sábado, 12 de dezembro de 2009

PLÁSTICOS DECOMPOSTOS POR BACTÉRIAS RARÍSSIMAS EM 6 SEMANAS

Daniel Burd sempre foi um exemplo de menino. O garoto canadense faz parte do conselho estudantil do seu colégio, integra o Comitê de Caridade e, ainda, passeia voluntariamente com cachorros do seu bairro. Mas, no ano passado, o menino, de apenas 16 anos, superou todas as expectativas desenvolvendo um projeto que promete dar uma grande contribuição ao planeta.

Daniel encontrou um jeito de acelerar (e muito!) o processo de decomposição do plástico polietileno – aquele derivado de gás e petróleo, que é usado na confecção de sacolinhas plásticas, por exemplo.

Depois de pesquisar muito, o menino descobriu que existem dois tipos de bactérias raríssimas que se desenvolvem na natureza, uma do gênero Sphingomonas e uma do Pseudômonas, que, ao serem isoladas, são capazes de decompor o plástico em seis semanas – ao invés de 400 anos, como acontece no processo natural de decomposição – e, tudo isso, sem gerar nenhuma substância nociva ao meio ambiente ou à saúde humana.

A ideia de investigar sobre o assunto surgiu do jeito mais banal: Daniel fazia serviços domésticos todos os dias para ajudar os pais e percebia a quantidade de sacolas plásticas que existiam em sua casa. Com mania de questionar sobre tudo, o menino se perguntou qual era o destino dos sacos e, insatisfeito com a resposta que encontrou, resolveu desenvolver, ele próprio, um jeito mais sustentável de se livrar do material.

Por enquanto, a iniciativa é apenas um projeto, mas já rendeu a Daniel o prêmio “Canada Wide Science Fair”, que oferece $ 10 mil em dinheiro e $ 20 mil em bolsas de estudo para cada um de seus ganhadores. Além disso, o menino está experimentando, aos 16 anos, um pouquinho do gosto da fama. Na internet, já existe um site para Daniel: The Unofficial Daniel Burd Fan Club.
 
The Unofficial Daniel Burd Fan Club
super.abril.com.br/blogs/

GARRAFAS PET TIJOLOS DE PLÁSTICO

Com um mercado em crescimento acelerado nos últimos anos, as embalagens pet tomaram conta do setor de envasamento. É na forma de garrafas de refrigerante que elas são mais conhecidas, mas o polietileno tereftalato - a resina termoplástica que compõe o pet - pode ser reciclado e empregado em diferentes funções, como, por exemplo, a fabricação de cadeiras, tapetes, linhas, cordas, vassouras, escovas de dente e travesseiros.

Sempre que uma nova utilidade é encontrada para o pet, o meio ambiente agradece, afinal o mundo produz em torno de 7 milhões de toneladas ao ano desse plástico cuja expectativa é de 400 anos para se degradar em aterros sanitários. No laboratório de Engenharia Química, no Centro Tecnológico da UFPA, o recém-graduado Neílton da Silva Tapajós, descobriu mais uma nova função para as garrafas plásticas: a fabricação de tijolos para a construção civil.

O tijolo criado por Neílton foi apresentado como tese de graduação em Engenharia Química e se originou da combinação individual do pet com gesso, cimento, resina cristal e caroço moído de açaí. O melhor resultado para o objetivo proposto, a construção civil, foi alcançado na combinação com o cimento.

Não se trata de reciclagem, pois a garrafa não passa por nenhum processo termoplástico de despolimerização para retirada da resina básica do pet. Neílton trabalhou com a garrafa em estado natural, preferindo as de 600 ml por serem mais compactas e resistentes.

Embutindo três garrafas, ele montou um monobloco plástico que foi envolvido por uma camada de um centímetro e meio de cimento, dentro de uma forma de madeira. Doze horas depois, o cimento estava curado, revelando um tijolo de paredes lisas, com saliências e reentrâncias nas laterais para encaixe de outros tijolos.

Além de encontrar uma nova utilização para um resíduo gerado de forma aceleradamente grande, o tijolo pré-moldado ficou mais resistente com o monobloco em seu interior. Além disso, ao ocupar o lugar do cimento, as garrafas reduzem substancialmente a quantidade de insumo e os custos na construção civil.

O tijolo pode ser empregado na construção de paredes de casas. Ele se enquadra como bloco de vedação definido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, para a qual bloco de vedação é todo aquele que consegue suportar a própria carga. Não pode, porém, ser empregado como bloco estrutural, ou seja, como um pilar capaz de suportar o peso de um telhado.Estudos correlatos realizados no Centro de Formação Tecnológica do Paraná demonstraram que o monobloco pet não sofre nenhuma dilatação no interior do tijolo mesmo quando este é colocado à prova com maçarico a 75º C, temperatura limite para a despolimerização da resina.

Outra afirmação que o recém-graduado pode fazer é quanto ao nível de ruído e calor. "A literatura afirma que o pet é uma barreira térmica. Logo, numa região quente como Belém, a parede construída com esse tipo de tijolo reduziria o calor e tornaria os cômodos da casa mais refrescantes. O sol não conseguiria propagar o calor através da parede. O mesmo é possível dizer quanto ao som", garante.

O engenheiro químico sonha em ver sua invenção empregada na construção de casas populares para pessoas de baixa renda. De acordo com o padrão Cohab, essas habitações medem 5x5 e se constituem em uma grande sala - geralmente dividida pelo proprietário em quarto e cozinha - e banheiro. Com base nas dimensões do tijolo pré-moldado construído por ele, seriam necessários 285 tijolos para cada parede. No total, seriam utilizadas 3.420 garrafas de 600 ml, uma quantidade ínfima comparada ao montante coletado diariamente no lixão do Aurá, o depósito de lixo de Belém.

Como os tijolos foram projetados com saliências e reentrâncias para se encaixarem, a montagem da parede dispensaria cimento na liga entre eles. O resultado seria uma parede lisa que também dispensaria emboço e reboco. Uma camada de argamassa leve seria suficiente para deixar a parede em condições de receber a pintura final, afirma Neílton Tapajós.

Segundo ele, o tijolo de encaixe poderia ser uma excelente alternativa ao problema do déficit habitacional na região metropolitana de Belém, que atingiu a 117 mil casas. "Como se trata de tecnologia simples, a própria população poderia construir o tijolo, precisando tão somente de garrafas pet, cimento e a forma de madeira fácil de construir", explica. Para agilizar a produção de tijolos em relação ao tempo de 12 horas para a cura do cimento, ele pensa numa grande forma que permita a construção de fileiras de tijolos.

Aurá - Ao realizar seu trabalho de conclusão de curso, o estudante coletou garrafas em bares e restaurantes da rodovia Augusto Montenegro. Em Belém não é feita reciclagem do pet. Catadores reúnem grandes quantidades diárias no Lixão do Aurá que são vendidas às empresas de comercialização de matéria-prima reciclável. A tonelada é vendida a R$ 250,00. Nas empresas, as garrafas são apenas compactadas para reduzir o volume da carga transportada. Nenhuma outra atividade é desenvolvida com o pet no Aurá.

O pesquisador esteve no lixão e verificou as péssimas condições habitacionais dos catadores, geralmente residindo em choupanas construídas com restos de lixo. Ele expôs a sua pesquisa e os estimulou a empregarem o tijolo em suas casas. "Eles demonstraram interesse e garantiram presença no dia da apresentação do trabalho na UFPA. Mas, infelizmente, não compareceram. Acredito que isso ocorreu por causa da distância que há entre o saber científico e a sociedade lá fora. Acho que o desnível de conhecimento gerou um certo mal estar nos catadores", avalia Neílton.

O desapontamento do engenheiro químico não se resume a este episódio. A possibilidade de seu tijolo ficar engavetado no laboratório do curso, como muitos outros trabalhos acadêmicos, é bastante real. Ele acha que está faltando à UFPA um programa qualificado capaz de apresentar resultados de pesquisas à sociedade.
Para ele, a saída é o incremento na extensão universitária. "De nada adianta a alegação de que a universidade é carente de recursos. Somos carentes de recursos, porém de recursos financeiros, não humanos. Há uma gama enorme de profissionais aqui dentro que pode prestar serviços à comunidade, sem necessidade de gastos financeiros", afirma.

Neílton explica que enquanto engenheiro químico, sua preocupação não se resume tão somente à obtenção do diploma e emprego numa fábrica qualquer. "Tenho que dar retorno à sociedade até porque ela investiu em mim nestes cinco anos em que passei aqui. E o retorno que posso dar é através de uma pesquisa científica fácil de ser usufruída por ela, em condições de lhe gerar renda".

GARRAFAS PET APLICAÇÕES I

GARRAFAS PET APLICAÇÕES II



 

 

ÁRVORES PODEM OBTER ATÉ 200 MILIVOLTS - ENERGIA VERDE

Pesquisadores nos EUA descobrem "energia verde" extraída de árvores viva. Eletrodos acoplados a árvores podem obter até 200 milivolts , esta Energia pode ser utilizada para alimentar pequenos circuitos elétricos.

É comum batizar de “energia verde” as fontes de energia renováveis e que não agridem o meio ambiente, como a energia solar, eólica ou a obtida a partir do movimento das ondas.

Uma equipe formada por alunos e professores do curso de engenharia elétrica descobriu que as árvores produzem pequenas quantidades de energia, da ordem dos milivolts (milésimos de volt), que podem ser medidas e aproveitadas para alimentar pequenos aparelhos eletrônicos.

O valor exato varia de árvore para árvore, a equipe conseguiu determinar que em espécies como o Bordo ela pode chegar a até 200 milivolts.É pouco, mas com a ajuda de conversores CC-CC, também projetados pela equipe e que aumentam a tensão para aproximadamente 1,1 V, é o suficiente para alimentar circuitos de baixíssimo consumo, como sensores que poderiam ser usados para detectar incêndios florestais ou monitorar a saúde das próprias árvores.

O professor Babak Parviz, lídere da equipe, não se sabe exatamente qual mecanismo resulta na produção de energia. Sabe-se. que não se trata da conhecida reação entre dois eletrodos de metais diferentes (como cobre e alumínio) mergulhados em uma solução eletrolítica por exemplo, espetados em um limão ou batata.

No caso da “energia das árvores”, a eletricidade é gerada independentemente dentro da planta é apenas coletada pelas lâminas.Uma prova disso é que o efeito demonstrado pela equipe da Universidade de Washington ocorre com eletrodos compostos pelo mesmo metal, além do fato de que um deles não é cravado no tronco da árvore e sim inserido no solo, próximo às árvores.

http://www.geek.com.br/

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

AMAZÔNIA AZUL PLATAFORMA CONTINENTAL

Palestra: Soberania Nacional -- "A defesa da Amazônia Azul"
Duração do vídeo 1:10:27 minutos 

O Brasil é um dos poucos países do mundo com vasta fronteira com outros países, onde não existe litígio internacional de áreas. Graças ao brilhante Barão do Rio Branco, em 1903 o Brasil encerrou sua última questão territorial assinando o Tratado de Petrópolis.

Desde então, todos os limites do território continental brasileiro estão definidos em tratados internacionais e são incontestáveis.

A Amazônia Azul, ou seja, a extensão de mar exclusiva, é a última fronteira do Brasil a ser limitada. A extensão de sua riqueza ainda é desconhecida, mas por certo será de valor inestimável no mundo de escassez que vem sendo desenhado e parece ser um futuro inexorável.

Graças a uma visão estratégica dos militares que governaram o país no período da revolução (ou do golpe como preferem os comunistas), o Brasil teve o direito de reivindicar, em 2004, uma Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e uma Plataforma Continental (PC) que juntos representam uma área marítima de 4.451.766 km2.

Se os argumentos brasileiros forem aceitos, e tudo indica que serão, o Brasil terá 4.451.766 km2 de águas exclusivas. Considerando que o território brasileiro tem 8.514.876,599 km2, essa área de mar representa praticamente um acréscimo de 50%.


De um lado, houve um esforço de séculos para manter a unidade territorial e efetivamente consolidar fronteiras, tanto continentais como marítimas.

Por outro, os governos que assumiram o país após a democratização promovida pelos militares, têm se empenhado no sentido de entregar a Amazônia a interesses estrangeiros através de políticas equivocadas ou até deliberadamente lesivas.

Artigo 231 da Constituição Brasileira

A demarcação indiscriminada de terras indígenas e a recente assinatura da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas são os exemplos mais aberrantes dessa política nefasta.

Atual Política Indigenista
 tem se mostrado um desastre sob todos os aspectos.

Segundo a própria Fundação Nacional do Índio (Funai), existem 488 terras indígenas, cujos processos de demarcação estão minimamente na fase “DELIMITADA”. São ao todo é de 105.673.003 hectares (1.056.730 km2), perfazendo 12,41% do total do território brasileiro. Outras 123 terras ainda estão em fase de identificação. Além dessas, há várias referências a terras presumivelmente ocupadas por índios e que serão pesquisadas, no sentido de se definir se são ou não indígenas.

Referência 2008, fonte:

Mapa mostra a colcha de retalhos na qual se transformou
o território brasileiro em função da política indigenista.
Coincidência ou não, grande parte dessas terras estão localizadas sobre jazidas de minerais raros e estratégicos, de fundamental importância no desenvolvimento da indústria aeroespacial e de telecomunicações, alavancas do século XXI.

Se os governos mais recentes tivessem uma visão que fosse pouco além do fim dos mandatos, teriam percebido a importância da Amazônia Brasileira e desenvolvido um planejamento estratégico de longo prazo para garantir nossa soberania em terra, como feito no mar. Pelo contrário implantaram um política entreguista que culminará com a mutilação do território brasileiro.

Segue um breve histórico sobre essa área que hoje é denominada Amazônia Azul, para que se compare as estratégias e os resultados.

Em 1973, a Organização das Nações Unidas promoveu em Nova Iorque a Primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Participaram da conferência 160 Estados, entre estes, o Brasil.

O tratado em negociação imporia ao Brasil uma perda, pois nos obrigaria a recuar o mar territorial brasileiro de 200 milhas náuticas instituído pelo Decreto-lei nº 1.098, de 25 de março de 1970, às 12 milhas náuticas estabelecidas na Convenção das Nações Unidas sobre o direito do Mar.

O Brasil, cuja costa mede 7.367 Km, não tinha poder para fazer valer o limite de 200 milhas perante a comunidade internacional e assim se viu obrigado a aderir ao tratado.

Assim, após 10 anos, em 1982, foi celebrado em Montenegro Bay na Jamaica, o tratado multilateral conhecido como Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

O tratado herdou conceitos do direito internacional marítimo tais como mar territorial, zona econômica exclusiva, plataforma continental e estabeleceu princípios gerais para exploração de recursos naturais do mar.

A convenção também criou o Tribunal Internacional do Direito do Mar, ao qual compete julgar conflitos de interesses decorrentes da aplicação e interpretação do tratado

O Brasil, em dezembro de 1988 ratificou a Convenção

A Convenção fixa o limite exterior do mar territorial em 12 milhas náuticas (22 km), definindo-o como uma zona marítima contígua ao território do Estado costeiro e sobre a qual se estende a sua soberania. No mar territorial, o Estado costeiro exerce soberania ou controle pleno sobre a massa líquida e o espaço aéreo sobrejacente, bem como sobre leito e o subsolo deste mar.

O tratado cria, ademais, uma zona contígua também com 12 milhas náuticas, além do perímetro do mar territorial, dentro da qual o Estado costeiro pode exercer jurisdição com respeito a certas atividades como contrabando e imigração ilegal, e uma zona econômica exclusiva (ZEE), tendo como limite externo uma linha a 200 milhas náuticas da costa e como limite interno a borda exterior do mar territorial.

Na ZEE o Estado costeiro tem soberania, no que diz respeito a exploração dos recursos naturais na água, no leito do mar e no seu subsolo.

O Estado costeiro exerce também jurisdição sobre a zona em matéria de preservação do meio marinho, investigação cientifica e instalação de ilhas artificiais.

Além da ZEE,
existe uma extensão que é a plataforma continental.

A plataforma continental (PC) de um Estado costeiro compreende o leito e o subsolo das áreas submarinas que se estendem além do seu mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natural do seu território terrestre, até ao bordo exterior da margem continental, ou até uma distância de 200 milhas marítimas das linhas de base a partir das quais se mede a largura do mar territorial, nos casos em que o bordo exterior da margem continental não atinja essa distância.

Contudo, para ter o usufruto pleno da ZEE e PC seria necessário que o país costeiro atendesse num prazo determinado pelo tratado, uma série de requisitos e apresentasse estudos hidrográficos, geológicos e marinhos da área. Além disso, ilhas não habitáveis não poderiam servir como pontos de referência para delimitação de ZEE e PC.

Foi a visão estratégica dos militares que governavam no período pós revolução que levou o Brasil a estruturar um projeto para atender a todos os requisitos impostos pelo tratado de forma a nos permitir reivindicar o usufruto pleno da ZEE e PC.

Durante cerca de dez anos, a Marinha do Brasil, a comunidade científica e a Petrobras, conduziram um projeto que culminou com a apresentação em setembro de 2004 de todos os relatórios e estudos exigidos pela Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC).

O Brasil está pleiteando, junto à CLPC, a extensão dos limites de sua Plataforma Continental, além das 200 milhas náuticas (370 km), correspondente a uma área de 963 mil km2 . Se o relatório brasileiro for aprovado pela CLPC, os espaços marítimos nacionais poderão atingir aproximadamente 4,5 milhões de km², o que corresponde, aproximadamente, à metade do território terrestre nacional, ou, ainda comparando as dimensões, a uma nova Amazônia.

A visão estratégica levou o Brasil a efetivamente ocupar as longínquas ilhas do arquipélago de São Pedro e São Paulo, distantes 1.010 km de Natal e a ilha de Trindade, distante 1167 km da costa brasileira. Somente essas ilhas representam uma ZEE que muitos países nem podem sonhar em ter.

Estação Científica
Arquipélago de São Pedro e São Paulo.
As ilhas de Sao Pedro e São e Paulo eram tidas como inabitáveis, não só por serem pequenos penedos rochosos inóspitos em zona de atividade sísmica, mas também pela impossibilidade de sobreviver na ilha sem um complexo apoio logístico. Para efetivamente ocupar a ilha a Marinha instalou a Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, que consiste em uma casa de 45 m2.

Esse breve resumo mostra o resultado de um planejamento estratégico de longo prazo que não visou votos ou eleições, mas sim o fortalecimento da Nação brasileira através da garantia para as gerações futuras da exclusividade de exploração de vasta área marítima.

Atualmente, com a ascensão da esquerda populista em praticamente toda América do Sul e Central, estamos diante de um fenômeno que se não foi urdido no Foro de São Paulo, é fruto de uma profunda cegueira estratégica.

Enquanto a Europa se esforça para formar um único bloco econômico, na América do Sul parece haver um esforço coordenado para fragmentar e enfraquecer mais ainda países cujas marcas registradas ao longo da história têm sido a miséria e a instabilidade.

No Brasil, como mencionado a política indigenista está colocando em risco não apenas os 1.056.730 km2, mas sim boa parte da Amazônia terrestre. A independência das chamadas “Nações Indígenas” que vem sendo construida debaixo de nossos olhos em decorrência de uma política de Estado brasileira medíocre, transformará a Amazônia numa área impossível de ser defendida e administrada

Esse fato, juntamente com a pressão externa, transformação a Amazõnia em território internacional, área de soberania compartilhada ou qualquer outra figura jurídica internacional que efetivamente levará a perda do território brasileiro.
ofca.com

UM OCEANO TÃO RICO COMO A AMAZÔNIA VERDE

Um tesouro escondido no fundo do mar, repleto de riquezas minerais e biológicas espalhadas por mais de quatro milhões de quilômetros quadrados. Este patrimônio nacional, ainda desconhecido por boa parte dos brasileiros, é a Amazônia Azul.

O território apresenta enorme potencial de desenvolvimento para o País e, assim como a Amazônia verde, está ameaçado pelos interesses internacionais e pela biopirataria. Algumas iniciativas já foram tomadas no sentido de reunir esforços para definir estratégias de melhor aproveitamento e exploração da região.

Dificuldades das pesquisas marítimas

Em dezembro de 2008, o governo federal lançou o 7º Plano Setorial para os Recursos do Mar (PSRM). Em março último, terminou o 4º Ano Polar Internacional, cujo objetivo foi o de desenvolver pesquisas científicas para conhecer os ambientes nos pólos Ártico e Antártico, suas mudanças climáticas e a interação com o meio ambiente da Terra.

No mês passado, a Universidade Federal de Rio Grande (Furg), no Rio Grande do Sul, sediou o 1º Fórum Brasileiro da Amazônia Azul e Antártica, que trouxe reflexões acerca das necessidades e dificuldades das pesquisas marítimas e na Antártica.

Recursos do mar

O Fórum reuniu por três dias mais de 500 participantes, entre estudantes de graduação, pós-graduação, pesquisa e técnicos dos ministérios do Meio Ambiente (MMA), Ciência e Tecnologia (MCT), Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap) e Marinha.

Além de discussões sobre a importância dos oceanos, do mar e Antártica, o encontro discutiu avanços na cooperação oceanográfica e o uso das pesquisas como estratégia econômica para explorar o potencial pesqueiro. No fim dos debates, os participantes apresentaram uma síntese das propostas, que fará parte de um documento a ser encaminhado ao Congresso Nacional.

O relatório final apresentado no fórum alerta para a necessidade de que os temas do oceano, dos mares e da Antártica tenham a devida relevância por parte das políticas públicas.

Profissionais para estudar o mar

Outro desafio apontado pelos pesquisadores refere-se à quantidade e continuidade de recursos destinados às pesquisas no mar. "É importante dar a esta área o correspondente prestígio, tendo em vista seu potencial econômico e social", diz a vice-presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), Wrana Panizzi, que representou o ministro Sergio Rezende na mesa de encerramento do Fórum.

O documento salienta ainda a importância da formação e preparação de profissionais, além de chamar a atenção para questões de caráter mais operacional, como a valorização da experiência embarcada como instrumento de formação de recursos humanos. E, mesmo com os avanços da cooperação da comunidade na área oceanográfica, é preciso que haja colaboração internacional e entre as instituições.

Acordo para pesca

No final do 1º Fórum Brasileiro da Amazônia Azul, a Seap e a Furg assinaram um Acordo de Cooperação Técnica que possibilita ações conjuntas para o desenvolvimento da cadeia produtiva da anchoíta, um pescado comum na costa brasileira, mas que ainda é pouco aproveitado economicamente.

O acordo também pretende promover ações para consolidar a pesca da anchoíta no País, fortalecer a indústria pesqueira de Rio Grande e elaborar produtos de anchoíta para consumo direto humano, priorizando a alimentação escolar.

O Fórum se encerrou com o lançamento do livro Mar e Ambientes Costeiros, organizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE/MCT). A publicação, que reúne trabalho de vários pesquisadores da área de oceonografia, sugere ações a serem empreendidas para subsidiar políticas públicas não apenas para o desenvolvimento da ciência, mas também para o aproveitamento dos recursos naturais do mar.