sexta-feira, 20 de julho de 2012

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Garrafas Pet viram aquecedor solar
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A maior transformação acontece fora da ONU
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O verde avança nas empresas

segunda-feira, 16 de julho de 2012

MAIOR TRANSFORMAÇÃO ACONTECE FORA DA ONU

"É necessário reconhecer que o documento reflete pouca ambição, mas que foi um passo a frente. É um “chão” para que os países possam construir uma estrutura própria capaz de estimular o desenvolvimento sustentável considerando suas características regionais. A sustentabilidade é uma questão irreversível, um caminho sem volta".

Principal articuladora do setor privado brasileiro no processo da Rio+20, a presidente-executiva do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Marina Grossi, sai da conferência satisfeita com a participação mais ativa dos 'Major Groups', nos quais as empresas estão incluídas. Em relação a resultados, sua preocupação é ampliar o horizonte de análise para além do documento oficial. "A maior transformação acontece fora do ambiente da ONU. As empresas e também as cidades deram exemplos claros disso, ao apresentarem propostas concretas para o desenvolvimento sustentável", disse.

Marina atuou nas negociações do Protocolo de Kyoto, representou o G77 mais China na área de Mecanismo Financeiro, foi assessora do Ministério da Ciência e Tecnologia e fundou a Fábrica Éthica Brasil onde lançou a iniciativa “Carbon Disclosure Project”. Depois, como coordenadora da Câmara do Clima no Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), ajudou a trazer para o Brasil o “GHG Protocolo”, a ferramenta mais usada para medir as emissões de gases de efeito estufa. Na sexta-feira, após o encerramento da Rio+20, ela falou ao site de VEJA.

Qual é o seu balanço da Rio+20? Representa o marco histórico indicado por Ban Ki-moon?

Marina Grossi – Ainda pode demorar alguns meses para avaliarmos o real impacto de uma Conferência do porte da Rio+20. Além do documento oficial, centenas de acordos e compromissos foram firmados. A Rio+20 é um marco histórico no processo adotado pela ONU e pelo governo brasileiro. Foi a primeira vez que as Nações Unidas buscaram uma participação ativa dos “Major Groups”, nos quais as empresas estão incluídas. Ficamos satisfeitos com essa tentativa e desejamos que o processo seja aprimorado e fortalecido no futuro.

A conferência chegou a ser acusada de se tornar uma grande rodada de business com clara influência do setor privado, por causa do tema-chave original, economia verde. Ao final, o setor privado foi parcamente privilegiado na declaração política e seu principal fórum de interesse (Global Compact) não teve maior destaque. Em sua avaliação, por que isso aconteceu?

Marina Grossi – O fato de a Economia Verde ser o tema da Rio+20 já tem um simbolismo muito forte. Se compararmos com 20 anos atrás, o reconhecimento do setor privado hoje é muito maior. Mas a maior transformação acontece fora do ambiente da ONU. As empresas e também as cidades deram exemplos claros disso, ao apresentarem propostas concretas para o desenvolvimento sustentável. No dia 22/06, por exemplo, o CEBDS apresentou o documento Visão Brasil 2050 – Uma nova agenda de negócios para o país, que tem o propósito de apresentar uma visão de futuro sustentável e qual o caminho possível para alcançá-lo. É um ponto de partida que pretende ser a base para o planejamento estratégico das empresas brasileiras. É também a contribuição do setor empresarial para a sociedade brasileira na busca da efetiva implantação do desenvolvimento sustentável. Independentemente disso, penso que é possível ampliar a participação do setor privado nos processos decisórios das Conferências da ONU.

O que ficou fora da declaração política e que prejudica a atuação das empresas em prol do desenvolvimento sustentável?

Marina Grossi – Inicialmente, é preciso reconhecer o esforço e o mérito do governo brasileiro para conquistar o consenso. Dentro do ambiente da ONU, com quase 200 países defendendo interesses próprios, esse é um desafio hercúleo, que a diplomacia brasileira soube administrar. Por outro lado, também é necessário reconhecer que o documento reflete pouca ambição, mas que foi um passo a frente. É um “chão” para que os países possam construir uma estrutura própria capaz de estimular o desenvolvimento sustentável considerando suas características regionais. A sustentabilidade é uma questão irreversível, um caminho sem volta. O fato é que temos um documento aprovado por todos os países e que inclui assuntos importantes como os objetivos do desenvolvimento sustentável, capital natural, consumo sustentável e os oceanos. Por outro lado, gostaríamos de ter visto um posicionamento mais enfático sobre transparência (relatórios de sustentabilidade), inclusão de externalidades, direcionamento de incentivos e taxas para economia verde e fortalecimento de parcerias público-privadas.

Como o setor privado considerou a atuação dos diferentes países na Rio+20? Quem emperrou mais, quem impulsionou? E a postura brasileira, como foi avaliada?

Marina Grossi – Cada país tem uma agenda específica; dependendo da questão, impulsiona ou emperra a negociação. O modelo da ONU de consenso entre 193 países, sendo que todos têm poder de veto, torna as negociações demoradas e complexas. O Brasil logrou um consenso, mas, para isso, como disse a presidente Dilma Rousseff, foi necessário recuar em diversos pontos. O setor privado entende o documento como um ponto de partida, estamos prontos para utilizar o “Futuro que Queremos” como tal no âmbito nacional. Trabalharemos com o governo para assegurar que a implantação seja bem sucedida e para que alcancemos a escala necessária para os desafios presentes e futuros.

As futuras metas de desenvolvimento sustentável são consideradas factíveis pelas empresas ou apenas mais um exercício de retórica da ONU?

Marina Grossi – As futuras metas para o desenvolvimento sustentável são importantíssimas para o alinhamento de todos os atores. Inclusive, o documento do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), o “Changing Pace”, lançado na Rio+20 aponta a definição de metas como o primeiro passo para alcançar o desenvolvimento sustentável. Apesar de globalmente ainda termos muito a fazer para alcançar os Objetivos do Milênio, foram redirecionadas ações de governos, sociedade civil e empresas, promovendo sinergias monitoráveis.

veja.abril.com.br

domingo, 15 de julho de 2012

O VERDE AVANÇA NAS EMPRESAS

Richard Branson (à dir.) debate com Kumi Naidoo,
diretor do Greenpeace, e a atriz Kucy Lawless.

As exaustivas e inoperantes negociações entre diplomatas e chefes de Estado, na Rio+20, realizada no Riocentro, no Rio de Janeiro, terminaram sem motivos para comemorações. Mas, enquanto o documento oficial da conferência das Nações Unidas não trouxe avanços, nem metas concretas de redução das emissões que determinam o aquecimento global, boas notícias vieram dos eventos do setor privado. Centenas de empresas aproveitaram o para anunciar passos concretos no sentido de tornar seus negócios mais sustentáveis, mediante a celebração de compromissos voluntários. A chamada “economia verde”, apesar de novidade nos textos oficiais, já está se tornando realidade.

Não apenas nos gigantescos números de investimentos em energia renovável, mas também na mudança de modelos de negócio e práticas em diversas companhias. “Temos que trabalhar mais porque os governos não cumprem sua parte”, afirmou o bilionário britânico Richard Branson, dono do grupo Virgin. Isso já ocorre em diversas áreas, inclusive na indústria automobilística, uma das vilãs de emissões de gases. A alemã BMW, por exemplo, que já vende modelos híbridos, deve lançar no ano que vem sua primeira linha de carros totalmente elétricos, a BMWi, que terá os modelos i3 (compacto) e i8 (esportivo). A companhia trouxe para demonstração na Rio+20 o Mini Cooper elétrico, que vem sendo testado há dois anos com 600 consumidores em todo mundo.

A última fábrica construída pela BMW, em Tiexi, na China, utiliza 50% menos energia do que a média das outras unidades industriais. A companhia já se prepara para um futuro de mais restrições à circulação de automóveis, não apenas por emissões, mas também pelo trânsito. Alguns de seus serviços na Europa até estimulam a redução do uso de seus carros. “Se a BMW quiser continuar existindo por mais 100 anos, vai se transformar numa empresa de mobilidade e não apenas de automóveis”, afirma o vice-presidente de estratégia corporativa da montadora, Rainer Feurer. Em Berlim e Dusseldorf, por exemplo, o projeto “Drive Now” permite que motoristas aluguem BMWs apenas por algumas horas.

O serviço “connected drive”, que orienta os motoristas de carros da marca, pode recomendar, dependendo do trânsito, que o cliente estacione o carro e vá de trem ao seu destino. Num evento paralelo à Rio+20, um grupo de 226 empresas da seção brasileira do Pacto Global – grupo das Nações Unidas para o avanço de práticas sustentáveis, que reúne sete mil empresas de 135 países – anunciou compromissos em favor da economia verde. Apesar de genérico, o texto traz a promessa das empresas de definir metas de sustentabilidade e relatar seu progresso, além de pressionar os governos por legislação favorável à sustentabilidade. Para Carlos Fadigas, presidente da Braskem, uma das signatárias, o Brasil pode ser um dos líderes da economia verde no mundo.

A petroquímica do grupo baiano Odebrecht reduziu, nos últimos três anos, a emissão de gás carbônico em 12%, e a geração de efluentes, em 36%, desde 2004. Segundo Fadigas, os produtos sustentáveis poderiam ser incentivados pelo governo com redução tributária. “Uma diferenciação para produtos sustentáveis estimularia as empresas a investir em produtos como o bioplástico”, afirma o executivo. A Braskem produz 200 mil toneladas anuais de plástico derivado da cana-de-açúcar, um percentual ainda modesto diante de sua produção total de 16 milhões de toneladas de resinas. Assinaram o compromisso brasileiro companhias energéticas como Neoenergia, Chesf , Eletrobras e Itaipu, além de grupos como BRFoods, Whirpool, Votorantim, Santander e Pão de Açúcar.

A fabricante de pneus Pirelli comprometeu-se a medir o rastro total de carbono (carbon footprint) no ciclo de vida completo de um pneu da marca, o Cinturato P7, produzido em sua fábrica de Campinas. Além de extrair sílica para a fabricação de pneus da casca de arroz, com impacto ambiental menor que o tradicional, a empresa estuda usar energia solar na produção. “Precisamos ser pioneiros e não esperar exigências oficiais para implantar práticas de sustentabilidade”, afirma o diretor de sustentabilidade da Pirelli, Filippo Bettini, para quem os problemas relacionados com a crise dificultaram o desempenho dos governos dos países desenvolvidos.

Segundo Bettini, a Pirelli se comprometeu a reduzir globalmente sua emissão de gás carbônico em 15%, até 2015, e o consumo de água em 70%, em relação aos níveis de 2009. No evento de responsabilidade corporativa no Rio de Janeiro, que contou com a participação de quase três mil executivos, outro compromisso foi anunciado por 45 multinacionais: criar metas para economia de água em suas operações, e contribuir para reduzir a crise de suprimento em várias regiões do planeta. Cerca de 800 milhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a água potável de boa qualidade. Entre as empresas signatárias estão a AB Inbev, Unilever, Coca-Cola e Stora Enso. Várias delas anunciaram redução no consumo de água, no ano passado, como a AB Inbev (8,2%) e Carlsberg (5,6%).

A Coca-Cola promete que até 2020 suas operações terão um impacto neutro. Pressões pelo lado financeiro, como a promovida por bancos e bolsas de valores, também podem ajudar as empresas a adotar critérios sustentáveis. O presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, afirma que, em até dois anos, a bolsa brasileira exigirá a publicação de relatórios de responsabilidade social de empresas interessadas em listar suas ações no Novo Mercado. Hoje, apenas 20% das empresas listadas na Bovespa publicam esse tipo de relatório. O presidente da Bovespa é favorável a que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão regulador do mercado de capitais, exija a publicação. “É preciso dar prioridade a essa questão e transformar boas práticas em obrigação”, afirma Pinto.

Tatiana Bautzer enviada especial ao Rio
Revista Isto È Dinheiro

sexta-feira, 13 de julho de 2012

TEMPLO BUDISTA CONSTRUIDO COM 1,5 MILHÃO DE GARRAFAS DE CERVEJA


Na Tailândia, monges da província de Sisaket, que fica próxima a Bangkok, construíram com as próprias mãos o templo onde vivem, utilizando apenas garrafas usadas de cerveja! A coleta do material começou há 27 anos, mas os religiosos só iniciaram a construção quando juntaram algumas centenas de garrafas, necessárias para construir a torre principal do templo.

Hoje, o Wat Pa Maha Chedi Kaew, também conhecido como “Templo de Um Milhão de Garrafas”, possui salas de oração, acomodações para os monges e até banheiros para os turistas, construídos apenas com as garrafas de vidro – e cimento, para garantir a sustentação das paredes.

Além de coletar os vasilhames, os monges também vão atrás das tampinhas das garrafas, que são utilizadas para produzir os mosaicos com imagens de Buda que decoram as paredes do templo tailandês.

Wat Pa Maha Chedi Kaew virou atração turística no país e quem vai ao lugar para conhecer a edificação tem um dever: levar algumas garrafas de cerveja vazias, para garantir a ampliação do templo.

Revista Super Interessante

GARRAFAS PET VIRAM VASSOURAS

20 garrafas de refrigerante de plástico PET de 2 litros cabo de vassoura, tesoura, estilete, furador, arame, martelo, pregos
Retire o rótulo da garrafa.
Retire o fundo da garrafa, cortando com o estilete.
Faça cortes na garrafa até a parte mais arredondada
A garrafa vai ficar com tirinhas de cerca de 0,5 cm,
Retire o gargalo com a tesoura
Faça 18 peças sem gargalo e deixe uma com o gargalo
Encaixe as peças sem gargalo, uma a uma, por cima
da peça com gargalo. Está pronta a base da vassoura
Corte a parte superior de outra garrafa e
encaixe por cima da base da vassoura
Faça dois furos e encaixe o arame,
atravessando todas as camadas de garrafas
Puxe o arame até o outro lado e torça as pontas para arrematar
Fixe as peças com o auxílio de  dois pregos
Está pronta sua vassoura.
E pode acreditar, ela varre de verdade!

Luca enviou esta Mensagem

GARRAFAS PET VIRAM AQUECEDOR SOLAR

Luca enviou esta Mensagem

REFORMA DO CÓDIGO PENAL LEI DE CRIMES AMBIENTAIS


A comissão de reforma do Código Penal aprovou proposta que aumenta penas para crimes contra o meio ambiente, entre eles os maus-tratos a animais. Nessa linha, criminalizou o abandono e definiu que os maus-tratos podem render prisão de até seis anos, caso a conduta resulte na morte do animal. O tema foi o que mais mobilizou a população a contribuir com os juristas por meio de sugestões por meio dos canais oferecidos pelo Senado. Para o Presidente da comissão, Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp, a incorporação da legislação ambiental no Código Penal, que será o centro do sistema penal brasileiro, representa um grande avanço. “Está se dando aos crimes ambientais a dignidade penal que eles merecem”. O Ministro Dipp avaliou que o aumento das penas é necessário e que a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) a cabou sendo aperfeiçoada pela comissão. “O aumento de pena não é suficiente para atemorizar quem pratica um crime ambiental, mas a lei ambiental estava defasada neste ponto”. Os juristas tiveram o cuidado de preservar praticamente todas as conquistas da Lei de Crimes Ambientais, de 1998. O aumento das penas faz com que a maioria das condutas saiam da competência do
juizado especial, que julga crimes cuja pena máxima é de até dois
anos. De acordo com a proposta, “abandonar, em qualquer espaço público ou privado, animal doméstico, domesticado, silvestre, exótico, ou em rota migratória, do qual detém a propriedade, posse ou guarda, ou que está sob guarda, vigilância ou autoridade”, deixa de ser contravenção e passa a ser considerado crime. A pena será de um a quatro anos e multa.

Newsletter Jurídica Edição nº 2947 de 29.05.2012
SÍNTESE. Uma empresa do Grupo IOB