segunda-feira, 11 de abril de 2011

BILL CLINTON COBRA DO BRASIL CAMINHOS PARA UM PLANETA SUSTENTÁVEL


O ex-presidente americano Bill Clinton elogiou o Brasil e também cobrou medidas para que o país tome frente das questões ambientais no planeta. Durante evento sobre sustentabilidade, em Manaus, Clinton falou mais de uma vez que o mundo precisa do Brasil.

Para ele, embora o país tenha feito muito com a redução do desmatamento e o aumento do uso do etanol, é preciso fazer mais dada a importância da floresta amazônica para as mudanças climáticas. Clinton quer que o desmatamento chegue a zero.

“Eu não posso imaginar como vamos começar a pensar em um planeta sustentável a não ser que o Brasil aponte o caminho”, disse o ex-presidente. O motivo, de acordo com Clinton, está em três fatos: na liderança da maior floresta do mundo, ser o país que mais produz etanol em termos de eficiência de combustível – os Estados Unidos produzem mais, mas o etanol do americano não é tão eficiente quanto o brasileiro. O terceiro motivo está no aumento no número de carros híbridos no Brasil e com isto a menor necessidade de petróleo.

No entanto, Bill Clinton afirmou que é preciso olhar para os quatro países que conseguiram cumprir as metas de redução das emissões de carbono – Brasil, Reino Unido Suécia e Alemanha – e compreender o que eles fizeram para alcançar o feito. A resposta está no melhor uso das fontes energéticas. “Todos tomaram caminhos diferentes e conseguiram”, disse.

Clinton citou a redução do uso de carvão no Reino Unido, o subsídio à energia fotovoltaica na Alemanha e o aumento da eficiência energética da Suíça.

“Cada país no mundo pode achar a sua maneira sustentável de ganhar a vida. Precisamos planos customizados em cada um dos países para permitir que as pessoas não tenham problema, enquanto cuidem mudanças climáticas. As regras são diferentes em cada lugar.”

Sobre a construção da usinas hidrelétricas de Belo Monte, Clinton foi político. “Eu não sei como vocês vão resolver este problema. Vocês precisam de mais fonte de energia e que ela seja limpa. Mas o mundo inteiro precisa que vocês resolvam este problema.” Logo depois Clinton falou da eficiência e do baixo custo da energia solar.

O ex-presidente também falou que se pudesse decidir, fecharia todos os aterros do mundo, coletaria os materiais recicláveis e queimaria este lixo e transformaria em energia. “O custo pode ser significativo. Vocês têm muitas cidades com mais de 300 mil habitantes”, disse.

Outro momento de esquiva de Clinton foi quando o governador do Amazonas, Omar Aziz (PMN), convidou a Clinton Foundation para vir trabalhar no Estado. “Adoraria ter a oportunidade de trabalhar com vocês, mas vocês já fizeram muito e eu tenho muito a aprender”, disse num sutil e eficiente aceno de recusa.

Clinton ainda disse que acha que Brasil, Índia e Japão devem estar no Conselho de Segurança da ONU para renová-lo.

Portal iG

GARRAFAS PET AQUECEDOR SOLAR CASEIRO

GARRAFAS PET PARA CONSTRUÇÃO DE CASAS

Uma garrafa de plástico pode durar entre três e cinco séculos até se degradar. Para aproveitar esse tempo de espera, ecologistas filipinos encontraram uma nova função para ela, como material durável na construção de escolas. “O que antes era um problema no meio ambiente agora é parte da solução”, destacou Illac Diaz, que está à frente de uma campanha para construir a primeira escola da Ásia feita com garrafas de vidro e plástico recicladas.

Illac preside a organização sem fins lucrativos My Shelter Foundation, que aspira encontrar soluções inovadoras para combater a mudança climática mediante estruturas sustentáveis, amigáveis com o meio ambiente, baratas e resistentes a desastres. Com o passar dos anos, essa fundação embarcou em vários projetos de construção sustentável, entre eles escolas de barro à prova de terremoto, escolas de bambu e abrigos para plantadores de amendoim fabricados com a casca desse fruto.

Reciclar garrafas de plástico como material para construção agora é uma das “práticas verdes” da fundação, que atraiu a atenção da indústria da arquitetura e da construção nas Filipinas. O arquiteto Zigfrido Abella disse que as escolas de garrafas da My Shelter Foundation são inovadoras em matéria de construção sustentável. “As escolas de garrafas abordam muitos dos problemas que enfrentamos atualmente, ambientais econômicos e sociais”, afirmou.

Para suas escolas de garrafas, a fundação inspirou-se nas igrejas e prédios de adobe em estilo espanhol que incorporam garrafas de vidro na Turquia e no México, e que suportaram com êxito o passar do tempo. “Liquefizemos o adobe e o colocamos dentro das garrafas, que servem como moldes ou blocos de construção para as escolas”, disse Illac à IPS em uma sala de aula em San Pablo, ao Sul de Manila.

O processo começou coletando a maior quantidade possível de garrafas plásticas de 1,5 e dois litros, em geral de refrigerantes. Segundo Illac, estas foram escolhidas porque podiam ser obtidas em restaurantes e hotéis. Depois de enchê-las com o adobe liquefeito, as deixam secar por 12 horas. As garrafas são dispostas como se fossem tijolos, colocadas ordenadamente para erguer paredes. O cimento as mantém no lugar para deixar a parede mais maciça. A construção de uma sala de aula consome cerca de cinco mil garrafas.

Quando a sala está terminada, os construtores fazem pequenos furos nos quais inserem dutos de PVC entre os muros feitos com as garrafas, o que serve como respiradouro. Isto reduz a necessidade de ventiladores elétricos dentro da sala. Grandes janelas em duas paredes, vigas sobre a entrada e paineis rodeando um amplo portal feito de garrafas de vidro transparente maximizam o uso da luz natural. Tábuas feitas de fibra de bambu, folhas de milho e casca de arroz – que, segundo Illac, são obtidos localmente – formam a parede que separa duas salas.

Após se converterem em tijolos, essas garrafas feitas de resinas sintéticas chamadas tereftalato de polietileno (PET) são muito estáveis, disse Illac. “Após secarem por 12 horas pode-se passar sobre elas com um caminhão de seis rodas”, afirmou. Zigfrido disse que essas garrafas PET, que foram testadas por estudantes de engenharia, resultaram ser “inclusive mais fortes do que os blocos ocos convencionais, muito duradouras, flexíveis e facilmente adaptáveis aos métodos convencionais de construção”.

“As propriedades da garrafa, que é uniforme em suas dimensões, são, de algum modo, semelhantes às qualidades de uma unidade de construção, como os tijolos. Esta qualidade faz delas excelentes materiais para construção”, afirmou Zigfrido à IPS. Segundo ele, a estrutura minimiza a dependência do concreto, substituindo-o pela cal, material amigável com o meio ambiente, para produzir “cimento pozolânico, o mesmo tipo de matéria que se usava para construir os templos gregos e romanos”.

“Este tipo de construção pode suportar chuvas e tempestades. É forte. Quando há terremotos, os blocos ocos tendem a se quebrar, mas neste tipo de construção isso não acontece”, disse à IPS Max Seminano, um operário que trabalha nessa construção. Quanto aos materiais utilizados, acrescentou que as garrafas de plástico são muito fáceis de conseguir. “Em lugar de jogá-las fora, damos melhor uso nestas escolas”, afirmou.

Zigfrido acrescentou que “as garrafas de plástico estão em toda parte. Se houver capacitação adequada, a construção com garrafas de plástico definitivamente pode ser replicada em qualquer parte do mundo”. Além de usar garrafas e tábuas de fibra, o cimento utilizado para uni-las também é feito a partir de materiais sustentáveis. Illac explicou que os operários misturam cabelo humano e penas de frango, obtidos em barbearias e granjas da área, sendo que essa mistura é 95% mais resistente.

Terminar a primeira das oito salas de aula planejadas levou cerca de um mês. As estruturas de concreto e aço para as restantes já estão em pé, enquanto Illac tenta conseguir outras 35 mil garrafas necessárias para a construção, doadas por várias empresas e pessoas. A My Shelter Foundation espera finalizar a escola a tempo para o início das aulas em junho.

Envolverde/IPS

PÁSSARO JOÃO DE BARRO ARQUITETO SEM DIPLOMA



Vemos em muitos lugares ninhos do oleiro João-de-barro; mostro aqui essa peculiaridade num ninho que foi construído junto à uma janela do prédio onde moro, após a obtenção de cerca de 600 fotos.

Tudo começou com a intenção de ter gravado essa curiosidade que eu tive a sorte de presenciar todos os dias. O que eu estava compartilhando com a minha família e amigos e sempre, em resposta, encontrei rostos surpresos.

Terminada a construção do ninho, eu pensei que seria bom colocar as fotos on-line para compartilhar com vocês, principalmente aqueles que têm crianças no ambiente; espero que gostem

Diante do exposto, faço as seguintes observações: a primeira e fundamental: eu não sou fotógrafo profissional [apenas "saco" algumas imagens.]

Em segundo lugar, a “casa” foi construída entre finais de Setembro e 30 de Novembro. Terceira, o casal trabalhava de 8 a 10 horas por dia. Quarta: Eles não trabalhavam aos domingos! Não houve registros em nenhum dos domingos desses dois meses e pouco, conforme registros no meu cartão de controle... se alguém sabe o porquê, agradeço que me informem.

E quinta: é fascinante vê-los movimentar-se; é incrível o trabalho que fazem com os bicos e pés. Como trabalham! Enfim ... a notícia é que a partir de dezembro, durante alguns dias, eu acordava com essas criaturinhas.

Mensagem enviada por Maria José Rezende e Maria Tereza Cordeiro
Imagem maestrocarlosgomes.blogspot.com

domingo, 10 de abril de 2011

ABELHAS EM PLENO TRABALHO DE POLINIZAÇÃO

Uma foto alemã registrou o exato momento em que abelhas retornam para a colmeia carregadas de pólen.  A polinização é essencial para que determinadas plantas possam se reproduzir e florescer em outras localidades.

Jornal Folha de São Paulo

domingo, 3 de abril de 2011

ALTERAÇÃO GEOLÓGICA DA TERRA RACHADURA GIGANTE EM DESERTO DA ÁFRICA



Pelo que acabei de descobrir, realmente não sabemos nada, ou muito pouco, sobre a transição planetária já em curso. Só é divulgado o que não tem como esconder.

A minha página inicial na internet é de um jornal alemão. Hoje, antes de abrir a caixa de e-mails passei os olhos nas notícias como sempre faço, e descobri uma notícia no lado da página, bem pequena, falando que "no meio do inferno de lava, o oceano estava entrando no deserto da África".

Abri a página e vi coisas espantosas acontecendo na África, na parte da Etiópia, Somália indo até Moçambique. Vulcões intraoceânicos estão em erupção e uma fenda de vários metros dividiu a África em duas partes e o oceano está entrando, onde antes era deserto. Os cientistas estão espantados com a rapidez deste acontecimento e dizem que o solo já apresenta todas as características de solo de fundo de mar, só falta a água.

É um artigo longo escrito por cientistas e tem até mapa da região, e isso que estou relatando é apenas um resumo do que eu entendi. E nada é publicado. A notícia está no meio de notícias de futebol, bolsa de valores, política, etc. Como já sabemos, muita coisa nos está sendo ocultada.

Na Luz de Sananda
Mais que nunca a oração e a coligação com o alto são necessárias!
Uma equipe internacional de cientistas diz que uma rachadura existente no solo da Etiópia representa, provavelmente, a formação de um novo oceano. A fenda, que tem 56 km de comprimento, sofre um processo vulcânico praticamente igual ao que ocorre no fundo dos oceanos.
A rachadura se abriu em 2005, quando um vulcão chamado Dabbahu entrou em erupção, derramou lava no local e começou a aumentar o tamanho da fenda nas duas direções. Em poucos dias o “buraco” já tinha praticamente o mesmo tamanho que tem hoje.
Em um estudo publicado na revista científica Geophysical Research Letters, os pesquisadores dizem que o objetivo era entender se o que está acontecendo na Etiópia acontece também no fundo dos oceanos, onde, dizem eles, é praticamente impossível ir. Agora eles confirmaram que isso é verdade. Estudiosos da Etiópia, Estados Unidos, Inglaterra e França estão envolvidos no projeto.
A ficção científica voltou a virar realidade na semana passada, com um anúncio feito por cientistas da universidade de Oxford. Eles estão monitorando uma grande rachadura que surgiu na crosta do nosso planeta, depois de um terremoto ocorrido na África, em setembro do ano passado.
A rachadura está crescendo com uma velocidade sem precedentes e é a maior já vista em séculos. Com 60 quilômetros ela pode chegar ao Mar Vermelho, separando a Etiópia e a Eritréia do resto do continente africano e criando um novo oceano. 
Mais de 2,5 quilômetros cúbicos de lava incandescente
 já brotaram da rachadura, o suficiente para encher mil estádios de futebol.
A fenda que apareceu na África é o resultado do movimento normal das chamadas placas tectônicas. O mundo em que vivemos é como uma grande bola de futebol, com a crosta sólida dividida em placas, como aquelas seções de couro que formam as bolas.
Essas placas deslizam umas de encontro às outras, provocando terremotos e criando novas cadeias de montanhas. Quando duas placas se separam um continente pode se fragmentar e um oceano surgir no meio. Foi assim que nasceu o Oceano Atlântico, quando a América se separou da África, há 200 milhões de anos.
 
O mesmo fenômeno está acontecendo agora perto da região conhecida como “o chifre da África”. Para o cientista Tim Wright e sua equipe da universidade de Oxford, trata-se de uma oportunidade única de observar o nascimento de um novo mar, mapeando o avanço da rachadura com imagens do satélite europeu Envisat. A pesquisa foi publicada na famosa revista científica “Nature” e os dados preliminares indicam que a Etiópia e a Eritréia estarão separadas do resto da África dentro de um milhão de anos.
Daí que ninguém precisa se preocupar com as conseqüências desta fenda no mundo. A mudança climática global é muito mais urgente e pode afetar nossa civilização dentro de menos de 50 anos, ao contrário das mudanças geológicas que levam milênios para produzirem grande mudanças. Toda aquela região do oeste e noroeste africano sempre foi marcada por intensa atividade vulcânica.
Foi lá, num vale vulcânico chamado de Rift Valley pelos cientistas, que a espécie humana surgiu e se espalhou para o resto do mundo. Os paleontólogos que fazem pesquisas na região encontram camadas de cinzas depositadas por intensas erupções que aconteceram há milhões de anos.

Outra região semelhante, mas muito mais perigosa é o chamado Cinturão de
Fogo do Pacífico, perto do sudeste asiático. Lá, a crosta terrestre está se
abrindo no fundo do mar, o que provoca abalos submarinos capazes de gerar
ondas gigantes, os tsunamis, como os que atingiram recentemente a Indonésia.
Não há nada que a humanidade possa fazer para deter esses processos de movimentação da crosta do Planeta. As populações que moram nessas regiões geologicamente ativas podem apenas se precaver, instalando bóias de alerta
contra tsunamis e evitando morar perto dos vulcões e das fendas em atividade,
como esta da África.
As placas que formam a crosta do nosso planeta flutuam como balsas em cima de um oceano de magma, ou rocha derretida a mais de mil graus de temperatura. Assim, sempre que uma fenda se abre, a lava brota do interior do planeta, preenchendo rapidamente a abertura. Quando a lava esfria, ela se solidifica formando uma nova crosta no lugar da que se partiu. O fundo do mar cresce deste modo, com a América do Sul e a África se afastando gradualmente, enquanto a rachadura no meio do oceano vai sendo preenchida com camadas de um novo solo marinho.

No caso da fenda na África, o novo solo formado no interior da fenda vai ficar abaixo do nível do mar, provocando a gradual invasão das águas do Mar Vermelho e formando um novo oceano. Isso faz com que a geografia do planeta mude gradualmente ao longo das eras. Se um viajante do tempo chegar na Terra, daqui a 250 milhões de anos, vai ter que desenhar um novo mapa do mundo. Porque provavelmente a Califórnia já terá se separado dos EUA, a Etiópia do resto da África e é provável até que a América Central tenha se fragmentado, criando um braço de mar a unir o Atlântico e o Pacífico. (JLC)

Sigalith Koren enviou esta Mensagem