSOS

A maioria dos índios adolescentes esperneia e chora. Serão tatuados à força no rosto com espinhos. Os jovens ikpengs do Xingu, que conhecem a cidade e gostam do Facebook, sabem que há lugares em que isso não existe.

Não há, claro, anestesia. Tudo acontece a seco. Trata-se de apenas um dos rituais dolorosos de iniciação na vida adulta que os jovens índios agora questionam.

Também no Xingu, há meninas que ficam mais de um ano reclusas ao menstruar pela primeira vez. Um pouco mais longe, no Amazonas, meninos enfiam a mão em luvas repletas de formigas venenosas.

Mutuá, 13, é um dos que passaram pela tatuagem e reclamam. "Judiaram de mim, e eu era pesado para que me segurassem" _no caso dos ikpengs, em geral os índios são surpreendidos quando ainda estão dormindo.

O ritual continua acontecendo, queiram os jovens ou não. "Na minha vez eu também não queria, mas quando te pegam não tem como fugir", admite uma das lideranças da tribo, Kumaré Ikpeng.

No Xingu, onde Kumaré vive, o mundo não indígena, porém, está cada vez mais presente --e o impacto é mais forte entre os adolescentes.

Por todo lado, por exemplo, há laptops e celulares. "Além disso, os homens têm muito contato com o mundo, viajam, estudam, muitos trabalham para a Funai", diz Sofia Madeira, antropóloga e doutoranda pela Unifesp.

"Alguns meninos não entendem a razão dos rituais, alguns se negam. Falam 'ah, na cidade não faz isso, né?'. O jovem vê o mundo na internet e o sonho dele se transforma, ele quer carro, Twitter, namorar uma branca."

Para Madeira e para Sofia Mendonça, médica-antropóloga do projeto Xingu (Unifesp), o fenômeno preocupa, porém. "O fascínio pelo modo de vida que esses adolescentes encontram na cidade ao saírem para estudar é uma ameaça", diz Mendonça.

"Diferente dos mais velhos, estão em um momento de construção da personalidade, vulneráveis." Isso reforça a importância do rito de passagem, argumenta.

"Ele protege o jovem, auxilia nessa mudança de papel social. Nós, não indígenas, perdemos a noção da importância dos rituais de passagem, por isso tantos adultos seguem na adolescência."
Indio recebe uma tatuagem forçada com um espinho 
Parque Indígena do Xingu
Jornal Folha de São Paulo