terça-feira, 17 de abril de 2012

FAST FOOD E DEPRESSÃO




Cientistas espanhóis confirmaram que a ingestão das chamadas comidas rápidas (fast food) está fisiologicamente ligada à depressão.

Os resultados, que indicam que os consumidores de fast food têm 51% a mais de probabilidade de desenvolver a depressão, foram publicados no jornal médico Public Health Nutrition.

Os pesquisadores incluíram na categoria de comidas rápidas, além dos tradicionais sanduíches, hambúrgueres e pizzas, as comidas industrializadas assadas, como croissants, doughnuts, tortinhas etc.

Além da associação entre as comidas rápidas e a depressão, os cientistas das universidades de Granada e Las Palmas identificaram uma relação dose-resposta.

Isso significa que, quanto maior é a ingestão de fast food, maior é a probabilidade de desenvolvimento da depressão.

A pesquisa também identificou o padrão social das pessoas sob maior risco.

Segundo a pesquisadora Almudena Sánchez-Villegas, os maiores consumidores de comida rápida são solteiros, fisicamente pouco ativos e possuem hábitos alimentares ruins, com a ingestão de poucas frutas e vegetais.

Outras duas características que se destacaram são fumar e trabalhar mais de 45 horas por semana.

O estudo, considerado de larga escala, analisou pessoas que nunca sofreram de depressão e nem nunca tomou antidepressivos.

Os voluntários - 12.059 em 2011 e 8.964 em 2012 - foram acompanhados por pelo menos seis meses.

Os resultados confirmam as conclusões de outro estudo realizado no ano passado na Grã-Bretanha, quando se demonstrou que alimentos industrializados podem causar depressão.

"Embora mais estudos sejam necessários, a ingestão desse tipo de comida deve ser controlado por conta de suas implicações tanto sobre a saúde corporal (obesidade e doenças cardiovasculares), quanto sobre a saúde mental," disse Sánchez-Villegas. 

Diário da Saúde

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

UNIVERSIDADE DOS PÉS DESCALÇOS


Em Rajasthan, na Índia, uma escola extraordinária ensina mulheres e homens do meio rural - muitos deles analfabetos - a tornarem-se engenheiros solares, artesãos, dentistas e médicos nas suas próprias aldeias. Chama-se Universidade dos Pés-Descalços, e o seu fundador, Bunker Roy, explica como funciona.

Nilton Fernandes Passsos, enviou esta Mensagem

O TOURO TEVE PIEDADE DO TOUREIRO


"De repente o touro olhou para mim, com a inocência de todos os animais. Em seus olhos, mas com um tom de súplica era a queixa da injustiça inexplicável, o recurso contra a desnecessária crueldade!  Desta vez eu tive pena de mim
mesmo e me .... senti o pior lixo do mundo. Basta, chega de touradas".

Foram essas as palavras do toureiro, ao perceber que o animal teve piedade dele, o toureiro, e lhe suplicava que sentisse o mesmo por ele, o touro!

Comunidade Gaia, Ivana Negri, Fabian Gonzalez Oconitrillo
Maria Stella Splendore, Patricia Melo
estão postados em nossa página no Facebook

SABÃO MAGNÉTICO LIMPA VAZAMENTOS DE ÓLEO

O sabão, feito com sais ricos em ferro dissolvidos em água, reage a um campo magnético externo quando colocado em uma solução.

Essa propriedade em um sabão totalmente funcional, que lava de verdade, pode ser a solução para a limpeza de derramamentos de óleo, já que ele pode ser facilmente coletado após o uso, reduzindo o impacto ambiental.

Os cientistas procuram há muito tempo uma maneira de controlar os sabões - ou surfactantes, como eles são conhecidos na indústria - para aumentar sua capacidade de dissolver óleo em água e depois removê-los. Agora a equipe do professor Julian Eastoe, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, achou a solução.

O grupo já havia trabalhado em sabões sensíveis à luz e ao dióxido de carbono, assim como a alterações no pH, na temperatura ou na pressão. Mas sua inovação mais marcante é a mais recente de todas, o primeiro sabão do mundo sensível a um campo magnético.

O sabão magnético foi produzido através da dissolução de ferro em uma variedade de materiais inertes, compostos de íons cloreto e brometo, muito semelhantes aos encontrados nos amaciantes de roupa e nos enxaguantes bucais. A adição do ferro criou centros metálicos no interior das partículas de sabão.

Surfactantes à base de líquidos iônicos, compostos principalmente de água com alguns complexos metálicos de transição, têm sido sugeridos como potencialmente controláveis por ímãs há algum tempo.

Mas sempre se considerou que seus centros metálicos ficariam muito isolados dentro da solução, evitando as interações de longo alcance necessárias para que eles se tornassem magneticamente ativos.

As aplicações potenciais dos surfactantes magnéticos são enormes. Sua capacidade de responder ao magnetismo permite que uma ampla gama de suas propriedades seja alterada ligando ou desligando um campo magnético externo.

Isso inclui a condutividade elétrica, o ponto de fusão, o tamanho e a forma dos agregados e até a rapidez com que ele se dissolve em água. Esses fatores são fundamentais para a aplicação de sabões em uma variedade de ambientes industriais.

Suas propriedades magnéticas também tornam mais fácil sua captura e remoção, sugerindo novas aplicações em limpeza ambiental e no tratamento de água.

Experimentos científicos que requerem um controle preciso de gotículas de líquido também podem ficar mais fáceis com a adição deste surfactante e de um campo magnético.

Site Inovação Tecnológica

domingo, 22 de janeiro de 2012

REDE SOCIAL PARA CIENTISTAS


Portal dos cientistas
Mais de 1,3 milhão de pesquisadores de diversos países - 35 mil só do Brasil - já se inscreveram na plataforma ResearchGate, uma espécie de Facebook dos cientistas.

A proposta da rede social é facilitar a comunicação e a troca de experiências entre pessoas que atuam na mesma área de investigação.

Como outras redes, o ResearchGate conta com diversos grupos de discussão, nos quais os membros podem fazer e responder perguntas.

Mas, diferentemente de outros sites do gênero, os perfis dos participantes são estruturados como se fossem um currículo científico, o que facilita a busca de usuários por área de atuação.

Além disso, os pesquisadores podem incluir um índice com suas publicações e um blog pessoal.

Um calendário informa os participantes sobre eventos científicos em todo o mundo e uma bolsa de empregos oferece mais de 13 mil vagas nas diversas áreas da ciência.

Objetivo prático
A plataforma é gratuita e foi criada em 2008 pelo médico alemão Ijad Madisch, graduado em Hannover e pós-graduado em Harvard.

Ele conta que teve a ideia quando fazia a pós-graduação nos Estados Unidos e se deparou com um problema para o qual não achava resposta.

Madisch conheceu um colega que pesquisava o mesmo assunto e tentou manter contato com ele pela internet, mas sentiu que faltava uma ferramenta adequada para isso.

"Grande parte dos recursos gastos em uma pesquisa acaba cobrindo experiências malsucedidas, que não ganham espaço nas publicações", disse.

Com o ResearchGate, segundo Madisch, os cientistas podem receber informações sobre os trabalhos de colegas do mundo inteiro, inclusive sobre as experiências que não deram certo. Isso evitaria repetir o que já se mostrou falho.

De acordo com os administradores do site, 30 brasileiros, em média, se registram diariamente. O endereço da rede social para cientistas é http://www.researchgate.net/.

Agência Fapesp - 16/01/2012

CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS

Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

O projeto prevê a utilização de até 75 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no Programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior.

Objetivos
Investir na formação de pessoal altamente qualificado nas competências e habilidades necessárias para o avanço da sociedade do conhecimento;

Aumentar a presença de pesquisadores e estudantes de vários níveis em instituições de excelência no exterior;

Promover a inserção internacional das instituições brasileiras pela abertura de oportunidades semelhantes para cientistas e estudantes estrangeiros;

Ampliar o conhecimento inovador de pessoal das indústrias tecnológicas;

Atrair jovens talentos científicos e investigadores altamente qualificados para trabalhar no Brasil.

Instituições de destino
Os estudantes e pós-doutores do Ciência sem Fronteiras terão o seu treinamento nas melhores instituições disponíveis, prioritariamente entre as mais bem conceituadas para cada grande área do conhecimento. Essas instituições estão listadas nos principais rankings internacionais, em suas melhores posições.

Caso a instituição de interesse do candidato não esteja presente nessas listagens, deverá ser apresentada, junto com a inscrição, uma justificativa que indique a excelência da Universidade ou Instituto de Pesquisa na área de interesse do beneficiário da bolsa no Programa Ciência sem Fronteiras.

www.cienciasemfronteiras.gov.br/

domingo, 15 de janeiro de 2012

PARTICULAS QUE PODEM ESFRIAR O PLANETA


Reator iluminado por um laser ultravioleta.

As moléculas saindo por um poro na lateral do reator são amostradas em um espectrômetro de massa por fotoionização através do pequeno cone no centro. A imagem está "deitada" em relação ao experimento original
 
Cientistas conseguiram estudar em laboratório pela primeira vez um conjunto de compostos químicos que desempenha um papel essencial na regulação do clima na Terra.
 
São compostos intermediários em reações químicas importantes para a manutenção da temperatura do planeta, o que abre a possibilidade de contra-atacar o aquecimento global.
 
Conhecidos como intermediários de Criegee, ou bi-radicais de Criegee, são essencialmente óxidos do grupo carbonila.
 
Esses intermediários químicos invisíveis são oxidantes poderosos de poluentes como o dióxido de nitrogênio, óxido nítrico e o dióxido de enxofre, produzidos pela combustão. Isso lhes dá a capacidade para limpar a atmosfera de forma natural.
 
Embora a existência desses intermediários químicos tenha sido teorizada por Rudolf Criegee em 1950, só agora eles foram detectados experimentalmente.
 
Os cientistas agora acreditam que, com novas pesquisas, estes químicos poderão desempenhar um papel essencial no enfrentamento das mudanças climáticas.
 
A detecção do intermediário de Criegee, juntamente com a medição da velocidade com que ele reage, foi possível graças a um aparelho único, projetado por pesquisadores dos Laboratórios Sandia, nos Estados Unidos, que usa a luz de uma instalação de luz síncrotron de terceira geração.
 
A luz intensa e ajustável do síncrotron permitiu aos pesquisadores distinguir a formação e a remoção de diferentes espécies isoméricas - moléculas que contêm os mesmos átomos, mas dispostos em combinações diferentes.
 
Os pesquisadores descobriram que o bi-radical de Criegee reage muito mais rapidamente do que se pensava, acelerando a formação de sulfatos e nitratos na atmosfera.
 
Por sua vez, estes compostos levam à formação de aerossóis e, finalmente, à formação de nuvens, com potencial para esfriar o planeta.
 
Essa velocidade inesperada de reação significa que o intermediário de Criegee desempenha um papel relevante em processos como a formações de aerossóis inorgânicos e a chuva ácido.
 
"Nossos resultados terão um impacto significativo na nossa compreensão da capacidade oxidante da atmosfera, com amplas implicações para [os estudos da] poluição e da mudança climática," afirmou o Dr. Carl Percival, da Universidade de Manchester, um dos autores do estudo.
 
Segundo ele, os resultados abrem um novo horizonte de pesquisas sobre um elemento de altíssimo impacto sobre o clima.
 
"A principal fonte desses bi-radicais de Criegee não depende de luz solar, de forma que estes processos ocorrem dia e noite," afirmou ele.
 
"Um ingrediente importante para a produção dos bi-radicais de Criegee vem de substâncias químicas liberadas naturalmente pelas plantas. Desta forma, os ecossistemas naturais poderiam desempenhar um papel importante no enfrentamento do aquecimento [global]," afirmou o professor Dudley Shallcross, da Universidade de Bristol, outro membro da equipe.
 
Nos últimos 100 anos, a temperatura média da superfície da Terra aumentou cerca de 0,8° C - cerca de dois terços desse aumento ocorreu nas últimas três décadas.
 
A maioria dos países concorda que são necessários cortes drásticos nas emissões de gases de efeito estufa, e que o aquecimento global futuro deve ser limitado a menos de 2° C.
 
Site Inovação Tecnológica