quinta-feira, 11 de novembro de 2010

HIPOPÓTAMO SALVA-VIDAS RESGATA FILHOTE DE GNU E ZEBRA

Turistas em um safári na África ficaram boquiabertos ao testemunhar um hipopótamo resgatando outros animais durante a travessia de um rio infestado de crocodilos.

Os visitantes tinham ido ver a migração de um grupo com milhares de gnus, que viaja entre o Quênia e a Tanzânia em busca de novos pastos.

Durante a dramática travessia do rio Mara, uma mãe gnu foi separada de seu filho, que foi levado pela correnteza. Um hipopótamo fêmea que observava tudo perto dali foi em direção ao bebê gnu e o empurrou gentilmente até à margem.

Apenas dez minutos depois, o mesmo hipopótamo viu uma pequena zebra lutando para cruzar o rio e, novamente, a ajudou a atravessar a forte torrente.

Os hipopótamos não são geralmente descritos como agressivos, a não ser quando acham que seu território está sob ameaça.

"Esta situação em particular é muito rara, mas essa parte do rio Mara é conhecida pela ocorrência de episódios incomuns, já que é ali que os gnus cruzam o rio cheio de crocodilos", disse David Spooner.

"No início, nosso guia Abdul Karim e os hóspedes acharam que o hipopótamo iRIA atacar, mas aí eles perceberam que eram os instintos maternos surgindo no hipopótamo fêmea quando ele viu o bebê gnu e o perigo representado pelos crocodilos", conta Spooner.

"O amor maternal é tão forte que pode até ultrapassar a barreira da espécie" , disse o guia Abdul Karim.

Guias também registraram o episódio e descreveram os resgates realizados pelo hipopótamo como "milagrosos" em websites.  BBC

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

130 RABINOS ISRAELENSES ELEVAM A VOZ EM DEFESA DOS DIREITOS DOS PALESTINOS


Arik Ascherman
diretor executivo
Rabbis for Human Righsts
Rabinos para os Direitos Humanos 

Cento e trinta rabinos israelenses elevam a voz em defesa dos direitos dos palestinos. E, para isso, dispõem-se até a enfrentar tribunais. Reunidos na associação Rabbis for Human Rights [“Rabinos para os Direitos Humanos”], receberam o Prêmio para a Paz – 2006, da Fundação Niwano, conhecido como o “Nobel das Religiões”.

O anúncio, dado em Tóquio, em março, recoloca Jerusalém no centro das atenções, justamente quando o Oriente Médio enfrenta os fundamentalismos, que ameaçam considerar as religiões como “um problema a mais”. Na direção oposta, caminha a experiência dos “Rabinos para os Direitos Humanos”, uma das vozes mais contracorrentes do Oriente Médio de hoje. E nem tanto por se tratar de israelenses simpáticos à causa palestina, mas porque agem em nome da Torah.

Tais rabinos, de diferentes escolas e denominações hebraicas, estão convencidos de que o mandamento bíblico: “cuide do estrangeiro que mora no teu meio”, vale também na relação com os palestinos.

E, em nome da fidelidade à tradição hebraica, promovem campanhas em defesa dos direitos elementares: vigiam contra abusos à entrada de palestinos; colhem azeitonas de cujas oliveiras os proprietários palestinos não podem se aproximar, pois estão próximas de áreas israelitas; oferecem assistência legal a quem perde seus direitos injustamente.

“No momento em que fundamentalismos e extremismos religiosos recebem tanta publicidade no Oriente Médio, a Fundação Niwano para a Paz quer reconhecer, com este prêmio, essa associação de rabinos como uma voz única da compaixão, atenção ao outro, amor e justiça, que estão no coração do judaísmo e de todas as demais religiões”, esclarece o documento da Fundação japonesa. O prêmio veio depois que a associação israelita chamou à atenção da imprensa, sobretudo pela sua batalha [perdida] contra a demolição das casas palestinas a leste de Jerusalém. Centenas foram demolidas por terem sido construídas de maneira irregular.

“Acontece – denunciam os Rabinos para os Direitos Humanos – que é impossível obter licença para construção, na área, porque o plano regulador foi feito para tornar impossível o crescimento dos quarteirões árabes nessa cidade contestada. Assim, se há a necessidade de uma nova casa, ela deve ser levantada de modo irregular”. Para protestar publicamente contra esta administração territorial sobre base étnica, o diretor executivo da associação, Arik Ascherman, em abril de 2003, promoveu um ato de resistência pacífica diante dos demolidores, enviados pela Municipalidade.

Seu gesto não serviu para bloquear a demolição das casas, e ele foi processado no início de 2005. “Sob aqueles escombros – escreveu – ficou a minha kippah (espécie de boina judaica) e penso que isso significa algo. Talvez seja um símbolo de que os valores judaicos, nos quais sempre acreditei, foram esmagados e sepultados. Ou simboliza, talvez, que lá havia israelitas, postados contra a injustiça, em nome da Torah”. São palavras fortes, como as da carta aberta, publicada em 2002, durante os dias mais sangrentos da segunda intifada. Na ocasião, a associação escreveu claramente que explodir um ônibus é a pior violação dos direitos humanos e que Israel tem o direito de se defender.

Com um adendo, porém: - “Deve haver justiça” (Dt 16, 20). “Segundo nossa tradição, é preciso perseguir uma causa justa, mas só através de meios justos. Ao nos defender, devemos sempre nos basear na visão profética da convivência e da humanidade. A sobrevivência dos judeus dependerá, não apenas de sua força física, mas também da sua firmeza moral”. É apenas com esta lucidez e honestidade intelectual que o Oriente Médio poderá sair do beco escuro no qual, dia após dia, parece mais encurralado.

ÁRVORE OLIVEIRA É CITADA NA ESCRITURA


A Oliveira é uma das árvores mais importantes citadas na Escritura por sua conexão direta com o povo de Israel e também pela riqueza de figuras por ela representada.

Esta árvore se chama em hebraico zayit, que significa oliveira, azeitona. Seu uso era muito variado no Oriente Médio, pois ela era famosa por seu fruto, seu óleo e sua madeira. Os povos orientais reputavam-na como um símbolo de beleza, força, da bênção divina e da prosperidade!

Uma das características mais impressionantes da oliveira é sua perenidade! Elas crescem praticamente sob quaisquer condições: nas montanhas ou nos vales, nas pedras ou na terra fértil. Crescem otimamente sob o intenso calor, com pouca água e são quase indestrutíveis! Seu desenvolvimento é lento, porém contínuo. Quando é bem cuidada, pode atingir até 7 (sete) metros de altura. Até as oliveiras doentes continuam a lançar novos ramos! Algumas árvores tem troncos torcidos e velhos, mas sempre com folhas verdes. Ainda que estejam velhas, as oliveiras não deixam de lançar de si novos ramos e dar frutos! Ate 10 ou mais mudas brotam da raiz envolta da árvore.

Ainda que cortada e queimada novos ramos emergirão de sua raiz. Algumas brotam e crescem num sistema de raízes com mais de 2.000 anos de idade, mas o lavrador tem que esperar 15 anos para a colheita de uma árvore nova. Cada árvore pode produzir até 80 litros de azeite por ano. A oliveira é um produto necessário a vida, portanto a azeitona é valiosa. Não é notável que Deus nos tenha comparado justamente à esta tão significativa árvore? Notemos como metaforicamente nos parecemos a esta árvore.

Assim como a oliveira nós fomos chamados pelo Eterno para darmos frutos independentes do local onde formos plantados! Não importam as condições do terreno, mas sim a nossa perseverança em frutificar ali! O Eterno nos chamou justamente para que sejamos "plantados" em solos hostis para ali darmos os frutos necessários naquela situação. E se porventura formos momentaneamente vencidos, não nos desanimaremos! Assim como a oliveira que é queimada, lançaremos novos ramos de nossas raízes e continuaremos vivendo e frutificando! Há também conosco um período de amadurecimento até que possamos frutificar abundantemente! Durante esse período vamos crescendo em estatura (até atingirmos os 7 metros necessários, que representam nossa maturidade plena) e finalmente produzimos a quantidade desejada de frutos e consequentemente o azeite, tão fundamental para a vida...

Aqui há algo tremendo e de grande significado profético, pois nos mostra que nós temos de produzir justamente estas coisas! Ou seja, quando as pessoas chegarem à nós devemos sempre estar prontos para lhes fornecer alimento [através da Palavra que nos tem sido confiada], luz [que emana de nossas vidas como o sinal da presença do Eterno em nós], higiene [a unção que nos foi confiada e que limpa e purifica a todos os que por ela são alcançados] e por fim a cura [que é fruto desta mesma unção, que além de libertar, também traz cura da alma e do corpo]!

A oliveira simboliza principalmente fidelidade e perseverança. Estas duas características são principalmente resultados de nosso relacionamento com o Deus Eterno.

A fidelidade é parte da personalidade do Senhor, que se mantém o mesmo independente dos acontecimentos! O Eterno não se deixa levar por nossas instabilidades e por nossas "recaídas". Isso demonstra o quanto precisamos ser restaurados em nossa alma para podermos nos relacionar de forma plena com nossos semelhantes e também com o Eterno. Por isso o Espírito Santo gera em nós a fidelidade, para que sejamos como Ele é.

A perseverança é também característica forjada no homem pelo Espírito Santo. Essa característica é fundamental e é ela que distingue os vencedores dos demais. Está escrito em Apocalipse: "O que vencer..." A vitória é dada somente aqueles que perseveram e o céu é o único lugar do universo que abriga os homens e mulheres que perseveraram até o fim e venceram!

Yeshua [Jesus] teve de ser provado em sua perseverança quando verteu suor que se tornou em gotas de sangue quando estava em Getsêmani [prensa de óleo], no Monte das Oliveiras. Isso nos relembra que ali é o lugar de sair óleo para abençoar! [Lc 22:44]. A "prensa de azeite" foi utilizada por Deus para fazer com que, através da concessão de sua própria vida, Yeshua pudesse liberar para nós a vida e o Espírito Santo que nos tem auxiliado desde então.

Baruch Há Shem!
Bendito seja o Nome!

www2.uol.com.br/biblia

ARVORE DA OLIVEIRA [IMAGENS]

GOOGLE IMAGENS

terça-feira, 2 de novembro de 2010

GOLFINHOS APREENDEM A "ANDAR" SOBRE A ÁGUA


Golfinhos selvagens estão aprendendo naturalmente a "andar" sobre a água na Austrália, em um caso de aparente transmissão de conhecimento destinado à diversão, e não à sobrevivência.

Seis golfinhos já foram vistos no rio Port, em Adelaide, dominando a técnica - que consiste em bater a cauda de forma furiosa, forçando o corpo verticalmente para a superfície.

O comportamento não parece ter qualquer benefício evidente em termos práticos, como a obtenção de alimento, dizem cientistas que trabalham na Sociedade de Conservação das Baleias e dos Golfinhos [WDCS, sigla em inglês].

A descoberta foi feita pelo cientista Mike Bossley, da WDCS, que passou 24 anos estudando os golfinhos que vivem no rio Port. Nos últimos anos, Bossley observou duas fêmeas adultas, batizadas de Billie e Wave, tentando andar sobre a água.

Agora, quatro outros espécimes, incluindo filhotes, foram registrados tentando aprender o truque dos adultos. Eles já foram vistos treinando, embora com menos sucesso.

O ato de bater a cauda n'água para erguer o corpo de forma vertical e se movimentar em seguida é visto facilmente entre golfinhos mantidos em cativeiro e treinados para fazer truques, mas isto é difícil na vida selvagem.

De acordo com a WDCS, além de Billie e Wave, somente um outro golfinho adulto havia sido visto "andando" no rio Port ao longo de milhares de horas de observações científicas, e mesmo assim, por uma única vez.

Acredita-se que Bille tenha aprendido o "andar" em um curto período no qual ela esteve mantida em cativeiro, antes de ser levada de volta à vida selvagem. 

Golfinhos selvagens estão aprendendo a "andar" sobre a água na Austrália, em caso de transmissão de conhecimento. Ela transmitiu o comportamento para Wave, e agora as duas parecem passar o aprendizado para uma comunidade mais ampla.

Os fotógrafos da WDCS Marianna Boorman e Barbara Saberton recentemente documentaram o filhote de Wave, batizado de Tallula, também tentando "andar" sobre a água.

O truque está sendo tentado por outra fêmea, chamada Bianca, e por dois filhotes, Hope e Bubbles. Todos podem ser vistos diariamente tentando aplicar a técnica. 

BBC

ELEFANTES SÃO ENGENHEIROS ECOLÓGICOS QUE AJUDAM A BIODIVERSIDADE

Um estudo de cientistas americanos afirma que áreas destruídas por elefantes abrigam mais espécies de anfíbios e répteis do que aquelas que ficam intocadas, o que faz dos paquidermes verdadeiros "engenheiros ecológicos".

Os pesquisadores encontraram 18 espécies de animais em locais altamente danificados pelos elefantes, enquanto as áreas intactas tinham apenas oito. As descobertas foram publicadas na revista African Journal of Ecology.

"Elefantes, junto de algumas outras espécies, são considerados engenheiros ecológicos porque as suas atividades modificam o habitat de uma maneira que afeta muitas outras espécies", explica Bruce Schulte, da Universidade Western Kentucky [EUA].

"Eles fazem de tudo, desde cavar com suas patas dianteiras, puxar grama e derrubar grandes árvores. Assim, realmente mudam a paisagem."

O cientista afirma que o sistema digestivo dos elefantes, por não processar muito bem todas as sementes que eles comem, também ajuda na modificação do habitat.

"Como as fezes são também um ótimo fertilizante, os elefantes são capazes de rejuvenescer a paisagem ao transportar sementes para diferentes lugares", disse Schulte .

A equipe da Universidade Georgia Southern (EUA) realizou o estudo entre agosto de 2007 e fevereiro de 2008 no rancho Ndarakwai, uma área de 4,3 mil hectares no nordeste da Tanzânia.

Os cientistas identificaram áreas com grandes, médios e baixos danos causados por elefantes criados livremente, em comparação com uma área de 250 hectares que foi isolada de grandes herbívoros, como elefantes, girafas e zebras.

Ao buscar amostras de espécies, os pesquisadores encontraram "uma tendência de maior riqueza em áreas com danos causados por elefantes do que na vegetação florestal."

No artigo, os cientistas concluem que a diferença na riqueza animal nas áreas danificadas era provavelmente resultado da "engenharia" dos elefantes, gerando novos habitats para uma diversidade de espécies de sapos.

"As crateras e destroços de madeira formados por árvores quebradas e arrancadas pela raiz (aumentaram) o número de refúgios contra predadores", diz o estudo.

Os cientistas afirmam ainda que os locais também favoreceram insetos, que se tornaram uma importante fonte de comida para anfíbios e répteis.

Schulte afirma que a descoberta traz implicações para estratégias de manutenção do habitat e da vida selvagem.

"Se estamos administrando o habitat, então claramente temos que saber para que o estamos administrando", diz.

"O que este estudo aponta é que, embora algumas coisas não pareçam particularmente boas para o olho humano, isto não significa necessariamente que isto é prejudicial para toda a vida que está ali." BBC

FLORESTAS TROPICAIS SÃO MAIORES MAQUINAS DE ABSORVER CO2

As florestas tropicais, como a Amazônia, são as máquinas de fotossíntese mais eficientes do planeta. Um novo estudo internacional mostra que elas absorvem um terço de todo o gás carbônico que é retirado da atmosfera pelas plantas a cada ano.

Pela primeira vez, cientistas calcularam a absorção global de CO2 pela vegetação terrestre: são 123 bilhões de toneladas do gás por ano.  "É o dobro da quantidade de CO2 que os oceanos absorvem", diz Christian Beer, do Instituto Max Planck para Bioquímica, na Alemanha. Ele é coautor do estudo, publicado na revista "Science".
Selvas tropicais respondem por 34% da captura. As savanas, por 26%, apesar de ocuparem o dobro da área.

Um outro estudo, publicado na mesma edição da "Science", mostrou que a temperatura influencia pouco na quantidade de carbono exalado pelas plantas quando elas respiram.

Havia temores de que o aquecimento global pudesse acelerar as taxas de respiração, fazendo com que florestas se convertessem de "ralos" em fontes do gás, agravando mais o problema.

Juntos, esses dados devem ajudar a melhorar os modelos climáticos, que dependem do conhecimento preciso do fluxo de carbono entre plantas, atmosfera, oceanos e fontes humanas do gás.

O trabalho de Beer também ressalta a importância das florestas secundárias na Amazônia como "ralos" para o CO2 em excesso despejado no ar por seres humanos.

Isso porque, apesar de absorverem muito carbono por fotossíntese, as florestas tropicais devolvem outro tanto ao ar quando respiram.  Florestas em regeneração, por outro lado, fixam muito mais carbono do que exalam.

O estudo usou dados de uma rede internacional, a Fluxnet, que reúne centenas de torres que servem como postos de observação pelo mundo, analisando os fluxos de CO2 na vegetação ao redor.  No Brasil há quase uma dezena de torres de fluxo, a maior parte delas instaladas na Amazônia.

"Mas ainda sabemos pouco, por exemplo, sobre pontos de transição abrupta ligados ao clima, como florestas em savanização", diz o biólogo Antonio Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. "E ainda existem ambientes pouco mapeados, como pântanos e brejos."  Jornal Folha de São Paulo