sábado, 27 de fevereiro de 2010

GARRAFAS PET NOVA CAMISA DA SELEÇÃO BRASILEIRA

A CBF apresentou hoje em Londres, onde a Seleção Brasileira enfrenta a Irlanda na próxima terça-feira, a nova camisa amarela com a qual o Brasil vai disputar a Copa do Mundo na África do Sul.

A grande novidade do lançamento é que a camisa é feita com plástico reciclado de garrafas PET. Cada camisa utiliza material equivalente a oito garrafas descartadas.

Além disso, nas costuras da nova camisa da seleção, a fabricante usou cola no lugar da linha que normalmente é utilizada.

Técnica semelhante vem sendo usada nos macacões dos pilotos de Fórmula 1 para redução do peso total do conjunto formado por carro e piloto que é controlado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). O novo material e a nova técnica de costura proporcionarão uma redução de 15% no peso total da camisa da seleção brasileira em relação à versão anterior.

Outra novidade são orifícios feitos a laser na parte lateral da camisa para proporcionar maior refrigeração aos atletas.

Andrada diz que, para a tradicional camisa amarela, "a CBF fez questão de manter o design clássico com um visual simples, sem muitos detalhes para não descaracterizar a camisa consagrada mundialmente".

A camisa tem gola careca verde de onde saem duas listras verdes por cima dos ombros. a frente, permanecem as cinco estrelas acima do escudo, simbolizando as cinco Copas do Mundo conquistadas pela Seleção, o logo da fabricante e o número de cada jogador.

Site Inovações Tecnologicas

PLÁSTICO BIODEGRADÁVEL NANOPARTICULAS DE ARGILA

Polihidroxibutirato - mas pode chamar de PHB. Esta é estrela quando o assunto são os plásticos biodegradáveis. Produzido a partir de uma bactéria, o PHB já é conhecido desde os anos 1980, e é tido como uma das alternativas mais promissoras para a fabricação de plásticos alternativos e que, ao contrário do plásticos produzidos a partir do petróleo, sejam biodegradáveis.

A chegada do PHB ao mercado tem sido impedida justamente por esta característica que o torna tão desejado: a biodegradabilidade. O problema é que ele começa a se degradar de forma absolutamente imprevisível. Além disso, ele é quebradiço demais.

Agora, cientistas da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, descobriram que a adição de nanopartículas de argila pode resolver os dois problemas. O PHB fica muito mais maleável e pode ter sua biodegradabilidade ajustada pelo simples controle da quantidade de nanopartículas que são adicionadas.

Comparando com o PHB original, o novo plástico tem uma resistência e taxas de biodegradabilidade sistematicamente superiores ao do composto original. As "nanoargilas" também permitem que o plástico se deteriore mais rapidamente, ao longo de apenas 7 semanas. Com a vantagem de que o início dessa degradação é agora mais previsível e ajustável pela quantidade das nanopartículas de argila adicionadas. Site Inovações Tecnologicas

MADEIRA PLÁSTICA EVITA DERRUBADA DE ÁRVORES PARA FABRICAR MÓVEIS

Começa a crescer no Brasil o uso de um material que permite evitar a derrubada de árvores para fabricar móveis: é a madeira plástica.

Madeira é um produto em alta no mercado internacional e quanto maior a procura, maior a área de florestas derrubadas, mas hoje já possível obter madeira sem precisar derrubar uma árvore sequer e o melhor, a partir dos plásticos que a gente descarta como lixo.

O ponto de partida para a produção de madeira plástica, numa fábrica no Rio de Janeiro, é o Polietileno de Alta Densidade (PAD). “Esse tipo de plástico é encontrado nos frascos de detergente, amaciante, água sanitária, xampu e todos os frascos de óleo do seu carro e outros que estão por aí”, fala o diretor da Cogumelo, Daniel Pilz.

Depois de triturado, e transformado em grãos, o plástico já está pronto para virar madeira. Acompanhamos a linha de montagem dos produtos de madeira plástica da empresa, uma das maiores do país.

O plástico moído é sugado por uma tubulação até o misturador. Ele recebe pigmento e um produto químico que dá aderência de madeira. Isso vira uma massa aquecida a 180 graus para ser rapidamente resfriada em água gelada, para condensar, a aproximadamente dez graus centígrados. É assim que nasce a madeira plástica.

A madeira plástica é resistente ao sol e ao frio. Tem vida útil longa: dura em média 50 anos. É impermeável, fácil de limpar e manusear, e mais: cupins não gostam de plástico e se alguém colar chiclete ou pichar é simples de retirar.

Em termos de preço, a madeira plástica ainda é, em média, 30% mais cara que a natural, mas os fabricantes dizem que basta a produção aumentar para o preço cair.

A lista de produtos feitos com madeira plástica já não é só de móveis. A empresa fabrica dormentes para ferrovias e tampas de bueiros, 30% mais leves que as feitas de ferro fundido.

São mil unidades por mês, principalmente para prefeituras de São Paulo e do Rio de Janeiro, que viram uma forma de inibir a ação de quadrilhas que roubam as tampas para vender o ferro.

Também da fábrica saíram 40 bancos e três pontes que hoje estão no Parque Nacional de Itatiaia, e os bancos que enfeitam a praça de um shopping do Rio. O resultado é um produto que, de bater o olho, passa fácil por madeira.

Não há números oficiais sobre produção de madeira plástica no Brasil. O que se sabe é que o número de fábricas é muito reduzido e a madeira convencional lidera com folga a preferência dos consumidores.

Bem diferente da situação nos Estados Unidos. No país, a madeira plástica chegou com força. É um mercado que já existe há aproximadamente 20 anos e a madeira plástica é usada em boa parte dos ambientes externos.

Os americanos gostam porque requer menos manutenção, resiste a mofo, não apodrece e o desgaste com sol, maresia, umidade é menor – 35% das varandas e pátios dos Estados Unidos são feitos com madeira plástica. São árvores sendo poupadas.

Um deck de cem metros quadrados equivale a duas árvores de ipê. Existem pelo menos quatro tipos do que se pode chamar de madeira plástica. Eles variam de acordo com a porcentagem de madeira, PVC e polietileno usados na mistura.

O Mike Danzilio é um empresário que trabalha com isso há 25 anos e acompanhou o aparecimento da madeira plástica no país. Ele conta que adaptou o próprio negócio ao produto porque é isso que as pessoas querem. “Os americanos aprovam a madeira plástica, mas não porque é um produto verde”, explica Mike. Segundo ele, o que pesa na decisão da classe média americana é o bolso. “É uma decisão de manutenção e econômica”.

Uma varanda feita de madeira plástica custa cerca de três vezes mais na hora da compra, mas a madeira natural exige manutenção, e isso é caro no país.

Fazendo as contas, com o passar dos anos, se gasta menos com o material alternativo e menos trabalho e mais economia é justamente o que os americanos mais gostam.

No Brasil, apenas numa fábrica, são produzidas 200 toneladas de madeira plástica por mês. Em seis anos de produção, evitou-se o corte de 180 mil árvores, o equivalente a 400 campos de futebol cobertos de florestas. Diante disso, fica a pergunta: o Brasil precisa mesmo desmatar para produzir madeira?

André Trigueiro e Rodrigo Bocardi
www.plastilogico.com.br

PLASTICO BIODEGRADÁVEL A PARTIR DA CANA DE AÇÚCAR

O Brasil já tem a tecnologia de produção e está prestes a se tornar o primeiro país do mundo a fabricar em escala contínua e comercial o plástico biodegradável a partir do açúcar da cana.

Atualmente, uma unidade piloto da PHB Industrial S/A, em Serrana (SP), produz 60 toneladas/ano do produto.A empresa anunciou investimentos de US$ 50 milhões para ampliar a produção para duas mil toneladas anuais.

Segundo o diretor-executivo da PHB, Sylvio Ortega Filho, as obras para ampliação da fábrica, anexa à Usina da Pedra, começam em 2007 e o início da produção em escala industrial está previsto para o segundo semestre de 2008.As pesquisas para a produção do plástico biodegradável a partir da sacarose começaram em 1991, conta o pesquisador José Geraldo da Cruz Pradella, do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) de São Paulo.  A tecnologia foi desenvolvida pelo IPT em parceria com a Coopersucar e licenciada à PHB.

A planta piloto da PHB, que pertence aos Irmãos Biagi e ao Grupo Balbo, está em produção desde 1995. De início, fabricava oito toneladas de plástico biodegradável/ano e a partir de 2000, passou a produzir 60 toneladas anuais. A produção, conforme Ortega Filho, tem como destino parte da Ásia, Europa e Estados Unidos, além do Brasil.

O produto recebeu o nome de Biocycle (ciclo da vida, em inglês). O plástico biodegradável é utilizado principalmente em embalagens de alimentos e cosméticos, de produtos injetados, como brinquedos, e ainda de produtos termoformados, como potes de iogurte O produto, conforme explica Ortega Filho, é obtido por meio de um processo de fermentação: as bactérias se alimentam do açúcar e o transformam em um poliéster natural, o plástico biodegradável. Para as bactérias, esses poliésteres, são uma reserva de energia. A etapa seguinte do processo de produção é a extração e purificação do poliéster acumulado dentro dos microorganismos, por meio do uso de um solvente natural.

A principal vantagem do plástico biodegradável é que ele se decompõe rapidamente no meio ambiente, sem causar impacto ambiental negativo. Aos se decompor, ele transforma-se em CO2 (gás carbônico) e água. Não há liberação de resíduos tóxicos e o gás carbônico é resgatado da atmosfera pelas próprias plantações de cana.

O plástico biodegradável se decompõe muito mais rápido na natureza: entre seis meses e um ano e meio, dependendo da espessura da peça e do meio em que se encontra. Já os plásticos de petróleo levam mais de cem anos para se degradar.

Ortega Filho explica que, do ponto de vista químico, os plásticos biodegradáveis são estáveis e precisam estar em meio bacteriológico para a decomposição. Em fossas sépticas, a decomposição chega a 90% em seis meses e em aterros sanitários atinge 50% em 280 dia.

O Brasil produz 4,213 milhões de toneladas de plásticos por ano, segundo o Plastivida (Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos). Hoje, o plástico biodegradável tem uma participação ínfima nesse mercado. E ainda permanecerá pequena com a ampliação da produção da fábrica de Serrana. As duas mil toneladas que passarão a ser produzidas em 2008 vão corresponder a apenas 0,047% do mercado nacional.

Diversas aplicações do PHB estão em estudo: pinos, filmes, fios, embalagens, vasos para mudas de plantas que normalmente os agricultores deixam no campo, microcápsulas para implante ou ingestão que contenham medicamentos ou hormônios para liberação lenta.“O custo e a escala de produção precisam ser ampliados para que se ampliem também seus nichos de aplicação”, afirma a pesquisadora Luiziana Ferreira da Silva. Os avanços no estudo da produção de PHB permitiram a redução no custo de produção.

Quando foram iniciados os primeiros estudos, no início da década de 1990, o custo era de 14 dólares o quilo e hoje se aproxima de cinco dólares.

“Ainda é um valor muito maior do que o dos plásticos de origem petroquímica, entretanto, não se pode fazer essa comparação porque a produção do PHB ainda está em fase piloto”, argumenta a pesquisadora. Ela lembra que, quando o celofane foi lançado, também tinha custo elevado, ao contrário de hoje. Além da sacarose, outra matéria-prima proveniente da cana-de-açúcar pode ser utilizada na fabricação do plástico biodegradável: o bagaço.“Seu uso para a produção de PHB transformaria um resíduo potencialmente poluente em um material ambientalmente correto e de maior valor agregado, ao passo que a sacarose é um produto bastante purificado e de mercado garantido”, compara a pesquisadora Luiziana Ferreira da Silva, que desenvolveu o processo de utilização do bagaço para a fabricação do bioplástico.

O PHB produzido a partir do bagaço é obtido por meio da hidrólise (quebra estrutural) do produto.O bagaço libera então açúcares que fazem parte de sua composição, como a glicose, xilose e arabinose, que podem ser consumidos pelas bactérias utilizadas no processo de fabricação do plástico biodegradável, explica Luiziana, que hoje atua no Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP Universidade de São Paulo).

A próxima etapa da produção é a remoção dos compostos tóxicos liberados na hidrólise. Em seguida, o material é submetido a bactérias produtoras de PHB, em condições especiais que permitam a produção do plástico.

Segundo a pesquisadora, este processo foi submetido recentemente a um pedido de patente no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).  O uso do bagaço para este fim foi estudado em um projeto sob a coordenação de Luiziana, realizado no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) de São Paulo e financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), entre 2001 e 2002.

Agora, Luiziana trabalha na pesquisa de bactérias com a maior eficiência possível em transformar a xilose e os outros açúcares do bagaço em PHB.“Para isso, temos feito uma busca em diferentes nichos ambientais, explorando a biodiversidade brasileira para encontrar microrganismos com tal eficiência”, disse a pesquisadora. www.vomm.com.br








CIDADES SÃO SERES VIVOS

A tendência científica para ver as maiores cidades do mundo como seres vivos, que respiram, consomem e excretam, está levando a uma compreensão mais profunda de como a má qualidade do ar nas megacidades pode prejudicar os moradores e também desempenhar um papel importante na mudança climática global.

Esta é a conclusão de um relatório sobre um modelo de "metabolismo urbano" das megacidades.

Charles Kolb, um dos responsáveis pela elaboração do relatório, argumenta que o conceito de metabolismo urbano já existe há décadas. Ele vê as grandes cidades como entidades vivas, que consomem energia, alimentos, água e outras matérias-primas, e libera resíduos.

Os resíduos lançados incluem o dióxido de carbono - o principal gás de efeito estufa - poluentes do ar, esgotos e outros poluentes da água e até mesmo o excesso de calor que se acumula em grandes extensões de vias pavimentadas e prédios.

Os seres humanos produzem diretamente uma parcela significativa desses resíduos, mas as emissões de indústrias, usinas de geração de energia e sistemas de transporte exalam as maiores quantidades de gases de efeito estufa e outros poluentes do ar.

Outros metabolizadores urbanos incluem sistemas de esgotos, aterros sanitários, animais domésticos e pragas, como os ratos, que em algumas cidades são mais numerosos do que as pessoas.

Durante os últimos cinco anos, este corpo de conhecimento tornou mais claros os perigos da má qualidade do ar nas megacidades, não apenas sobre as grandes populações locais, mas também sobre as aglomerações centrais, as atividades agrícolas e os ecossistemas naturais localizados a sotavento dessas áreas, afirma Kolb.

"O dióxido de carbono e outros poluentes tornam as megacidades gigantescos indutores de mudanças climáticas," disse Kolb. "Eles impactam o clima em nível regional e global porque estes gases de efeito estufa são duradouros e se dispersam ao redor do mundo.

"Mais da metade da população do mundo vive hoje nas cidades, e as maiores áreas urbanas do mundo estão crescendo rapidamente. O número de megacidades - regiões metropolitanas com população superior a 10 milhões - cresceu de apenas três em 1975 para cerca de 20 hoje.

Megacidades mais limpas, como Tóquio e Osaka, no Japão, e Nova Iorque e Los Angeles, nos Estados Unidos - todas no mundo desenvolvido - continuam tendo sérios problemas, segundo Kolb. Sebrae

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

PAVILHÃO FEITO EM VIDRO TEM A FACHADA CHEIA DE ÁGUA COM ÁGUA DO MAR

O escritório de arquitetura e design MVRDV desenvolveu o Water Cube Pavilion, um grande pavilhão feito em vidro tem a fachada cheia de água.

O desenho é baseado no tema The Living Ocean and Coast e a fachada tem quatro camadas de vidro cheias com água bombeada do mar, que mantém o fluxo correndo pela estrutura.

Por ser feito todo em vidro, durante o dia a iluminação é garantida pela luz natural. Células solares garantem o abastecimento de eletricidade por energia solar para iluminar a estrutura durante a noite.

As paredes externas também são feitas com vários reservatórios de água para lembrar os diferentes oceanos da Terra. O exterior em si fulgura um mapa múndi. A fachada tem sensores para controlar a temperatura destes reservatórios. O prédio foi feito para a exposição de arquitetura World Expo de 2012, que será sediada em Yeosu, na Coreia do Sul.A MVRDV é uma firma de arquitetura e design fundada em Roterdã, na Holanda, em 1991. Os fundados são os arquitetos e designers urbanos Winy Maas, Jacob van Rijs e Nathalie de Vries e o nome da empresa é um acrônimo das iniciais dos sobrenomes dos fundadores.

Site Inovações Tecnologicas

IMPRESSORA IMPRIME PELO CALOR NÃO USA TINTA SE CONECTA AO COMPUTADOR OU CELULAR

A empresa Planon preza pelo mote de mobilidade e de ter um escritório dentro do bolso. Para isso, desenvolveu a PrintStik, uma impressora portátil que não usa tinta e imprime pelo calor. O produto pesa 60 gramas e tem menos de 30 cm de comprimento. Ela se conecta por USB ou por Bluetooth ao computador ou celular,  é recarregada pela entrada USB ou tomada normal e consegue imprimir, em preto e branco, em qualidades de 100 a 400 dpi, com preço que varia de R$ 360 a R$ 640.

A PlanOn System Solutions é uma empresa norte-americana que faz scanners e impressoras com o mote de mobilidade. O conceito vem da notável aproximação de celulares e computadores entre si, o que exige equipamentos e acessórios periféricos cada vez menores e mais fáceis de serem transportados.

Sebrae

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

CASA FOI FEITA COM 18 TONELADAS DE PLÁSTICO RECICLADO


Uma empresa do País de Gales, na Grã-Bretanha, construiu uma casa com 18 toneladas de plástico reciclado. A companhia Affresol desenvolveu uma tecnologia que transforma plástico e minerais em um material batizado de Thermo Poly Rock, que poderia revolucionar a indústria de construção.

O projeto, apoiado pelo governo galês e por organizações ambientais, já lançou uma linha de casas verdes e construções modulares portáteis de quatro toneladas.

O secretário da Economia do país de Gales, Ieuan Wyn Jones, disse que "o novo processo sustentável" tem muito potencial e pode gerar uma grande quantidade de empregos.

A empresa diz que o processo tem baixo consumo de energia e transforma plástico em um material durável e resistente. As placas de Thermo Poly Rock formam as paredes de sustentação da casa, que pode ser coberta externamente com tijolos ou pedra, enquanto o interior pode ganhar uma camada de isolamento térmico e ficar com a mesma aparência de uma casa tradicional. As telhas também são feitas de material reciclado.

O diretor-gerente da Affresol, Ian McPherson, diz que o novo material é mais leve e resistente que concreto, é térmico, impermeável, não-inflamável e não apodrece.
A empresa estima que a vida útil das casas seja de cerca de 60 anos, mas diz que os elementos do Thermo Poly Rock podem ser novamente reciclados ao fim deste período.

"Todos os países do mundo têm problemas com lixo e agora temos a oportunidade de transformar este lixo em um recurso de construção de moradias 100% reciclável", diz McPherson.

Agora a empresa aguarda aprovação para construir 19 casas em Merthyr, no País de Gales, como parte de um projeto-piloto.
G1

RECICLAGEM DE ÓLEO DE FRITURA BIOCOMBUSTIVEL

Já imaginou transformar sobras de óleo de fritura em biocombustível? O que era um problema para o meio ambiente, aos poucos está se tornando uma solução com duplo benefício: deixa-se de gastar petróleo e produzem-se menos poluentes.

Em mais uma iniciativa desse tipo, a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) aprovou um financiamento não-reembolsável (que não precisa ser pago) de R$ 2,5 milhões para um projeto de reciclagem de óleo de cozinha que será coordenado pela Embrapa Agroenergia (Brasília/DF).

A proposta visa aproveitar de maneira inteligente o descarte dos restaurantes da Capital Federal. A eliminação do volume de óleo derramado ralo abaixo proporcionará redução de custos com o tratamento de água.

"A ideia desta reciclagem é retirar o produto do esgoto", explica o pesquisador José Dilcio Rocha, coordenador da proposta. Estima-se que, atualmente, quatro milhões de litros de óleo sejam consumidos por ano e despejados na rede do Distrito Federal, o que provoca entupimento no sistema e gastos com manutenção e produtos químicos de neutralização.

O investimento, além de um sistema de coleta integrado com bares e restaurantes, viabilizará a construção de uma fábrica-escola de biocombustível que, quando pronta, irá processar até cinco mil litros de óleo por dia.

Em média, as famílias brasileiras consomem de um a três litros do produto por mês. Caso fosse reaproveitado, este resíduo poderia gerar até 33 milhões de litros de combustível limpo.

Além desses benefícios, falar em biodiesel é pensar em uma atmosfera mais saudável. No ano passado, Brasília registrou o maior crescimento percentual da frota de carros e de motos do país. Em 2001, havia 521.337 carros registrados. Em outubro de 2009, foram 845.219 (62,1% a mais).

O projeto, ao transformar resíduo em um combustível biodegradável e livre de enxofre, também pode ajudar a reduzir a emissão de poluentes e, consequentemente, o aquecimento global.

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília são parceiros do projeto. Site Inovação Tecnologica

BIOCOMBUSTÍVEL DE CASCA DE FRUTAS

As cascas de frutas, sobretudo de laranja, e o papel jornal poderiam ser usados na produção de álcool combustível (etanol), revelou um estudo publicado nesta quinta-feira (18) pelo periódico "Plant Biotechnology Journal".

Esse tipo de combustível do futuro é mais limpo que o etanol derivado do milho, que, por sua vez, é menos poluente que a gasolina, segundo as pesquisas de Henry Daniell, cientista da Universidade Central da Flórida.

Segundo Daniell, com o álcool à base de frutas e papel, seria possível "proteger o ar e o ambiente das próximas gerações".

A tecnologia para a produção do combustível, desenvolvida com financiamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, utiliza uma combinação de enzimas para transformar as cascas de laranja e outros materiais residuais em açúcar, que é fermentado para sua conversão em etanol.

Esse álcool combustível, segundo o artigo publicado, produz menos gases estufa que a gasolina ou a energia elétrica. Como os resíduos usados no processo são abundantes, a produção do etanol de frutas e jornal não comprometeria a de alimentos nem provocaria um aumento nos preços destes.

Só na Flórida, segundo Daniell, seria possível produzir 200 milhões de galões (1 galão = 3,75 litros) de etanol a cada ano a partir de cascas de laranja.  O cientista esclarece que, apesar das conclusões do estudo, são necessárias mais pesquisas até o trabalho desenvolvido em laboratório chegar à indústria.

Outros cientistas que fazem pesquisas sobre biocombustíveis disseram que os resultados obtidos por Daniell são promissores. "Trata-se de uma grande conquista", declarou Mariam Sticklen, professora de ciências da Universidade de Michigan.

Em 2008, Sticklen recebeu um prêmio internacional pelo estudo sobre uma enzima do estômago das vacas que poderia ajudar a transformar a planta do milho em combustível. Folha de São Paulo

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

ASPARGO DO MAR PODE REVOLUCIONAR A AGRICULTURA NO ORIENTE MÉDIO

Um planta salgada e crocante, chamada aspargo do mar pelos chefes de cozinha, poderia revolucionar a agricultura do Oriente Médio, pois serve de alimento, forragem e combustível, e seu cultivo não exige uma única gota de água doce.

A salicornia – ou aspargo do mar – é uma planta suculenta que cresce com água doce ou salgada e que tradicionalmente é uma delícia servida em diversos pratos. Com o aumento dos preços da energia e maior preocupação com o aquecimento global, esta halófita, planta tolerante aos sais, começa a ser muito apreciada por suas outras propriedades.

As sementes de salicornia contêm 30% de seu peso em óleo, quase o dobro da soja, e podem ser colhidas e prensadas para extração e uso na cozinha ou para produzir combustível, que pode ser usado em aviões, segundo pesquisadores da Universidade do Arizona, dos Estados Unidos. Os 70% restantes da biomassa da semente da salicornia servem como alimento protéico para o gado. Os talos servem como forragem ou material de construção.

“A salicornia pode dar uma nova dimensão à agricultura”, insistiu Hassan el-Shaer, presidente da Sociedade Internacional para a Utilização de Halófitas (Ishu). “A planta pode ser cultivada intensivamente e irrigada em solo muito salino para a agricultura tradicional”, acrescentou. As consequências que esse tipo de cultivo trariam para o Oriente Médio são surpreendentes. Com espécies tolerantes aos sais, pode-se utilizar milhões de hectares de terras áridas e improdutivas e conservar os valiosos recursos de água doce, além de gerar recursos materiais e econômicos para as populações locais.

Entretanto, antes que isso seja uma realidade, deve-se testar sua viabilidade comercial. Até agora, os testes não tiveram bons resultados. A Companhia Árabe de Tecnologia de Água Salina (Behar) criou um projeto de 300 hectares na costa setentrional da Arábia Saudita em 1993, que consistiu em irrigar a salicornia com água do mar para produzir óleo vegetal e forragem. Além disso, implantou um cultivo experimental que utilizou a aquicultura para cultivo de salicornia e produção de camarões, peixes e sementes para extrair óleo e alimento para o gado.

As fazendas funcionaram vários anos, mas fecharam devido à pouca demanda que havia na época, disse o presidente da Behar, Adil Bushanak. Porém, nos últimos anos, a demanda aumentou porque os governos e o setor industrial buscam fontes de energia que liberem pouco dióxido de carbono e não disputem água e terras com os cultivos de alimentos. Há projetos comerciais, incluindo um que já está em operação no México, dedicados ao cultivo de salicornia como matéria-prima para produzir combustível destinado à aviação.

O Instituto Masdar de Ciência e Tecnologia, dos Emirados Árabes Unidos, a empresa UOP, da norte-americana Honeywell, e as empresas de aviação Boeing. dos Estados Unidos, e a Etihad, dos Emirados Árabes Unidos, estabeleceram um acordo, em janeiro, para um projeto de cultivo da salicornia nesse país do Golfo, a fim de produzir agrocombustível para aviões. A iniciativa compreende um ecossistema de lagoas com peixes, campos de salicornia e mangues.

“Todo o projeto é um sistema integrado onde os desperdícios de um processo se tornam insumos do outro”, disse Scott Kennedy, professor-adjunto do Instituto Masdar. “Os peixes e camarões cultivados em tanques produzem fertilizantes orgânicos para os cultivos de salicornia, irrigadas com água salgada. O que escorre desses campos nutrirá os mangues, que, por sua vez, serão o hábitat de pequenos peixes”, explicou. A aquicultura integrada com água do mar será aplicada de forma experimental numa área de 200 hectares de uma planície salgada perto de Abu Dhabi.

Espera-se que a produção comercial comece dentro de cinco anos, disse Kennedy à IPS. Será produzido combustível para aviões a partir do óleo de salicornia e as folhas serão usadas como forragem para o gado ou queimadas para gerar eletricidade. O principal aspecto do sistema integrado é que, ao menos na teoria, compensará as emissões de dióxido de carbono. “Os mangues são um reservatório permanente que sequestra dióxido de carbono. Armazenam o gás da atmosfera na medida em que crescem e compensam o que é gerado pela queima de agrocombustíveis”.

O Parque Tecnológico e Científico do Catar e as empresas petroleiras e de aviação desse país anunciaram projeto semelhante para desenvolver agrocombustíveis de forma “sustentável e viável do ponto de vista econômico” para a indústria da aviação. O grupo empresarial não informou qual será a matéria-prima empregada, mas estaria investigando o cultivo de salicornia. O presidente da Ishu espera que o interesse comercial pela salicornia para a produção de agrocombustíveis contribua para o desenvolvimento de regiões costeiras do Oriente Médio, onde não é viável a agricultura tradicional.

El-Saher também elaborou uma proposta para cultivo da halófita na península do Sinai, onde a salinidade do solo é um dos maiores obstáculos para a agricultura. “As camadas subterrâneas de água dessa região são muito salobras e não servem para o cultivo tradicional”, afirmou. “Explorar espécies como a salicornia permitirá que os beduínos da península do Sinai produzam óleo de cozinha ou para a indústria e a energia” a partir de produtos orgânicos, disse El-Saher. “Também poderão empregar os produtos secundários da extração do óleo para alimentar o gado, em lugar de levá-lo do Vale do Nilo, o que é muito mais caro”, acrescentou.

Inclusive, parte da colheita poderia ser exportada para a Europa, onde a salicornia, é uma delícia da alta gastronomia. Outros projetos semelhantes podem servir para reverdecer os desertos do mundo e melhorar a qualidade de vida de algumas das comunidades mais pobres, disse El-Saher. “A salicornia é um cultivo muito promissor. Realmente, é a esperança do mundo”, assegurou.

IPS/Envolverde

CRISTAIS SINTÉTICOS CAPAZES DE ABSORVER AS EMISSÕES DE DIÓXIDO DE CARBONO

Em um estudo publicado na Science, pesquisadores afirmam ter criado cristais sintéticos que são capazes de absorver as emissões de dióxido de carbono e que podem ser a base de uma nova técnica de CCS até 400% mais eficiente que as atuais.

“Nós pegamos partículas orgânicas e inorgânicas e as combinamos em um cristal sintético com um código de informação parecido com o DNA. Não que seja sofisticado como o DNA, mas com certeza é algo novo na ciência química e de materiais”, tentou explicar sua descoberta Omar M. Yaghi, membro do Instituto de Nano Ciências da Universidade da Califórnia (UCLA).

Parece complicado, mas simplificando o professor Yaghi e sua equipe desenvolveram um tipo de cristal que age como uma esponja e que poderá ser usado em projetos de captura e armazenamento de carbono (CCS). Uma contribuição que poderá ajudar a limpar fontes sujas de energia, como as termoelétricas a carvão. Segundo o estudo, a nova técnica pode ser até 400% mais eficiente do que os processos atuais

“Essa tecnologia também permitirá a transformação desse carbono capturado novamente em combustível ou ainda ser usada em processos variados como quebrar a molécula de água em hidrogênio. Assim, existem várias aplicações para ela em setores industriais e relacionados com energia”, afirmou Yaghi.

Ainda na década de 1990, Yaghi desenvolveu uma classe de materiais chamada de metal-organic frameworks (MOFs) – algo como estruturas metais-orgânicas -, a qual ele descreveu como cristais esponjas.

Depois de milhares de tentativas, a equipe da UCLA foi capaz de utilizar esses cristais para capturar gases que são difíceis de armazenar e transportar, incluindo o dióxido de carbono. O resultado está publicado na revista Science do dia 12 de fevereiro, sob o título Multiple Functional Groups of Varying Ratios in Metal-Organic Frameworks.

“Químicos e cientistas de materiais serão capazes agora de perguntar novas questões e tentar coisas nunca pensadas anteriormente. Também, esperamos que sejam desenvolvidas em breve novas ferramentas e técnicas para decifrar as estruturas dos cristais e explorar suas potencialidades”, concluiu Yaghi. http://www.cimm.com.br/

GOOGLE COMERCIALIZA, COMPRA E VENDE ELETRICIDADE

A Comissão Reguladora de Energia Federal (Ferc, na sigla em inglês) dos Estados Unidos autorizou o Google a comprar e vender eletricidade. A agência americana emitiu uma autorização à Google Energy LLC --subsidiária da empresa, que fez o pedido no início do ano-- na quinta-feira (18). Veja pdf em inglês com o documento.

Isto abre caminho para que a gigante das buscas na internet possa não apenas melhorar o gerenciamento de seus próprios custos de energia, como também entrar no mercado de eletricidade.  Assim, seria mais um produto oferecido pela empresa, além do recente celular Nexus One.

O documento especificamente dá o direito à Google Energy para "vender energia, capacidade, e serviços suplementares a taxas baseadas no mercado". No entanto, reconhece que a empresa não "possui ou controla qualquer instalação de geração ou transmissão de energia".

O site Mashable pondera: "Isto significa que o Google está para se tornar sua empresa fornecedora de energia? Não por enquanto."  Mas há essa possibilidade futura. Um porta-voz do Google disse ao site Cnet : "Não temos planos concretos. Queremos a capacidade de comprar e vender eletricidade no caso isso se torne parte de nosso portfólio."

Como nota o site, o Google expressou um desejo por acesso a quantidades maiores de energia renovável para ajudar a produzir a eletricidade consumida como parte de seu império das buscas na internet.  No entanto, é incomum que seja permitido a empresas a autoridade de comercializar eletricidade para gerenciar seus custos de energia.

Desde 2007, o Google visa cortar sua "pegada de carbono" em seus vários data centers. O mesmo porta-voz havia também dito: "Agora não conseguimos encontrar a preços razoáveis e em escala útil energia renovável em nossos mercados. Queremos comprar a energia renovável de mais alta qualidade e de melhor preço." Folha On Line

COLETA SELETIVA DE LIXO BENEFICIA CATADORES

O incentivo das prefeituras e a participação da sociedade para promover a coleta seletiva do lixo beneficiaria catadores de materiais recicláveis, geraria economia aos cofres públicos e reduziria riscos ambientais.

A avaliação foi feita pela bióloga Jandira Aureliano de Araújo, ex-aluna do mestrado em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Pernambuco.Ela acompanhou durante cerca de um ano a atividade de catadores da comunidade de São José do Coque, em Recife (PE), onde vivem aproximadamente 1,8 mil pessoas.

Segundo a pesquisadora, essa prática ainda não é suficientemente incentivada no Brasil. Ela acredita que se houvesse o descarte correto do lixo, com a separação do material molhado do seco, o orgânico do inorgânico, e principalmente o papel, o produto revendido pelos catadores teria seu valor comercial aumentado.

“As prefeituras economizariam com o transporte do lixo que sobraria, e a condição ambiental também teria ganhos, porque haveria redução dos casos de leptospirose, em função da proliferação dos roedores, e das enchentes, com o entupimento das galerias”, disse em entrevista à Agência Brasil.

De acordo com a bióloga, dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que apenas 2% do lixo produzido no país são de fato reciclados e que somente em 8% das cidades brasileiras existe algum tipo de coleta seletiva.

Outro problema enfrentado por esses trabalhadores é a falta de estrutura para fazer a triagem do material recolhido. Segundo Jandira, é comum os catadores levarem o que coletam para dentro de suas comunidades, expondo outros moradores a riscos de contaminação.

Jandira afirma que algumas prefeituras oferecem núcleos de triagem, mas os catadores reclamam que, em geral, não contam com condições adequadas e acabam tendo que fazer outras atividades, como lavar banheiro e cuidar da limpeza do local.
“Assim, preferem levar para suas comunidades e em seguida vender diretamente a depósitos, que têm o inconveniente de pagar menos pelo material”.

Dados do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis indicam que atualmente cerca de 230 mil pessoas trabalham como catadores de material reciclável no país.  Agência Brasi

LIXO ELETRÔNICO CRESCE A 40 MIL TONELADAS POR ANO, DIZ ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nesta segunda-feira (22) medidas urgentes contra o crescimento exponencial do lixo de origem eletrônica em países emergentes como o Brasil. Ela considera o fato um problema grave para o ambiente e a saúde pública.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) apresentou hoje na Indonésia um relatório sobre o tema. Nele, prevê sérias consequências ainda nesta década pelas montanhas de resíduos "perigosos" e "tóxicos" que se acumulam sem nenhum controle nas economias em desenvolvimento.

"Este documento ressalta a urgência de estabelecer um processo ambicioso e regulado de coleta e gestão adequada do lixo eletrônico", afirmou o alemão Achim Steiner, diretor-executivo do Pnuma e subsecretário da ONU.

Steiner explicou que Brasil, China, Índia e México serão os principais prejudicados pelo lixo e enfrentam "crescentes danos ambientais e problemas de saúde pública".
O estudo destaca, por tamanho, taxa de crescimento econômico e perspectivas, os casos da Índia e, sobretudo, China, o segundo maior produtor de lixo eletrônico do mundo (2,3 milhões de toneladas ao ano) atrás apenas dos Estados UnidosOs especialistas do Pnuma estimam que, até 2020, o volume de resíduos procedentes de computadores abandonados crescerá 500% na Índia em relação a 2007, e 400% na China e África do Sul.

Nesse mesmo ano, a quantidade de telefones celulares abandonados na Índia e na China seria 18 e 7 vezes maior que a atual, respectivamente, enquanto as televisões e geladeiras sem uso em ambos os países se multiplicariam por pelo menos dois. A China é um dos maiores lixões internacionais de resíduos de origem eletrônica, apesar de ter proibido a importação de tais produtos.

O relatório, intitulado "Reciclando - Do lixo eletrônico a recursos", aponta que a maioria dos eletrodomésticos e aparelhos comuns em casas e empresas contém dezenas de peças perigosas.

Admite também a dificuldade de enfrentar o desafio, devido à "complexidade" de desenvolver programas integrais de reciclagem em países em desenvolvimento e aos obstáculos que um sistema de transferência de tecnologia de nações industrializadas para emergentes encontraria.  No entanto, o Pnuma apresenta soluções que requerem a participação de toda a comunidade internacional.

"Temos que chegar às pessoas prejudicadas por esses produtos químicos e apresentar soluções aos líderes locais, nacionais e regionais que representem uma diferença", assinalou Donald Cooper, especialista em resíduos perigosos do Pnuma.


Nessa linha, a agência da ONU propõe a aplicação de novas tecnologias e mecanismos, além do estabelecimento de "centros de gestão de lixo eletrônico" nos países em desenvolvimento.

Brasil, Colômbia, México, Marrocos e África do Sul são citados como lugares com grande potencial de introduzir melhores tecnologias de reciclagem porque o "setor de lixo eletrônico informal seria relativamente pequeno".

O Pnuma adverte sobre a resistência apresentada pelo setor que até o momento lucrou com a gestão desses resíduos e dos problemas que surgiram em certas nações pela falta de infraestrutura.

O documento sugere enviar as peças especialmente perigosas, entre elas circuitos integrados e pilhas, a países industrializados com capacidade de processá-los adequadamente.

"O lixo de uma pessoa pode ser a matéria-prima de outra. O desafio dos resíduos eletrônicos representa um passo importante na transição a uma economia ecológica", afirmou Konrad Osterwalder, reitor da Universidade das Nações Unidas (UNU). Efe, em Nusa Dua (Indonésia)

ÓLEO DE BABAÇU BIOCOMBUSTIVEL PARA AVIÕES

A companhia de aviação British Airways fechou um acordo para a construção da primeira planta europeia de produção de biocombustível para aviões. Segundo o repórter da BBC Richard Scott, a unidade deverá ser capaz de produzir 60 milhões de litros de combustível para abastecer os jatos da empresa britânica a partir de 500 mil toneladas de lixo.

A planta começará a ser erguida em 2012 na zona leste de Londres pela empresa americana Solena Group e deverá entrar em operação daqui a quatro anos. Pelo acordo, o grupo americano custeará a construção, enquanto a British Airways se compromete a comprar toda a sua produção. Segundo a companhia, com esses 60 milhões de litros será possível abastecer apenas 2% dos voos que decolam do Heathrow, o principal aeroporto inglês.

Além de ser menos poluente, esse biocombustível é mais benéfico ao meio ambiente por reaproveitar o lixo comum. Normalmente, esse material permanece em aterros sanitários produzindo gás metano, um dos gases causadores do efeito estufa. A iniciativa da British Airways vem na esteira de outras medidas adotadas por empresas do setor.

Em fevereiro de 2008, a Virgin Atlantic Airways realizou um voo pioneiro à base de biocombustível entre Londres e Amsterdã. O Boeing 747 voou sem passageiros a bordo e teve um de seus quatro motores movido por um biocombustível produzido a partir de óleo de coco babaçu.

Desde então, diversos voos a partir de outros biocombustíveis experimentais vêm sendo realizados pelo projeto Combustível Sustentável para Aviação, uma iniciativa que inclui companhias aéreas, como a própria Virgin e a Continental Airlines, além de fabricantes de aeronaves como a Boeing.

Em um relatório divulgado em junho do ano passado, o grupo diz que seus biocombustíveis produzem 65% a 80% menos gás carbônico do que os combustíveis à base de petróleo.

"Todas as combinações utilizadas em voos teste atingiram ou mesmo superaram as expectativas de performance como combustível de avião", diz o relatório. "Para todos os voos experimentais, os biocombustíveis não demonstraram qualquer efeito adverso nas aeronaves", completa o texto BBC Brasil

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

BUDISMO E A NATUREZA

Ancião, de barba,  materializado na Catarata

Este pequeno artigo tem a intenção de lembrar a grande relação que o budismo estabelece com a natureza. Aqui, mais uma lembrança: a de que a nossa natureza, íntima e pessoal, é também composta de tudo o que é comum a todos os seres sencientes.

De acordo com Thoureau, a relação que estabelecemos com a natureza nada mais é senão um reflexo da relação que estabelecemos com o próximo. Para Thoureau, nada do que fazemos de diferente na natureza é eminentemente diferente do que provocamos no mundo. Estar no mundo em coerência com o que somos e o que acreditamos, na verdade, é sempre um desafio, e tal desafio não é diferente quando refletimos na busca espiritual os nossos valores mais profundos.

O Budismo nasceu em plena conexão com a natureza. A floresta de Boddhi Gaia, a árvore sob a qual se iluminou, são os elementos que compõe o ambiente de reflexão e de introspecção em que o Buda nasceu.

Se entendemos que a formação do Buda é igualmente um processo, em que a iluminação é formada, gerada a partir de circunstâncias especiais, então com certeza tais circunstâncias foram amplamente favorecidas pela proximidade com a natureza. Para comprovarmos isso, basta que nos transportemos para um bosque ou para uma floresta, e acompanhemos a percepção de paz e de tranqüilidade que a natureza nos proporciona. Se isso não é possível na prática, podemos até fechar os olhos e imaginar que estamos em um lugar repleto de verde, com cachoeiras e muita luz: apenas de imaginarmos, o nosso coração se acalma e a nossa mente fica mais clara.

A Iluminação do Buda Sakyamuni é um exemplo claro da importância do retorno às nossas raízes para que possamos nos fortalecer junto à Natureza e provocar mudanças positivas no nosso mundo e ao redor dele. No Japão, igualmente, a natureza sempre teve um lugar muito especial na cultura. Até hoje, os chamados Yamabushi, seguidores de uma prática secular de grande envolvimento com a natureza, percorrem trilhas ancestrais e fazem seus rituais em torno de lugares sagrados, tais como árvores, regatos e cachoeiras onde se banha sob uma torrente de água gelada.

O Budismo ancestral nos convida a preservar a natureza e não consumir carne de nenhuma espécie, o que significa que os recursos ambientais tem que ser preservados assim como um profundo respeito à vida. A Natureza ainda nos permite uma vivência espiritual intensa, e esta vivência nos alerta para o profundo significado do conceito budista de interdependência – e o Dalai Lama nos lembra que “Se nós explorarmos o meio ambiente de maneira extrema, hoje nós podemos ganhar algum benefício, mas a longo prazo nós sofreremos e outras gerações sofrerão. Assim quando o meio ambiente muda, as circunstâncias climáticas também mudam. Quando a mudança é dramática, estruturas econômicas e muitas outras coisas também mudam, ate mesmo nosso corpo físico. Assim você pode ver o grande efeito dessa mudança. Portanto, desse ponto de vista esta é não somente uma questão de nossa sobrevivência individual.” Portanto, a importância da natureza também está relacionada com a importância da nossa sobrevivência como espécie.

Nas nossas cidades, pouco valor tem se dado não apenas à preservação ambiental como à convivência saudável com a Natureza. No nosso mundo, gastamos mais tempo em shoppings centers, onde o escasso tempo livre é apropriado pelo consumismo desenfreado, do que convivendo e aprendendo com o meio ambiente. As cidades brasileiras, em particular, se desenvolvem dando as costas para o seu entorno natural, confirmando o olhar ganancioso e a estreiteza de visão dos especuladores e dos planejadores urbanos.

Nossas atitudes diárias, no entanto, podem fazer grande diferença em prol de um maior equilíbrio como budistas e seres humanos. O respeito à natureza deve seguir à ordem natural de respeito ao próximo, lembrando que somos, muito, resultados das nossas ações, todos os diasviveraterra.nireblog.co

domingo, 21 de fevereiro de 2010

MESTRE SAINT GERMAIN AS CIDADES SUBMERSAS DA AMAZÔNIA

Enquanto arqueólogos fazem novas descobertas sobre antigas civilizações, cresce o interesse pelas visões do Mestre Saint Germain sobre supostas cidades amazônicas ligadas à Atlântida.

Com uma série de descobertas recentes sobre antigas civilizações na Amazônia, voltaram à baila antigas visões atribuídas a Mestre Saint Germain, segundo as quais teria havido uma ramificação da Atlântida na Amazônia – as lendárias Cidades Submersas.

Segundo as visões, haveria um monte referente à ponta de obelisco de 18 metros com apenas três acima do solo. Aquele, segundo Mestre Saint Germain, seria “o ponto mais elevado de uma importante cidade que foi sepultada durante o último cataclisma, por ocasião da submersão da Atlântida. O obelisco seria feito de “metal imperecível”, estando coberto de hieróglifos atlantes. “A cidade, originariamente, foi construída a 16 quilômetros da margem do rio, mas na ocasião em que foi submersa, a embocadura do rio se alargou muitos quilômetros”.

Levando um discípulo, elevou-se ao espaço “acompanhando o curso do rio Amazonas até o ponto situado a 56 graus de longitude Oeste”. Dali, a um ponto 70 graus Oeste: “O local que ele indicou abrangia o Amazonas entre esses dois pontos e também dois de seus principais afluentes”, detalhou o discípulo.

“Esta civilização desenvolveu-se durante o período compreendido entre 12 mil e 14 mil anos passados”. Ficaria no trecho que vai desde onde o rio Madeira desemboca no Amazonas, até um ponto a Oeste onde o Amazonas toca a Colômbia e o Peru. “Há 13 mil anos, o Amazonas era represado em grandes diques de pedra. Toda a região que o cercava permanecia a uma altitude de 1.500 metros, no mínimo, e em lugar do clima tropical de hoje, prevalecia uma temperatura semitropical durante todo o ano”.

Até grande distância dessa localidade, a região era constituída por uma planura ou platô. Perto da foz do Amazonas havia belas e grandiosas quedas de água. A cidade onde se achava o obelisco foi construída entre essas quedas e a costa marítima, cerca de 16 km ao sul do rio. Havia grandes répteis e animais ferozes nas proximidades do rio Orenoco, mais para o Norte. Esse povo estava em contato direto com todas as partes do mundo, por meio de maravilhosa navegação aérea, produzida para seu uso. Toda luz, calor e força eram extraídos diretamente da Atmosfera.

Nos arredores do rio Madeira, o local de uma antiga cidade, a capital do império e o lugar mais importante na civilização daquele período”. Segundo o discípulo, a cidade se tornou claramente visível.

“Prosseguimos até uma curta distância”, relatou o discípulo, “e paramos num lugar onde havia uma grande laje estendida no chão”. Tendo Mestre Saint Germain focalizado seu poder sobre ela, a pedra elevou-se da terra e deslocou-se para o lado, descobrindo uma abertura com degraus que conduziam para baixo. “Descemos cerca de doze metros e chegamos a uma porta lacrada. Ele passou ligeiramente a mão sobre a porta, que se deslacrou revelando certos hieróglifos”.

Em uma porta, os hieróglifos diziam: “Templo vivo de Deus para o homem”.Aberta a porta, entraram numa sala onde havia caixas com folhas de ouro nos quais foram escritos com estiletes os anais dessa civilização. Através de uma passagem secreta ligando quatro pequenas salas encontraram vasos cheios de jóias pertencentes ao templo.

A quarta sala continha sete diferentes tipos de caixa que continham os instrumentos receptores e transmissores de “energia extraída do Universo para iluminação, aquecimento e força propulsora”. Nada que dependesse de petróleo, portanto.

A ciência, o que diz? Que uma vasta região na Amazônia foi o centro de cidades antigas nas quais cerca de 50 mil pessoas viviam, de acordo com a descoberta feita com imagens de satélites por cientistas, publicou a revista Science de agosto passado. Em meio a frequentes descobertas ocorridas na Amazônia, o interesse pelas visões de Mestre Saint Germain vai crescendo à medida que as pesquisas arqueológicas prosseguem.

“Pouco antes de ser soterrada, a cidade havia alcançado o pináculo da glória”, diz o relato. “O Grande Mestre Cósmico responsável por tudo aquilo apareceu no Império pela última vez. Chegou para dar aviso de um desastre iminente – súbito e completo – e teria salvo seus habitantes se estes lhe houvessem dado atenção”. Novamente chegamos ao mito da Arca de Noé, comum a várias civilizações.

A maioria ignorou o aviso, mas “o imperador e os espiritualmente mais adiantados deixaram o Império e chegaram a um lugar na parte oeste dos Estados Unidos da América, onde permaneceram em segurança até operar-se a transformação”.

Ao aproximar-se do fim do quinto ano, ao meio dia, “o sol escureceu e um pavor imenso tomou conta da própria atmosfera” e “ao anoitecer, medonhos terremotos sacudiram o solo e demoliram edifícios num caos inacreditável”. A terra que hoje é a América do Sul perdeu o equilibrou e rolou para Leste, “submergindo de 48 metros toda a Costa Oriental”.

Mais tarde, diz o relato, “foi se endireitando gradualmente até chegar a 18 metros de sua posição original em que hoje se encontra”. O rio Amazonas tinha cerca de 29 quilômetros de largura e era mais fundo, sendo navegável de um extremo ao outro, fluindo de onde é agora o lago Titicaca, no Peru, para o oceano Atlântico.

Haveria ainda uma cidade subterrânea perto do rio Juruá, que seria a segunda cidade em importância do império. Esta cidade era “a sede das operações comerciais e governamentais, ligadas ao bem estar material da população, bem como o tesouro nacional, as atividades governamentais, experimentais de ciência e pesquisa”. 
E a segurança pública? “Não havia necessidade de polícia ou organização militar de espécie alguma, em virtude do método pelo qual o povo era relembrado da Lei e do maravilhoso poder sustentador que era irradiado, tornando-o apto a prestar obediência a ela”.

Ali, Mestre Saint Germain mostrou tesouros fantásticos, como potes e vasos cheios de pedras preciosas não lapidadas de todas as espécies. Em outra sala, os vasos continham lâminas de ouro delgadas, nas quais estão gravadas fórmulas e os processos secretos usados no período, como aparelhos para gravar ouro, para cortar e polir pedras preciosas. “Havia nessa sala grande quantidade de pepitas de ouro nativo; ouro em pó e em lingotes, pesando entre três e quatro quilos cada um”.

Mestre Saint Germain então disse: “É absolutamente impossível liberar para a massa da humanidade a fabulosa riqueza que vedes diante de vós, porque o egoísmo que ora impera no mundo comercial tornaria o cúmulo da loucura deixar a humanidade desperdiçar mais dons da natureza do que já desperdiça”.

A cidade submersa próxima ao rio Madeira, que na visão do Mestre Saint Germain teria sido a capital do império e o lugar mais importante da civilização na época – algo como Nova Iorque, hoje – era “construída em uma série de círculos, de cujo centro partiam as ruas comerciais, como raios cubo de uma roda”.

“Os círculos externos eram avenidas de passeio, construídas de cinco em cinco quilômetros. Havia sete dessas avenidas, perfazendo a cidade setenta e quatro quilômetros de diâmetro, compreendendo o círculo central. Assim, as atividades comerciais não interferiam na beleza e conveniência das avenidas”. A Cidade era construída em círculos. O primeiro círculo interior, diz a narrativa, tinha cerca de seis quilômetros de diâmetro e dentro dele estavam situados os edifícios governamentais de todo o império: “As ruas eram todas belamente pavimentadas e construídas a uma distância de quarenta e cinco a sessenta centímetros abaixo dos edifícios e terrenos adjacentes. Eram irrigadas todas as manhãs e lavadas com perfeição, antes de começarem as atividades diárias”.

Um aspecto da arquitetura da cidade, milênios antes de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, consistia em que os últimos andares de quase todos os edifícios, especialmente residências, eram construídos com abóbadas ajustáveis: “Podiam ser fechadas e abertas à vontade, porquanto eram construídas em quatro seções, e dispostas de tal modo que podiam convir tanto para dormir como para fins de divertimento”.

Como Washington, a capital do império atlante na Amazônia tinha um capitólio, os 
olhos das pessoas “eram do mais belo azul-violeta, muito límpidos e brilhantes, exprimindo grande e tranquila inteligência”, “uma raça inteira de gente de cabelos dourados e bela tez branca rosada”.

Havia um governante, que se chamava Casimir Poseidon: “Seus fartos cabelos dourados pendiam-lhe sobre os ombros. O manto real era feito de material que parecia veludo de seda cor violeta, guarnecido de ouro. Sob o manto, uma roupa justa cujo tecido era de ouro flexível. A coroa consistia numa simples fita, também de ouro, com um enorme diamante no meio da testa”. Também não foge à visão do Mestre Saint Germain a causa da destruição da Atlântida e de outros impérios.

“Toda vez que qualquer governo, ou o próprio povo, começa a derivar para os caminhos da devassidão, de tal modo que a injustiça e o mau uso da Vida tornam-se hábitos, quer dos administradores, quer do povo, a desintegração sobrevém continua até que eles, ou voltam às Leis Fundamentais de Equilíbrio e Pureza, ou são esmagados por sua própria discórdia, para que o Equilíbrio possa ser restabelecido – e uma Nova Era se inicie”.
Revista Momento Brasil

GEOGLIFOS NA AMAZÔNIA

GEOGLIFOS NA AMAZONIA/ACRE

Elas passaram séculos escondidas pela floresta. Agora, com o desmatamento para a criação de gado, estão aparecendo cada vez mais. Os geoglifos são formas perfeitas escavadas no solo, espalhadas pelo extremo oeste da Amazônia.

Serão vestígios de uma sociedade desconhecida? Ou restos do lendário reino de Eldorado, com que tantos exploradores sonharam?

Segundo o paleontólogo Alceu Ranzi, da Universidade Federal do Acre, os geoglifos formavam um grande sistema que se estendia por centenas de quilômetros nessa região da Amazônia. Ranzi fazia parte da equipe que descobriu os desenhos, em 1977. Mas foi só nos últimos tempos que o número de achados disparou, graças a fotos de satélite disponíveis na internet. Já são quase 300 geoglifos - de alguns, os pesquisadores nunca chegaram perto.

Apesar do nome, Boca do Acre fica no Amazonas. É para lá que foi a equipe de reportagem do Fantástico, para ver de perto alguns geoglifos que até então só haviam sido observados pelo pesquisadores por imagens de satélite.

Em pouco tempo de voo é possível ver as formas - algumas bem nítidas, outras parcialmente encobertas pela mata. "quadrados, círculos, octógonos,hexágonos ..."
cita Ranzi.

Para Jacob Queiroz, 93 anos, dono de terras onde existem algumas figuras, elas não podem ser simples obras da natureza. "Isso aqui foi gente que fez. Trabalho de engenheiro", comenta" .Dentro de um dos canais que forma as figuras, é possível ver que a terra foi escavada e cuidadosamente empilhada do lado de fora. Por isso, chegou-se a pensar que as valas seriam trincheiras da revolução acriana, a revolta do início do século 20 contra a dominação da Bolívia no território.  Mas a teoria das trincheiras está fora de cogitação. As análises geológicas publicadas mostram que os geoglifos são muito mais antigos: do século 13.

Outra questão intrigante é como os habitantes daquela época conseguiram fazer isso dentro de uma floresta densa. "Imagino que essa região da Amazônia devia estar passando por um problema climático", diz Ranzi. Os cientistas têm uma hipótese: na época da construção dos geoglifos, a Amazônia pode ter passado por uma seca muito forte, que transformou a floresta numa imensa savana, parecida com o cerrado brasileiro.

Falta ainda a principal peça do quebra-cabeça: que tipo de sociedade projetou esses monumentos? Certamente devia ter um certo grau de organização para elaborar esses monumentos. As principais teorias sobre os povos que viviam nesta região antes de o Brasil ser descoberto dizem que esses povos jamais teriam tamanha sofisticação, eram nômades, ou seja, não passavam muito tempo no mesmo lugar.

Para Jacó Piccoli, antropólogo da Universidade Federal do Acre, é possível que haja uma relação estreita com os antepassados dos índios atuais. "Mas podem ter sido também outras populações que habitaram a região", pondera. É difícil estabelecer uma origem clara para os geoglifos, porque não se encontram pistas nas tradições dos índios que vivem hoje na região.

Na falta de respostas, os moradores abraçam o sobrenatural. Seu Jacob conta que, estranhamente, as valas nunca alagam quando chove e que, do chão, sobe uma espécie de zumbido. "Uuuuuu.... que nem uma abelhal", conta.  Também não faltam suposições delirantes, como, por exemplo, que os geoglifos seriam marcas deixadas por extraterrestres.

Quando olham para a imensidão da floresta amazônica preservada, os cientistas ficam imaginando quantos geoglifos, quantos desenhos geométricos estão escondidos debaixo das árvores. Eles estimam que nem 10% deles tenham sido revelados.
Globo Amazônia

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

AMAZÔNIA SANTO GRAAL UNIVERSAL

A Amazônia é uma região-espelho, de Poderes e Forças Celestes. Sua exuberante e rica biodiversidade e sua intrincada malha fluvial são imagens vivas do Cosmos cifradas em sua natureza. Em razão disso, uma vasta aura mítica, mística, histórica, política e econômica a envolve. A cobiça internacional que na realidade é fundamentada em sua real função no Planeta Terra, conhecida por poucos, transcende a esfera geográfica para se inserir no espaço cósmico. A Amazônia cosmicamente é conhecida como o Santo Graal Universal.

Às vésperas do cataclisma que destruiu a Atlântida, os Sábios e Sacerdotes daquela civilização, seres dotados de elevados níveis de consciência, perceberam a necessidade de preservar o enorme acervo de Conhecimento existente, para que as gerações futuras pudessem retomá-lo quando as condições assim o permitissem. Por esse motivo, inúmeros Guardiões desse Conhecimento deixaram aquele Continente antes do desfecho das previsões, dirigindo-se aos diversos rincões do Planeta Terra onde, sabiam eles, esse tesouro poderia ser preservado e posteriormente usufruído.

Várias Civilizações e povos surgiram então no Planeta Terra, como que do nada, todos possuindo surpreendentes conhecimentos das ciências, artes e arquitetura, incompatíveis com a sua época e cujos vestígios, ainda hoje, podem ser percebidos e reconhecidos.

O país é um ente espiritual superior, assim como o são um lar, uma empresa, um planeta e a galáxia, formado pelos  que ali habitam e dos quais vai herdar caráter e qualidades de alma daquela civilização. .

Cabe ao Brasil  ser o país mediador internacional e intergaláctico.  Na Amazônia, em solo brasileiro, o chamado Governo de Agartha, o Governo do Rei do Mundo está diretamente vinculado ao Governo do Império Supremo.