quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

EUA MONTARÃO MAIOR REDE DE OBSERVATÓRIOS ECOLÓGICOS DO MUNDO

Os Estados Unidos devem iniciar em 2011 a montagem de uma das maiores redes de observatórios ecológicos do mundo.

Trata-se da Rede Nacional de Observatórios Ecológicos [NEON: National Ecological Observatory Network], que tem como objetivo reunir dados de experimentos e de observações ecológicas e climáticas feitas em todo o país.

A coleta de dados representará o maior trabalho a ser feito pela rede de observatórios ecológicos. Reunidos, eles formarão um conjunto de 130 mil amostras, entre organismos individuais, partes deles ou tecidos.

As informações serão coletadas por meio de 20 estações de observação fixas e 40 realocáveis, distribuídas pelos 20 domínios ecoclimáticos do país.

Compostas por torres com instrumentos de observação como sensores remotos, as estações fixas permitirão realizar observações sobre os impactos das mudanças climáticas nos ecossistemas.

Já as realocáveis, que mudarão de posição em períodos de cinco a dez anos, serão focadas na observação de alterações promovidas na biodiversidade pelo uso da terra e por espécies invasivas.

Para complementar as observações realizadas pelas 60 estações de observação terrestres também serão utilizadas três plataformas de observação aérea. Os dispositivos medirão propriedades bioquímicas e biofísicas e o tipo de cobertura de vegetação, entre outras características, por meio de instrumentos como espectrômetro de massa.

"Instalaremos três conjuntos desses instrumentos em aeronaves, que realizarão medições nas estações de observação da Neon e em seu redor, em um raio de até 200 ou 300 quilômetros", Michael Keller, ex-cientista-chefe da rede.

Os dados coletados pelas estações de observação serão analisados em campo ou em um dos dez laboratórios móveis que também integrarão a infraestrutura da Neon. E, de acordo com Keller, deverão ser disponibilizados rapidamente no site do projeto.

A rede Neon a primeira rede desse tipo, projetada especialmente para identificar e prever mudanças ecológicas em uma escala de décadas. Com custo estimado de US$ 433 milhões, financiados pela Fundação Nacional de Ciências ([NSF], a rede terá participação de diversas outras agências e instituições e está em fase final de planejamento.

"O presidente Barack Obama solicitou a inclusão da Neon no orçamento do país para 2011 e a NSF já autorizou a concessão da verba para o projeto. Só estamos esperando ela ser aprovada no Congresso para iniciar a construção, que deve levar cinco anos", disse o cientista.

Keller, que participou da fase de desenho do projeto e teve que se desligar dele há cerca de um mês para assumir um novo posto no Serviço Florestal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, esteve no Simpósio Internacional de Estudos de Longo Prazo sobre a Biodiversidade, realizado em São Paulo no último dia 23 de novembro.

"A ideia do projeto é reunir informações que costumam estar muito dispersas e ter extensão espacial limitada, disponibilizando-as o mais rapidamente possível e da melhor forma aos pesquisadores para que eles possam testar seus modelos", disse o cientista que foi pesquisador visitante na Universidade de São Paulo e integrou o Programa da Grande Esfera-Atmosfera da Amazônia [LBA].

As informações integradas pelo sistema de monitoramento serão disponibilizadas em um site na internet, onde poderão ser acessadas gratuitamente por cientistas de qualquer país.

"Todos os dados serão abertos e fornecidos gratuitamente a cientistas de qualquer região do mundo. Queremos que as informações geradas pela Neon sejam utilizadas e analisadas pelo maior número de pesquisadores para que as previsões ecológicas possam ser as mais exatas possíveis", afirmou Keller.

"Os dados de longo prazo e em escala continental, coletados e fornecidos pela Neon, possibilitarão compreender melhor e fazer previsões em grande escala dos impactos das mudanças climáticas, do uso do solo e da ação de espécies invasivas na biodiversidade", apontou.

Keller explicou que, para realizar a coleta de dados que abastecerão a Neon, o território dos Estados Unidos foi dividido por meio de uma técnica multigeográfica em 20 partes, batizadas de "domínios ecoclimáticos".

Nesses locais, que representam diferentes tipos de vegetação, geografia, clima e ecossistemas, serão coletadas informações referentes a mais de 500 variáveis definidas pelos cientistas da rede, entre as quais temperatura, pluviometria e diversidade de organismos.

"Em função das restrições orçamentárias do projeto, teremos que medir um grande número de variáveis em poucos lugares. A rede Neon não é um programa de monitoramento tradicional que tem diversas instâncias espaciais", disse.EUA montarão maior rede de observatórios ecológicos do mundo


Elton Alisson
Agência Fapesp - 30/11/2010

PLÁSTICO GANHA CAPACIDADES SENSORIAIS

Para aproveitar o vento que bate sobre as pás de um moinho de energia eólica, antes de tudo é necessário garantir que as pás vão suportar a carga do próprio vento.

O mesmo acontece com as asas de um avião e com as peças estruturais de automóveis e máquinas, cada vez mais construídas com plásticos e compósitos.

Para monitorar essas forças, e evitar que o equipamento entre em regimes além de sua capacidade, são usados sensores, que devem ser colados sobre a superfície, interligados, e conectados a uma central de controle.

Esta é uma solução interessante, mas é cara e limita o monitoramento a pontos discretos e específicos da estrutura.

Agora, cientistas do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, criaram um novo material compósito que possui "capacidades sensoriais" em toda a sua extensão.

O material pode ser inserido no meio ou na superfície de peças estruturais feitas de materiais plásticos ou compósitos - o equivalente a instalar sensores na peça inteira. E o novo material pode entrar no processo normal de conformação, quando a peça ganha o seu formato final.

O "material sensorial" é uma mistura de plástico e metal, que entra em uma categoria chamada material compósito metal-polímero.

Essa "liga" pode ser feita com vários tipos de polímero (plásticos), o que significa que o processo será útil em várias indústrias.

Mas o material tem também outras vantagens. A primeira é que, sendo um material sintético, ele é fácil de ser processado, o que pode ser feito com os esquipamentos usados na indústria, como extrusoras e injetoras. Para aplicação sobre superfícies maiores, ele pode ser laminado.

Outra vantagem é que, sendo um compósito, ele é mais leve do que o equivalente metálico. Mas o mais importante é que, graças justamente ao seu componente metálico, o metal-polímero é um bom condutor de calor e eletricidade.

São justamente essas propriedades que permitem que a liga metal-polímero funcione como um sensor em toda a sua extensão. Quando o material é submetido a uma carga, sua resistência elétrica se altera.

Essa resistência pode ser medida por meio de fios instalados apenas nas extremidades das peças. Os sinais são repassados para um equipamento de leitura para análise. Lendo-se mais de um ponto é possível determinar as coordenadas precisas onde a carga foi aplicada.

Segundo Arne Haberkorn, gerente do projeto, o material já foi testado em uma grande variedade de peças e aplicações e já está pronto para ser repassado à indústria.

Site Inovação Tecnológica

LIXO DO PACIFICO TEM DUAS VEZES O TAMANHO DOS EUA


Uma sopa de lixo de plástico que flutua no Oceano Pacífico está crescendo numa taxa alarmante e agora cobre uma área de duas vezes o tamanho dos Estados Unidos, dizem os cientistas.

A grande expansão dos pedaços de plástico – a maior quantidade de lixo no mundo jogada fora – está sendo concentrada em uma determinada área pelo movimento circular das correntes marítimas. Esta sopa em movimento expande-se por cerca de 500 milhas náuticas a partir da costa da Califórnia, cruza o norte do Pacífico, passa o Havaí e chega quase ao Japão.

Charles Moore, um oceanógrafo americano que descobriu a “Grande área de lixo do Pacífico” ou o “vórtice de lixo”, acredita que cerca de 100 milhões de toneladas de dejetos estão circulando na região. Marcus Eriksen, um diretor de pesquisa da fundação de pesquisa americana Algalita Marine, fundada por ele, disse ontem: “A idéia que as pessoas tem sobre isso é que há uma ilha de lixo de plástico sob a qual se pode andar em cima. Não é assim. É mais como uma sopa de plástico.”

Curtis Ebbesmeyer, um oceanógrafo e um técnico que controla os dejetos de plástico em praias, vem acompanhando o aumento do lixo de plástico nos oceanos nos últimos 15 anos e compara o vórtice de lixo a uma entidade viva: “Ele se move em círculos como um grande animal sem controle” Quando esse animal se aproxima da terra, e isso acontece no arquipélago havaiano, o resultado é dramático. “A área de lixo de derrama sobre a praia, e você tem uma praia coberta com esse confete de plástico.”

Historicamente o lixo que chegava aos oceanos era biodegradável. Mas os plásticos modernos são tão duráveis que objetos com mais de 50 anos podem ser encontrados na área do norte do Pacífico. O Sr. Moore disse que porque o mar de lixo é translúcido e está numa superfície de água, ele não pode ser detectado em fotografias de satélite. “Você só o vê da proa dos navios”.

De acordo com o Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, os refugos de plástico causam a morte de mais de um milhão de pássaros marinhos todos os dias, e também de mais de 100 mil mamíferos marinhos. Seringas, filtros de cigarro e escovas de dente tem sido encontradas no estômago de aves mortas, que as confundem com comida Precisamos parar de jogar lixo nas ruas, rios e mares. Pense nisso!

theurbanearth.wordpress.com
 

GARRAFAS PET CADEIRAS E POLTRONAS ESCULTURAIS

Lucas K. enviou esta mensagem

PAREDES CONSTRUIDAS COM GARRAFAS PET

Ser sustentável não é só economizar energia elétrica ou separar o lixo. É ter ideias criativas para reutilizar materiais que iriam para o lixo e transformá-los em obras de arte. Este foi o pensamento dos donos da Danone Waters, no Japão, implementado pelo Klein Dytham arquitetura. As paredes do escritório da empresa são feitas de garrafa PET empilhadas da própria marca, proporcionando uma boa qualidade na iluminação do ambiente e baixíssimo custo na mão-de-obra.
Casa e Jardim Online

BARCO FEITO COM 12.000 GARRAFAS PLÁSTICAS

Um barco feito de 12 mil garrafas plásticas partiu neste domingo em uma jornada da cidade americana de San Francisco até a capital australiana Sydney.

O objetivo da viagem, que deverá durar três meses, é chamar a atenção para o problema da poluição nos oceanos.

O ambientalista e herdeiro do setor bancário David De Rothschild e sua tripulação partiram no catamarã Plastiki.

A jornada de 11 mil milhas náuticas passará pelo local conhecido como "grande depósito de plástico do Pacífico", uma massa de lixo cinco vezes maior do que o Reino Unido.

Quatro em cada cinco garrafas plásticas acabam em depósitos de lixo, segundo a ONU [Organização das Nações Unidas].

Rothschild, de 31 anos, já completou expedições aos dois polos e várias
florestas. "Viajando a 2.0 nós ummm! Há muito oceano pela frente!", disse
Rothschild em sua página no site de mensagens Twitter. "Acabamos de
avistar nosso primeiro lixo marinho --um copo de plástico!"

As 12 mil garrafas plásticas usadas no Plastiki foram recheadas com dióxido de carbono para tornar a embarcação durável e permitir que flutue. O catamarã usa energia solar, eólica e turbinas marítimas.

Uma bicicleta ergométrica será usada para carregar os laptops que serão usados a bordo e há também um banheiro que transformará detritos em adubo e um jardim para que vegetais possam ser plantados.

Críticos dizem que a expedição apenas perpetua a crença de que é aceitável usar plástico se as pessoas reciclarem o material, ao invés de encorajar o fim do uso.

Eles também dizem que se o Plastiki quebrar no meio da jornada, depositará milhares de garrafas diretamente no oceano.  BBC

GARRAFA PLÁSTICA DE ORIGEM VEGETAL

A nova garrafa da Coca-Cola não tem diferença em seu desenho, cor ou logotipo. Mas um selo no rótulo indica que ela é mais ecológica. Parte da composição do PET, um composto chamado Monoetilenoglicol (meg), tem origem no bagaço da cana-de-açúcar. Ao invés da nafta, que vem do refino do petróleo, sua produção parte do etanol. Antes de chegar ao Brasil, a PlantBottle, como foi patenteada pela empresa, já era vendida nos Estados Unidos, Canadá, Japão e Dinamarca. Todas são feitas com o álcool brasileiro.

Mesmo que o meg de origem renovável represente apenas 30% do total do plástico, a promessa é de economia significativa. A empresa afirma que a produção desta garrafa [que passa pela Índia e Indonésia] emite 20% a menos de CO2 do que a de uma PET de origem fóssil. A grande diferença está na captura do gás nas plantações de cana, no lugar da extração e refino do petróleo. Ela deve ser tamanha, que compensa seus gastos energéticos de transporte e desenvolvimento. “Deve” porque os números das emissões que comprovam a economia não são divulgados. Procurada por ÉPOCA, a empresa diz que se baseia em análises técnicas prévias e que está no processo de confirmá-las para publicar a pegada de carbono da garrafa. Por enquanto, diz que se trata de um segredo industrial que não deve ser revelado aos concorrentes.

Divulgar as emissões é como se entregar à concorrência? A tendência mundial indica para o caminho oposto: cada vez mais as empresas abrem seus números, e a concorrência vai atrás da transparência. De qualquer modo, a iniciativa da Coca-Cola é positiva e pioneira [para a produção de PET]. Mas ao invés de fazer propaganda baseando-se em análises não confirmadas, a empresa poderia dar a informação por completo. Revista Época