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Durante uma competição de mergulho livre em uma piscina de água gelada, em Polar Land ─ Harbin [cidade a noroeste do país, capital da província de Heilongjiang], a chinesa Yuna Yun, 26 anos, foi acometida de cãimbras nas pernas. A piscina tem pouco mais de 6 metros de profundidade e a competição consiste em alcançar o fundo, sem qualquer equipamento de respiração, e lá permanecer o tempo mais longo quanto possível entre baleias Beluga.
Quando tentava emergir, Yang sentiu a paralisia. Sem oxigênio, começou a sufocar: "Eu entendi que estava morta! Então, uma força inacreditável abaixo de mim começou a me conduzir para a superfície". Era a baleia Mila que percebeu os apuros da mergulhadora e imediatamente entrou em ação de salvamento.
A administração do Polar Land reconhece: "Mila detectou o problema antes de nós. De repente, vimos aquela garota sendo empurrada para cima com sua perna segura na boca da baleia". Mila é um animal extremamente sensível, característica das Belugas e que trabalha no parque dividindo a piscina com humanos.
A jovem Yang Yun deve sua vida à baleia Mila. Entre as espécies de baleias, as Belugas destacam-se por sua inteligente interação com os seres humanos e pelos músculos faciais que lhes permitem expressar sorrisos.
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Há alguns anos atrás a sonda espacial Galileo, da NASA, detectou movimento sob uma densa camada de gelo em Europa, uma das luas de Júpiter, quinto planeta do sistema solar. Na ocasião, a sonda estava a uma altitude de 400 quilômetros de distância e o movimento era produzido por uma massa de água em estado líquido. Esta já teria sido uma grande descoberta porém não foi apenas movimento que a sonda descobriu; os sensores acústicos captaram também sons agudos, semelhantes a assobios que vinham do mesmo local.
A NASA vinha mantendo em sigilo esta informação e somente agora os detalhes da Galileo Interestellar Mission estão aparecendo. O astrônomo do Kennedy Space Center, Simon Clark, comenta: "Os cientistas estão muito espantados com o resultado da análise computadorizda dos sons. A freqüência captada, proveniente do oceano subglacial de Europa é extremamente semelhante à freqüência dos sons produzidos pelos golfinhos que habitam os mares das Terra.
A margem de erro é de 0,001% (uma para mil)." A descoberta da Galileo é particularmente interessante para Simon; ele é o autor de uma teoria segundo a qual os golfinhos seriam nativos de uma das luas de Júpiter. A confirmação de que estes sons foram captados de uma fonte extraterrena, jupteriana, é um estímulo forte para as pesquisas, que há muito tempo vêm sendo realizadas, sobre a linguagem dos golfinhos. Outro cientista, Lawrence Doyle, do Instituto de Pesquisa da Inteligência Extraterrestre (Search for Extraterrestrial Intelligence Institute), considera as informações fornecidas pela sonda como evidênca da origem cósmica da linguagem dos golfinhos.
Revista Galilileo
Pesquisadores em biologia e paleontologia acreditam que, em um passado remoto, os golfinhos foram animais terrestres. Estudos recentes de cientistas australianos sugerem que os golfinhos, no tempo em que eram mamíferos terrestres ou mesmo anfíbios, podem ser descendentes dos legendários Atlantes, habitantes da desaparecida ilha de Atlântida que, segundo Platão, foi engolida pelo mar há mais de 10 mil anos.
O biólogo Dr. Leslie Huskerway comenta: "Não importa o quanto isso possa parecer estranho mas o fato é que os golfinhos, um dia, tiveram pernas e braços no lugar das nadadeiras. Eles viveram assim lado a lado com os povos da Idade da Pedra." Na Melbourne University, a pesquisa comparada entre o DNA de seres humanos e de mamíferos marinhos mostra uma relação muito próxima entre as espécies. Golfinhos podem ter partilhado a Terra com humanos há 250 mil anos atrás.
As semelhanças genéticas entre cetáceos e homens aliadas ao alto desenvolvimento intelectual de golfinhos e mesmo de baleias é um dado que intriga os cientistas. O cérebro destes animais é muito maior que o cérebro humano e sua linguagem é extremamente complexa. Porém, um dado realmente notável é a ligação emocional entre golfinhos e homens. Existem numerosos registros sobre golfinhos que salvaram humanos em apuros no mar; casos de naufrágio, afogamento etc..
No tempo em que viviam em terra, o desenvolvimento intelectual dos golfinhos foi, provavelmente, superior à da espécie humana da qual descendem os homens contemporâneos. Se esta for uma suposição verdadeira, a mítica Idade do Ouro pode ser vista sob uma nova luz. Esta Idade do Ouro, narrativa presente em várias culturas antigas, refere-se a época em que floresceu a grande civilização Atlante.
O neuro-fisiologista americano John Lilly tem conduzido estudos envolvendo golfinhos por muitos anos, em seu laboratório em St. Thomas, uma ilhas Ilhas Virgens dos Estados Unidos. Lilly chegou à seguinte conclusão: os golfinhos foram as primeiras criaturas do planeta a estabelecer contato consciente com os seres humanos [ainda que os seres humanos não se apercebam disso plenamente]. Isto porque, em razão das qualidades cerebrais daqueles cetáceos, sua habilidade de comunicação, expressão e entendimento é superior à mesma capacidade em qualquer outro animal, incluindo os primatas, como chimpanzés, cuja inteligência é muito inferior à dos golfinhos e ainda mais distante da do humanos.
Os cérebros de humanos e golfinhos parecem ser do mesmo tipo Lilly está convencido de que, em breve, o contato verbal e/ou lógico entre humanos e golfinhos será uma realidade estabelecida. Os golfinhos não mais serão utilizados como cobaias de laboratório; antes, tornar-se-ão parceiros dos cientistas contribuindo significativamente para o progresso da ciência e, possivelmente, para o esclarecimento dos enigmas da evolução da inteligência sobre a terra.
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Durante séculos de "Iluminismo", a espécie humana foi considerada como a única forma de vida do planeta capaz de produzir cultura. por conseguinte, a única dotada de inteligência progressiva graças à memória cumulativa, que permite repetir e aperfeiçoar experiências bem sucedidas. estudo do comportamento animal mostra que isso não é verdade: embora em manifestações das mais primitivas, certos símios demonstram que são capazes de "inventar" utensílios, técnicas e transmitir esse conhecimento aos companheiros e às futuras gerações.
Outra espécie que tem demonstrado refinado nível de inteligência são os cetáceos [mamíferos marinhos], especialmente os golfinhos. Eles são
excelentes suchiman [ou sushi-dolphin] no preparo de um
tipo de lula conhecida como calamari [ou calamar], que
submetem a sofisticados procedimentos, extraindo a tinta e o
osso produzindo, assim, uma refeição saborosa e leve.
Uma fêmea de golfinho Bottlenose [Golfinho-nariz-de-garrafa] foi observada repetidas vezes "preparando" o alimento, sempre utilizando a mesma técnica, em sua "cozinha" submarina, no golfo de Spencer, sul da Austrália. É uma demonstração evidente de que seus cérebros [dos golfinhos] são desenvolvidos. A técnica culinária do golfinho é engenhosa e, de fato, com ela se obtém uma lula pura [filé] sem qualquer entranha, secreção ou tecido desagradável ao paladar e ao tato", opinou o curador de moluscos no Museus Victoria Mar Norman, membro de mais essa equipe que estuda o comportamento dos golfinhos.
Depois de escolhido, isolado e capturado o molusco é levado ao leito arenoso do mar onde morre imprensado contra o chão ao receber um poderoso e certeiro golpe que o golfinho aplica. Rapidamente, a lula é levada à superfície onde sua tinta tóxica é expelida ao ar livre. Livre do veneno, o molusco é levado de volta ao fundo do mar onde sofre um intenso peeling, sendo arrastado na areia até que a pela se solte. Então a carne é rompida e o osso calcário é extraído. o filé de lula está pronto. Este tipo de comportamento foi observado em muitos indivíduos da espécie. Somente uma fêmea foi monitorada de 2003 a 2007.
No oeste da Austrália, os "nariz-de-garrafa" usam esponjas [do mar] como acessório para proteger seus focinhos quando sondam o fundo do mar em busca de alimento. A constatação desse "costume", uma das primeiras evidências de aprendizado cultural entre os golfinhos, aconteceu em 2005, quando pesquisadores comprovaram que as mães-golfinho ensinavam às suas filhas o modo de arrancar os pedaços de esponja para utilizá-los daquela maneira. Ainda não se sabe se o mesmo ocorre com a técnica de tratar lulas.
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Neste mês de julho [entre os dias 04 e 10, 2010], no Japan's Okinawa Churaumi Aquarium, os visitantes testemunharam perplexos um golfinho-fêmea, chamada Kuru, subitamente atirar-se para fora da piscina durante a performance. Imediatamente, instalou-se grande agitação naquela área do parque com funcionários empreendendo todos os esforços para devolver o cetáceo às águas.
Agora, os cientistas e treinadores tentam entender por quê o animal tomou a inesperada atitude, totalmente inédita na rotina do Aquarium. Para Ric O'Barry, ex-treinador dos golfinhos da série de televisão Flipper, Kuru está pediando ajuda e explica: O habitat atual de Kuru, o tanque, é tão anti-natural que o animal entrou em estado de desespero. Ela queria se livrar daquilo, escapar. Por quê uma pessoa salta de um prédio? O cativeiro não está funcionando. Esses golfinhos são criaturas auto-conscientes. Ou seja, O'Barry acredita que Kuru tentou se matar diante do público.
Todavia, o chefe dos responsável pelos golfinhos do Aquarium, Hideshi Teruya, considera o episódio como mero acidente. Apesar dessa convicção, o Aquarium evacuou a arena dos golfinhos e devolveu o dinheiro dos espectadores.
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Cientistas estudam os golfinhos de um estuário do sudoeste da Irlanda acreditam que estes animais poderiam ter desenvolvido um dialeto próprio para se comunicarem.
A Fundação para os Golfinhos de Shannon (SDWF) tem estudado um grupo de 120 golfinhos nariz-de-garrafa que vivem no estuário do rio Shannon. Os pesquisadores registram seus assovios em um computador.
Na pesquisa, o especialista Ronan Hickey digitalizou e analisou 1.882 assovios de golfinhos irlandeses e de golfinhos da baía de Cardigan, no País de Gales. Na medição, Hickey distinguiu 32 tipos de assovios, que podem ser classificados em seis grandes grupos.
O pesquisador descobriu que a maioria dos 32 tipos de silvos é empregada por ambos os tipos de golfinhos, mas que oito assovios só eram usados pelos animais irlandeses.
"Estamos elaborando um catálogo dos diferentes tipos de assovios que os golfinhos usam, tentando associá-los a determinados comportamentos, como rastrear, descansar ou estabelecer contato com os outros", explicou à AFP o professor Simon Berrow, diretor do projeto. Os golfinhos "realizam uma extensa gama de sons parecidos com latidos, grunhidos ou disparos", garantiu Berrow.
O biólogo acrescentou: "quando escutei pela primeira vez os sons parecidos com disparos, me surpreendi. Pensava que a família dos cachalotes (cetáceos da família das baleias) era a única espécie que os utilizava. Os 'golfinhos' estão cada vez mais aprendendo com os humanos. Agora já começam a usar 'giria' nas suas conversas.
taogomespinto.blig.ig.com.br
Um golfinho 'resgatou' duas baleias encalhadas em uma praia na Nova Zelândia. O 'salvamento' ocorreu quando um grupo de pessoas que tentava em vão resgatar os animais já estava em vias de desistir da operação.
O responsável pela conservação da vida animal na área, Malcolm Smith, disse que, após várias tentativas, tanto as pessoas quanto as duas cachalotes-pigmeus estavam cansadas. Foi nesse momento que o golfinho apareceu, comunicou-se com as baleias e conduziu-as até alto mar.
"Algo obviamente aconteceu, porque as duas baleias, estressadas, mudaram de atitude e seguiram o golfinho por vontade própria pela praia direto para o mar", disse Smith. "O golfinho fez o que nós não conseguimos fazer. Estava tudo concluído em poucos minutos."
Smith disse que teve sorte em testemunhar um evento tão extraordinário e que ficou satisfeito pelo salvamento das baleias. O golfinho-nariz-de-garrafa, apelidado Moko por moradores locais, é conhecido por brincar com banhistas na praia Mahia na costa leste da Ilha Norte.
Segundo o conservacionista, depois de orientar as baleias, o animal voltou à sua rotina de brincar com os banhistas na baía. "Eu não deveria fazer isso, eu sei, nós temos que manter uma postura científica", disse ele. "Mas acabei entrando na água para encontrar o golfinho e dei um tapinha nele" para agradecer.
salvandoplaneta.multiply.com