sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ALLAN KARDEC A ECOLOGIA ESPIRITUAL

Hippolyte Léon Denizard Ribail, natural de Lyon, na França, cumpriu perfeitamente a missão a que foi predestinado, durante os 65 anos em que viveu na Terra. Mais. Foi responsável por uma grande transformação espiritual na humanidade, baseado em um estudo aprofundado dos fenômenos espíritas e sua relação com o mundo, a natureza, Deus e nós, homens e mulheres.

Mais conhecido como Allan Kardec, nasceu em uma família de magistrados e advogados, apesar de, desde jovem, sentir-se atraído pelo estudo das ciências e da filosofia. Kardec foi um católico criado em um país protestante. E, por causa disso, suportou a intolerância, em seus mais variados níveis, e passou a nutrir a idéia de que uma nova reforma religiosa seria necessária.

Durante anos, estudou com o intuito de buscar a unificação de todas as crenças. E o Espiritismo foi, conseqüentemente, um norte para esta busca. Antes disso, foi membro de sociedades sábias, fundou cursos gratuitos de química, física, anatomia, astronomia e sempre esteve preocupado com os sistemas de educação.

Focou-se nas manifestações espíritas em 1855, quando se entregou definitivamente a observá-las e deduzir suas conseqüências filosóficas. Foi o Espiritismo que lhe popularizou o nome de Allan Kardec. Dois anos mais tarde, lançou o “Livro dos Espíritos”, referente à parte filosófica do Espiritismo, que encerrava de vez a doutrina como refúgio da superstição e a fortalecia por sua essência e princípios que explicavam as anomalias da vida humana, suas irregularidades intelectuais, morais e sociais. E, de forma, inédita, trouxe um olhar mais humano e respeitoso às manifestações espíritas, à igualdade dos homens perante Deus e deixando a fraternidade, a liberdade e a solidariedade universal como o caminho mais sábio para atingir a plenitude.

Para celebrar os 150 anos do Espiritismo, completados em 2007, a JB Ecológico destacou alguns trechos do “Livro dos Espíritos”, que ganhou uma edição comemorativa da Federação Espírita Brasileira (FEB), com tradução de Evandro Noleto Bezerra. Confira:

- “As belezas naturais são tão diferentes que estamos longe de as conhecer. Os Espíritos são sensíveis a essas belezas, segundo as aptidões que tenham para as apreciar e compreender. Para os Espíritos elevados, há belezas de conjunto diante das quais se apagam, por assim dizer, as belezas dos detalhes.”

- “Os grandes fenômenos da natureza algumas vezes tem o homem como razão imediata de ser. Na maioria dos casos, entretanto, têm por único objetivo o restabelecimento do equilíbrio e da harmonia das forcas físicas da natureza.

- “Tudo trabalha na natureza. Como tu, os animais trabalham, mas o trabalho deles, como a inteligência de que dispõem, se limita a cuidarem da própria conservação.”

- “A natureza não é imprevidente. O homem é que não sabe moderar seu modo de viver.”

- “O solo é a fonte principal de onde se originam todos os outros recursos, pois, afinal de contas, esses recursos são simples transformações dos produtos do solo.”

- “E, por ser ingrato, o homem a despreza. A terra, no entanto, é excelente mãe. Muitas vezes, também, o homem acusa a natureza daquilo que só resulta da sua imperícia ou da sua imprevidência.”

- “A terra produziria sempre o necessário, se o homem soubesse contentar-se com o necessário.”

- “O princípio é sempre o mesmo: para os Espíritos elevados, a pátria é o Universo; na Terra, a pátria está onde se achem mais pessoas que lhes são simpáticas.”

- “A vida intra-uterina é a da planta que vegeta. A criança vive a vida animal. O homem possui em si a vida animal e a vida vegetal, que, pelo seu nascimento, se completam com a vida espiritual.”

Luciano Lopes
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Extraído da revista JB Ecológico , Junho de 2008.

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