segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

SERRAGEM REDUZ A QUANTIDADE DE LIXO INDUSTRIAL NOS RIOS

Material é capaz de retirar da água chumbo e cromo despejados por indústrias, revela pesquisa feita na UnB.

Um estudo conduzido no Instituto de Química da Universidade de Brasília (UnB) mostrou que é possível reduzir a quantidade de lixo industrial nos rios de uma forma simples e com um material de baixo custo, a serragem. Durante a pesquisa, o produto levou o percentual de metais pesados, liberados por duas empresas, aos níveis aceitáveis pela legislação.

No primeiro caso, a serragem da madeira fez com que os 2,7 miligramas de chumbo por litro liberados por uma fábrica de baterias para carros, situada no Distrito Federal, caíssem para 0,4 mg/L. O chumbo integra a composição das placas das baterias, mas também é comum nos setores de tintas, automotivos e ferragens.

Na outra situação analisada, referente a uma linha de produção de couro no Rio Grande do Sul, os dados também foram animadores. De 2,11 mg/L a concentração de cromo passou para 0,5 mg/L. A substância é empregada com o objetivo de dar ao couro o aspecto mais vistoso, uma vez que, na forma natural, sua coloração é esbranquiçada.

O resultado foi comemorado pelo autor do estudo, o químico Augusto Hosanna de Oliveira. “Conseguimos obter a extração de metais pesados com algo novo”, diz. Nas duas situações, o percentual ficou abaixo dos 0,5 mg/L estipulados pela portaria 357/05 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama/MMA).

A preocupação com o controle na emissão dos subprodutos dessas empresas é fundamental, pois tanto o chumbo quanto o cromo são extremamente danosos ao meio ambiente e à saúde, além de não se degradarem com o passar dos anos. “Ambos são cumulativos no organismo. O principal problema causado é o  chumbo porque atua no sistema nervoso central”, explica o professor Alexandre Prado, que orientou o trabalho.

A pesquisa foi realizada com resíduos de três tipos de madeiras, a maçaranduba, o ipê e o pequiá, provenientes de cargas apreendidas na Amazônia e doadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que propôs o estudo.

Prado explica que o produto florestal funcionou por ser rico em compostos que interagem facilmente com metais, como é o caso do tanino, cuja função nas plantas é atuar como defesa química contra animais, insetos e organismos patogênicos. Isso lhe confere a capacidade de agir como uma esponja e, assim, “capturar” os subprodutos lançados no ambiente.

Esse, no entanto, não é o único benefício do uso da serragem. É possível, ainda, reaproveitar o material seco, já impregnado do chumbo e do cromo, na fabricação de placas de MDF em móveis, por exemplo. Embora os metais sejam tóxicos na fase líquida, perdem essa propriedade em fase sólida.

Segundo Oliveira, a estratégia elimina um dos problemas enfrentados pelas fábricas atualmente, que é dar destinação ao lixo industrial, também conhecido como passivo ambiental. “Os resíduos geram um alto custo para as grandes indústrias, que não têm o que fazer com eles e os armazenam em galpões”, diz.

As exceções ficam por conta de grupos empresariais que conseguem reaproveitar o resíduo de um empreendimento em outro, como ocorre com uma indústria de alumínio de grande porte instalada no Brasil, que reutiliza os subprodutos na fabricação de cimento.

Oliveira e Prado esperam reproduzir o experimento em maior escala, ou seja, no ambiente onde funciona uma empresa. Mas até que a tecnologia esteja disponível no mercado, será preciso a atuação de engenheiros na criação de equipamentos e estruturas, tais como filtros ou tanques que insiram a serragem no processo.

As perspectivas são boas, pois o uso da serragem reduziria os custos de filtragem dos poluentes lançados na natureza e poderia estimular um maior cuidado ambiental. Muitas empresas não adotam os procedimentos de limpeza por serem caros. Chegam a US$ 1 para cada 9 mg de resíduo. “É preciso operacionalizar o sistema para calcular os custos”, afirma o professor. “Mas com certeza seria muito mais barato por causa do material empregado.”

A Universidade Católica de Brasília, apoiou a pesquisa,  cedeu a infra-estrutura do Laboratório de Espectroscopia Atômica para as análises mais detalhadas.

http://www.ecodebate.com.br/

DESPOLUIDORA DE RIOS FIBRA DE CRUSTÁCEOS

A fibra, chamada quitosana, é abundante na natureza e comumente usada pela indústria farmacêutica para outras finalidades. "Ela é extraída da casca de crustáceos, como caranguejos, que são descartados pela indústria pesqueira", disse a pesquisadora Elaine Nogueira Lopes de Lima, que apresentou o trabalho como tese de doutorado em química.

Para extrair da água metais como cobre e chumbo, que podem contaminar animais e plantas nas proximidades, a quitosana é alterada quimicamente, ficando com capacidade de "aderir" a essses elementos.

"A quitosana é usada em forma de pó. Quando jogada na água, os metais grudam nas moléculas", disse Lima. Em seguida, é feita uma filtragem para retirar o pó com metais pesados absorvidos.  O pó da fibra pode ser reutilizado depois de retirados os metais pesados.

Com os resultados positivos, a pesquisadora já planeja testar outras reações em misturas com quitosana, desta vez em fármacos. O objetivo é que o tratamento nos rios seja ampliado para substâncias tóxicas desta área.

Jornal Folha de São Paulo

DESPOLUIDORA DE RIOS PLANTA WOLLFIA BRASILIENSIS

De longe, uma mancha de lama sobre a lagoa. Mas é só colocar a mão e ver que cada pontinho verde é uma planta com flor. E elas têm um papel importante na preservação do meio ambiente.

"Ela é despoluidora – tem a capacidade de reter sedimentos de poluição, vamos dizer assim, numa lagoa. E como há muitas, quem chega fala: 'Nossa, que lama!'. Mas é só abrir para ver que a água é bem limpinha embaixo. Então, a pessoa fica feliz ao constatar que ela despoluiu a água mesmo", diz Vali Pott.

globoreporter.globo.com/

DESPOLUIDORA DE RIOS PLANTA EICHHORNIA CRASSIPES

A poluição de maneira geral causa um enorme dano a cursos d’água, um deles é a eutrofização que é o fenômeno pelo qual a água é enriquecida por nutrientes diversos, principalmente compostosfosforados e nitrogenados .

A Eichhornia crassipes é uma macrófita aquática que tem propriedades de auxiliar na redução dos nutrientes precursores desse desenvolvimento, portanto, possui uma considerável importância ecológica, reconhecida através de suas propriedades filtradoras, visto que reduz a proliferação de bactérias e vírus patogênicos e de outros microorganismos que consomem oxigênio do meio aquático

A eficiência do Eichhornia crassipes como despoluidor biológico foi comprovada quando o mesmo apresentou crescimento acelerado em ambiente aquático eutrofizado, uma vez que este absorve os nutrientes presentes em excesso, os quais são indispensáveis ao seu desenvolvimento. Tendo em vista os atuais problemas ambientais, referentes à escassez de águapotável a nível mundial, a utilização desta espécie facilita o tratamento de lagoas de efluentes das indústrias, de forma econômica e ecológica

www.plantasonya.com.br/

DESPOLUIDORA DE METAIS PESADOS FLORES GRAMA


As plantas são especiais e importante não só porque são a base de toda a cadeia alimentar e, ainda, em um processo físico-químico (fotosíntese), captura o dióxido de carbono e libera oxigênio para a atmosfera. É verdade que em outro processo antagônico (a respiração) as plantas absorvem o oxigênio, necessária a sua sobrevivência. Mas, mais do que isto, algumas plantas também podem livrar o solo e a água de resíduos e, portanto, são usadas no combate à poluição causada por substâncias químicas prejudiciais à flora, fauna e a saúde humana.

O girassol, por exemplo, absorve o chumbo de solos ocupados por indústrias pesadas; a mostarda pode ser usada para retirar óleo diesel, a flor-de-tabaco é responsável pela limpeza de locais contaminados por cádmio e a grama purifica ambientes contaminados com zinco. Podemos citar também o crisântemo, que purifica lugares com solventes provenientes de materiais como cola, tintas e feltros e o clorofito, que retém o monóxido de carbono e o gás formaldeído, utilizado na fabricação de corantes, vidros e espelhos.

É importante salientar que nos casos de plantas despoluidoras do solo é necessário, depois de um tempo, retirar as espécies do local de cultivo e incinerá-las, uma vez que estão impregnadas de substâncias tóxicas.

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ÁRVORES BRASILEIRAS RETIRAM CO2 DA ATMOSFERA

Recentemente, pesquisadores do Instituto de Botânica de São Paulo descobriram que certas árvores brasileiras têm o dom especial de retirar da atmosfera grandes quantidades de gás carbônico (CO2), um dos maiores vilões do aquecimento global. "Espécies como o jatobá e o guapuruvú têm a capacidade de dobrar a assimilação de CO2 na medida em que ele vai aumentando. Essas "faxineiras do ar" fazem mais fotossíntese, transformando o famigerado gás carbônico em alimento para seu próprio sustento, além de estocá-lo em seus troncos, na forma de celulose de madeira", afirma Marcos Buckeridge, professor de botânica da USP e principal responsável pela pesquisa.

Essa super transformação nos ares é apenas uma das missões das árvores. Outra, não menos importante, é a emissão de vapor d`água. "Uma única árvore tem a capacidade de borrifar o seu entorno com cerca de 500 litros de água por dia o que torna o ar e os ambientes muito mais frescos e agradáveis. Tanto que um local arborizado chega a ter uma diferença de 10°C a menos do que a temperatura medida em locais sem árvores". Para quem se dedica aos estudos científicos sobre o comportamento das plantas, numa época de aquecimento global essa constatação pode fazer toda a diferença. "Não podemos abandonar as árvores adultas ou recém-plantadas. Adubar, dar água e atenção é essencial. Quanto mais cuidarmos, mais rápido e mais eficiente será o seqüestro de carbono". Segundo o botânico e pesquisador, árvore bem cuidada hoje significa mais conforto para todos amanhã.

A lista das heroínas:
Feijão-do-mato              
Jacarandá-da-Bahia
Guapuruvú       
Jatobá
Pau-jacaré        

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DESPOLUIDORA DE METAIS PESADOS BANANA

Esnobada por indústrias, restaurantes e até donas de casa, a casca de banana pode em breve dar a volta por cima.  Descobriu-se que, a partir de um pó feito com ela, é possível descontaminar a água com metais pesados de um jeito eficaz e barato.

O projeto é de Milena Boniolo, doutoranda em química pela Ufscar (Universidade Federal de São Carlos, no interior paulista), que teve a ideia ao assistir a uma reportagem sobre o desperdício de banana no Brasil. "Só na Grande São Paulo, quase quatro toneladas de cascas de banana são desperdiçadas por semana. E isso é apenas nos restaurantes", diz a pesquisadora.

Boniolo já trabalhava com estratégias de despoluição da água, mas eram métodos caros --como as nanopartículas magnéticas--, o que inviabilizava o uso em pequenas indústrias.  Com as cascas de banana, não há esse problema. Como o produto tem pouquíssimo interesse comercial, já existem empresas dispostas a simplesmente doá-las.

"Como o volume de sobras de banana é muito grande, as empresas têm gastos para descartar adequadamente esse material. Isso é um incentivo para que elas participem das pesquisas", afirma.

O método de despoluição aproveita de um dos princípios básicos da química: os opostos se atraem.  Na casca da banana, há grande quantidade de moléculas carregadas. Elas conseguem atrair os metais pesados, positivamente carregados.

Para que isso aconteça, no entanto, é preciso potencializar essas propriedades na banana. Isso é feito de forma bastante simples e quase sem gastos de energia.
"Eu comecei fazendo em casa. É realmente muito fácil", diz Boniolo.

As cascas de banana são colocadas em assadeiras e ficam secando ao sol durante quase uma semana. Esse material é então triturado e, depois, passa por uma peneira especial. Isso garante que as partículas sejam uniformes.  O resultado é um pó finíssimo, que é adicionado à água contaminada. Para cada 100 ml a serem despoluídos, usa-se cerca de 5 mg do pó de banana.

Em laboratório, o índice de descontaminação foi de no mínimo 65% a cada vez que a água passava pelo processo. Ou seja: se for colocado em prática repetidas vezes, é possível chegar a níveis altos de "limpeza".

O projeto, que foi apresentado na dissertação de mestrado da pesquisadora no Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), foi pensado com urânio.  Mas, segundo Boniolo, é eficaz também com outros metais, como cádmio, chumbo e níquel --muito usados na indústria. Além de convites para apresentar a ideia no Brasil e na Inglaterra, a química também ganhou o Prêmio Jovem Cientista.  Agora, segundo ela, é preciso encontrar parceiros para viabilizar o uso da técnica em escala industrial.

Jornal Folha de São Paulo